Ásia/Oceania

Organizada em uma bolha no Catar, a Champions Asiática definiu a final entre Persepolis e Ulsan Hyundai

A Liga dos Campeões da Ásia definiu seu segundo finalista neste domingo. O Vissel Kobe tinha mais badalação ao seu redor, mas foi o Ulsan Hyundai que avançou para disputar a taça. Com a vitória por 2 a 1 na prorrogação, os sul-coreanos vão encarar o Persepolis na final. A partida decisiva acontecerá no próximo domingo, no Estádio Al-Janoub, no Catar. Embora a Champions Asiática tradicionalmente possua finais em ida e volta, desta vez será apenas um jogo. Por conta da pandemia, a competição acabou se concentrando nos estádios catarianos durante sua reta final, em bolha de proteção parecida à realizada na NBA.

Para se adaptar à realidade, a Liga dos Campeões da Ásia dividiu a competição em dois períodos – algo possível diante da organização do campeonato já dividida entre duas regiões. De setembro a outubro, o Catar recebeu os times que compõem o lado oeste da competição – sobretudo os representantes do Oriente Médio. Com a temporada encerrada nas ligas nacionais, os clubes se reuniram para disputar as rodadas restantes da fase de grupos e também os mata-matas da Champions. As fases eliminatórias já foram realizadas em jogos únicos, com o Persepolis derrotando o Al Nassr para alcançar a decisão. Contudo, os iranianos precisaram esperar mais de dois meses para conhecer seus adversários.

Desde o fim de novembro, a Liga dos Campeões da Ásia realizou a outra metade da competição, reunindo os times do lado leste do continente – boa parte deles vindos de ligas nacionais com calendário anual. Novamente, aconteceram as últimas rodadas da fase de grupos e os mata-matas em jogos únicos. O Ulsan Hyundai eliminou Melbourne Victory e Beijing FC, para alcançar as semifinais. Do outro lado, o Vissel Kobe superou Shanghai SIPG e Suwon Samsung Bluewings. Porém, os japoneses não tiveram o mesmo sucesso diante do Ulsan. Hotaru Yamaguchi até abriu o placar ao Vissel, mas Björn Johnsen empatou aos 36 do segundo tempo. Já na prorrogação, Júnior Negrão fez de pênalti o gol da classificação, no último minuto do segundo tempo extra. Vale dizer ainda que Andrés Iniesta foi desfalque da equipe japonesa.

O Persepolis tentará seu segundo título da Champions, que não leva desde 1991. Os iranianos estiveram na final em 2018, mas foram derrotados pelo Kashima Antlers. Já o Ulsan Hyundai foi campeão asiático em sua única final, levantando o troféu em 2012. Estrelada pelo brasileiro Júnior Negrão, a equipe ainda está invicta na campanha atual. Além disso, os sul-coreanos têm a vantagem de emendar o embalo na Champions, enquanto o Persepolis voltará ao torneio depois de dois meses, sem atuar pelo Campeonato Iraniano desde o fim de novembro – para cumprir o protocolo sanitário antes de entrar na bolha do Catar. O vencedor, além da taça, garante presença no Mundial de Clubes marcado para o início de 2021.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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