Ásia/Oceania

Para fazer jus ao slogan

O tema da A-League ‘90 minutos, 90 emoções’ nunca foi tão adequado quanto para a atual temporada. O slogan começou a fazer jus aos jogos da Liga até a penúltima rodada da temporada regular, quando os quatro clubes que se classificaram – Central Coast, Newcastle Jets, Sydney FC e Queensland Roar – empatavam em número de pontos e decidiram as posições apenas na última rodada.

As semifinais chegaram e a emoção aumentou. Na primeira partida da Major Semifinal, o artilheiro da competição Joel Griffiths fez o segundo gol do Newcastle sobre o mesmo finalista Central Coast aos 40 minutos do segundo tempo. Também aos 40 da segunda etapa, Sasa Ognenovski fez o segundo gol do Queensland Roar, que sacramentou a passagem do time para a Preliminary Final.

O ’90 minutos, 90 emoções’ continuou no jogo de volta da Major Semifinal. O Central Coast precisou da prorrogação para virar a série contra o Newcastle e garantir a vaga na final. Mas, tirando a Grand Final, o grande jogo do ano foi justamente o penúltimo, a Preliminary Final, também com tempo-extra, mas com mais gols. O Newcastle passou à final no sufoco, mesmo jogando em casa. Fez 3 a 2 nos 30 minutos adicionais sobre o Queensland Roar e promete vingar o rival Central Coast no domingo.

O capitão do Jets, Jade North, rebateu as declarações de Sasho Petrovski, um dos atacantes do Central Coast. Petrovski disse que se a defesa do Jets bobear como fez contra o Queensland, ele e seu parceiro de ataque John Aloisi não vão dar mole. North, claro, não aceitou. Um pouco de pimenta em qualquer final é comum. Ainda mais em se tratando de clássico.

Na A-League, o confronto entre Newcastle Jets e Central Coast Mariners é conhecido como “F3 Derby”, o que nós chamaríamos de “Clássico F3”. Os dois clubes são rivais mesmo. Gosford, casa do Central Coast, fica a apenas uma hora da cidade de Newcastle, ambas no estado de New South Wales (Nova Gales do Sul). Devido à proximidade, o clássico é o mais “verdadeiro”, já que os times encontram-se mais próximos um do outro do que quaisquer outras equipes.

Os descendentes podem decidir

Ante Covic, goleiro do Newcastle e da seleção australiana, e o atacante do Central Coast Sasho Petrovski têm duas coisas em comum: além de serem dois dos vários jogadores que podem decidir a final – explica-se logo abaixo –, ambos possuem origens leste-européias.

Covic é descendente de croatas e Petrovski tem ancestrais macedônios. Mas, além disso, ambos os jogadores podem decidir a Grand Final para seus times. O goleiro do Newcastle, que fez parte do elenco dos Socceroos que foi à Copa do Mundo 2006, é o segundo arqueiro com maior número de defesas difíceis na liga: 75 intervenções – só perde para Clint Bolton, do Sydney, que tem 80.

Do outro lado, Sasho Petrovski parece que decidiu acertar o pé nos jogos finais. Em 20 jogos da temporada regular, o atacante havia feito apenas seis gols. Mas quando o time precisou, ele apareceu. Foram de Petrovski os dois gols decisivos para a classificação do Central Coast na partida de volta da Major Semifinal, contra o mesmo Newcastle.

Além de Covic, outro jogador com origem croata é Tom Pondeljak, meio-campo do Central Coast. Junto com outros três jogadores, entre eles Juninho Paulista, Pondeljak lidera o ranking de assistências para gol, com cinco. Porém é o Newcastle que tem mais peças para decidir o jogo.

Uma delas é o sempre citado Joel Griffiths. E a Grand Final, além do título, vale muito para o atacante alcançar um marco na A-League. Caso marque um gol, ele chega a 15 e empata com Archie Thompson como o jogador com mais gols numa única temporada. O Jets também pode se vangloriar de ter em seu elenco um dos jogadores mais promissores da Austrália.
O nome dele é James Holland. Com apenas 18 anos, o jovem meio-campista teve sua melhor atuação no ano justamente contra o Central Coast. Foi no jogo de ida da semifinal, quando fez a assistência para o primeiro gol e sofreu o pênalti que originou o segundo.

