Ásia/Oceania

Os 10 mais das Eliminatórias!

Definidas as seleções classificadas para a próxima fase onde sairão os quatro países que representarão o continente na Copa do Mundo, em 2010 na África do Sul.

Não houve surpresas porque os ‘5 ases’ estão inseridos no bloco final das eliminatórias asiáticas: Japão, Coréia do Sul, Arábia Saudita, Irã (foto) e Austrália.

Surpresas ficam por conta de Coréia do Norte e Uzbequistão e a eliminação do Iraque, campeão asiático há 11 meses. Os componentes dos dois grupos serão conhecidos num sorteio realizado no próximo dia 27, em Kuala Lumpur, na Malásia. O campeão e vice de cada grupo carimbam vaga no Mundial.

Confira nossa análise dos classificados para a derradeira etapa.

Japão
Mesmo com alguns percalços o time nipônico não teve dificuldades para ficar a frente de Bahrein, Omã e Tailândia no Grupo 2. As grandes estrelas dos ‘samurais azuis’ brilharam nos momentos decisivos e o treinador Takeshi Okada (que substituiu Ivica Osim em janeiro) conseguiu rapidamente introduzir sua filosofia e reformular o desenho tático e modelo de jogo. Tem ferramentas para se classificar sem correr riscos.

Coréia do Sul
Com notável superioridade no seu grupo, os sul-coreanos impuseram seu ritmo frente o modesto Turcomenistão e mostraram superação ao bater a Jordânia fora depois de tropeçar em casa (2 a 2). A grande ‘pedra no sapato’ dos ‘guerreiros Taeguk’ foram os vizinhos Coréia do Norte, dois placares em branco, 0 a 0. Assim como o Japão, há ótimas opções no banco em quase todos os setores. Sempre favoritos.

Irã
Começaram com três empates e muita desconfiança, mas reverteram a situação no returno ganhando todos os jogos contra Emirados Árabes, Síria e Kuwait. O treinador Ali Daei é um dos maiores jogadores da história do país e a entrega dos futebolistas em campo também reflete o respeito que todos nutrem pelo comandante. Se exteriorizarem todo seu potencial, os iranianos são quase insuperáveis na Ásia.

Arábia Saudita
A derrota por 3 a 0 para o Uzbequistão foi a única mancha na campanha saudita num grupo que ainda contava com Líbano e Cingapura. A insatisfação com Hélio dos Anjos no comando chegou ao ápice e Nasser Al Johar, que foi técnico dos ‘filhos do deserto’ na Copa de 2002, assumiu as rédeas na etapa final. Instabilidade, desconfianças, mas sempre mais talentosa que os adversários no continente. Favorito absoluto a estar na África do Sul.
Austrália
Em sua estréia nas eliminatórias asiáticas mostrou ser capaz de superar dificuldades como aclimatação a ambientes hostis da Ásia e adversários perigosos como China e Iraque. Quando pôde contar com seus melhores atletas que atuam na Europa, exibiu um futebol rápido, eficaz e musculado. Será um dos oponentes a serem batidos na próxima fase.

Uzbequistão
Quase terminou com 100% de aproveitamento no Grupo 4 não fosse a chacoalhada que tomou da Arábia Saudita na última rodada, 4 a 0. Estão emergindo, tem potencia física, técnica suficiente para furar as defesas mais sólidas do continente e um goleador temível: Maksim Shatskikh. Vão brigar até não lhe restarem mais esperanças.

Emirados Árabes Unidos
Os campeões da Copa do Golfo são uma das equipes mais instáveis da região. Podem realizar uma grande apresentação e dias depois cometerem um vexame absurdo. Com um treinador carismático como o francês Bruno Metsu (ex-Senegal, 2002) e um meia-atacante diferenciado – Ismael Matar – pode atrapalhar a vida de muito favorito. Conseguir uma vaga na Copa já é algo mais…

Qatar
Não perder para a China e bater o Iraque duas vezes foi a grande proeza dos catarianos, comandados pelo uruguaio Jorge Fossati. As derrotas elásticas para a Austrália pincelam que ainda não é um grupo de jogadores capaz de encarar seleções mais musculadas e organizadas taticamente. A dependência do artilheiro ‘charrúa’ naturalizado Sebastián Soria é preocupante. Poucas chances.

Coréia do Norte
Uma das surpresas das eliminatórias, faz um belo trabalho na base e os resultados começam a aparecer na seleção sênior. Não sofreram nenhum gol (isso mesmo!) no Grupo 3 onde pararam Turcomenistão, Jordânia e a rival Coréia do Sul. Uma defesa intransponível e um time operário. Osso duro.

Bahrein
Contando com um treinador experiente em seleções do Oriente Médio como o tcheco Milan Macala, estraçalharam nas três primeiras rodadas e caíram no returno quando apenas somaram 2 pontos. Levando em conta a difícil chave com Japão, Omã e Tailândia, ‘os vermelhos’ cumpriram um bom papel ao se classificarem. É uma das seleções ascendentes do Golfo.
 

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Equipe Trivela

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