Ásia/Oceania

Podridão no futebol da Malásia

A decisão é radical. A partir de 2009 os jogadores estrangeiros serão banidos do futebol malaio. A ordem partiu de Khairy Jamaluddin, manda-chuva que ocupa dois cargos: Vice-Presidente da Federação de Futebol da Malásia e membro do Parlamento, sendo sobrinho do primeiro ministro Abdullah Badawi.

O cartola de 32 anos justificou que os futebolistas do exterior não acrescentaram muito para o progresso do futebol no país e tiram espaço dos ‘talentos’ locais. Nascido no Kuwait, Jamaluddin culpa os estrangeiros pelo fato da seleção da Malásia não evoluir. Além da polêmica imposição de barrar não-malaios, o dirigente acrescentou que todas as equipes serão obrigadas a entrar jogando com pelo menos um jogador Sub-20.

Implacável, mas infundado. Os vizinhos Vietnã e Tailândia possuem dezenas de estrangeiros nos seus campeonatos, mas progrediram sensivelmente em nível de seleções e mostraram considerável competitividade na última Copa da Ásia 2007. A presença (organizada) de estrangeiros de melhor nível é altamente necessária em países que ainda engatinham no futebol.

Na verdade esta decisão tem caráter fundamentalista, pois Jamaluddin é um dos lideres da Organização Nacional dos Malaios Unidos (UMNO), partido político que defende a supremacia malaia no país. Inclusive, o cartola já foi acusado de proferir frases preconceituosas contra comunidades chinesas (26% da população).

O mais contraditório é que ele sempre aparece com diretores de grandes clubes europeus que fazem pré-temporada no sudeste asiático. Quando se tem dinheiro na jogada, a postura xenófoba vai pro ralo não é mesmo ‘Sir Khairy’?
 

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Equipe Trivela

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