Ásia/Oceania

Os quatro ases da A-League

As semifinais da A-League – Campeonato Australiano – terão os jogos de volta no próximo final de semana. Os favoritos Melbourne Victory e Queensland Roar bateram respectivamente Adelaide United e Central Coast Mariners pelo mesmo placar (2 a 0) na primeira mão e podem fazer uma decisão inédita.

São muitos os ingredientes que enchem os olhos nesta etapa da competição. Estádios abarrotados, torcidas extasiadas, campos que parecem mais panos de mesa de bilhar e um futebol rápido, direto e agressivo. Mais instintivo e sem nenhuma nuance tática apreciável. Ambientes impecáveis nesta reta final de uma das ligas esteticamente mais belas do lado oriental do globo.
Abaixo, uma análise dos confrontos.

Melbourne Victory x Adelaide United

Um Adelaide afoito e com uma linha defensiva lenta foram complacentes com o estilo veloz e de contra-ataques incisivos imprimido pelo “Victory”.

Visivelmente mais equilibrado nos setores e com mais peças de qualidade, o Melbourne soube fulminar a meta adversária na hora certa.

O inesgotável meio-campista costarriquenho Carlos Hernandéz e o oportunismo de Allsopp, um ‘9’ puro de muita qualidade e autor dos dois gols, foram destaques no jogo de ida. 1º colocado na fase de pontos corridos e dono do melhor ataque, vai ser difícil impedir a escalada do Melbourne de volta ao topo.
Cinco brasileiros defendem as duas equipes, mas nenhum esteve em campo.

Queensland Roar x Central Coast Mariners

Uma disputa desigual. Mesmo jogando fora de casa na primeira mão, o Queensland Roar se mostrou muito superior e dá mesmo pra dizer que só perderá pra si mesmo essa vaga na final.

 A mescla de figuras experientes que estiveram em gramados saxões com ótimas promessas da base ‘deu liga’. E não estamos falando do astro da tropa, o gigante atacante brasileiro Reinaldo da Costa, que não jogou.

Os ‘mariners’ tem um time inexperiente que depende dos lampejos do meia argentino Cáceres e dos chutes do winger Matthew Osman, que adora testar os goleiros adversários. Mas o conjunto é pra lá de limitado e ao contrário dos anos anteriores, é incapaz de ser competitivo contra as potencias da terra dos cangurus.

 

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Equipe Trivela

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