Detalhes para a Grand Final

– O Central Coast já conquistou dois títulos até hoje, mas ambos não muito consideráveis: em 2005/06 venceu a Copa de pré-temporada e nessa temporada terminou a temporada regular na 1ª colocação e levou o chamado título Premier;

– O Central Coast foi o vice-campeão da temporada de estréia da A-League. Na Grand Final foi derrotado pelo Sydney, 1 a 0. A boa notícia é que para chegar lá, o time venceu o… Newcastle na Minor Semifinal e depois o Adelaide pela Preliminary Final;

– Até agora são 13 jogos entre as duas equipes: 3 vitórias do Central Coast, 5 vitórias do Newcastle e 5 empates. Cada time marcou 14 gols. Os artilheiros do clássico são John Hutchinson e Joel Griffiths, com três cada um;

– Última partida (10 de fevereiro): 3 x 0 Central Coast, pelo jogo de volta da Major Semifinal. Gols de Adam Kwasnik e Sasho Petrovski (2);

– Foram cinco jogos entre os dois times na temporada: 2 empates, 1 vitória do Central Coast e 2 vitórias do Newcastle. É hora de empatar?;

– Pelo Central Coast, Sasho Petrovski é o jogador com mais aparições na A-League (64 jogos). No Newcastle Jets, Matt Thompson tem mais partidas do que qualquer outro jogador da liga (70);

– A briga pela artilharia também dá um gostinho a mais para a decisão. Petrovski tem 22 gols na carreira – na A-League –, apenas um a mais que Joel Griffiths;

– Se vencer, o Newcastle será o primeiro time a alcançar a marca de 30 vitórias na história da A-League;

– Central Coast Mariners: 33 gols pró / 27 gols contra / 364 chutes / 4962 passes completos / 595 desarmes. Artilheiros: Sasho Petrovski (8), John Aloisi (7), Adam Kwasnik (6);

– Newcastle Jets: 30 gols pró / 26 gols contra / 305 chutes / 7132 passes completos / 546 desarmes. Artilheiros: Joel Griffiths (14), Mark Bridge (4).

* Números oficiais da SportData, a base de dados oficial da A-League.

Galaxy e Thunder vêm aí

A Football Federation Australia (FFA) confirmou nesta quinta-feira, a entrada de mais duas franquias na A-League. O North Queensland Thunder, da cidade de Townsville, e o Gold Coast Galaxy, de Gold Coast, no entanto, terão de cumprir com alguns critérios dentro de duas semanas caso queiram participar já da próxima temporada, a 2008/2009.

Os dois clubes precisam apresentar posições financeiras favoráveis à FFA, para provar que têm condições de ter um estádio, uma equipe competitiva e um técnico que tenha um bom histórico.

Se apenas uma das equipes cumprirem o acordo, a A-League em 2009 passará contar com nove times pela primeira vez na história recente. Caso Thunder e Galaxy satisfazerem a federação, os dois já estarão aptos para estrearem na temporada 2008/2009, ou se não apenas em 2009/2010.

O-League pega fogo com os Kiwis

O esperado confronto entre os dois últimos representantes da Oceania no Mundial de Clubes aconteceu na última quarta-feira, em Auckland. Mesmo jogando em casa, o Auckland City viu a chance de passar à final da Oceania Champions League ir por água abaixo com a derrota por 1 a 0 para o rival Waitakere United, em partida válida pelo Grupo A.

Mesmo com um jogo a mais, o Waitakere joga por um empate no jogo de volta, dessa vez em casa, no dia 2 de abril, para garantir uma das vagas na final. Antes dessa partida, o rival ainda enfrenta, fora de casa, o outro time do grupo, os taitianos do AS Manu-Ura, que já está fora, no dia 28 de março. Mesmo se golear, o Auckland precisará de outra vitória no dia 2 de abril para sonhar com o título da O-League.

No Grupo B, também nesta quarta-feira, o Tafea, de Vanuatu, venceu a primeira partida na competição. Os 2 a 1 em cima do atual vice-campeão Ba FC, de Fiji, colocou o time na primeira colocação com quatro pontos – em três jogos –, um a mais que o próprio Ba. Com apenas uma partida disputada, o outro time do Grupo B, o Kossa, das Ilhas Salomão, recebe o Ba na próxima rodada, no dia 25 deste mês.

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Equipe Trivela

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