Ásia/Oceania

Okada e o expresso nipônico

As duas partidas do Japão contra o Omã pelas eliminatórias asiáticas mostraram que o treinador Takeshi Okada (foto) está conseguindo implantar sua filosofia. Vitória em Yokohama por 3 a 0 e empate em Muscat, capital omani, em 1 a 1.

Os ‘samurais azuis’ com troca de passes bem executadas e agressividade pelos flancos são vice-líderes do Grupo 2, três pontos atrás do Bahrein, mas com saldo superior.

A revolução de Okada: Como converter o 3-5-2 ao 4-4-2

Em sua segunda passagem pela seleção do Japão, o técnico Takeshi Okada enfim colocou a equipe no caminho das vitórias. Inicialmente, deu seqüência ao 3-5-2 montado pelo ex-treinador, o sérvio Ivica Osim. Mas ao tombar contra o Bahrein por 1 a 0 na 2ª rodada do Grupo 2 das eliminatórias, reconfigurou todo o time.

Com as seguidas falhas de Kawaguchi, seu eterno reserva Narazaki assumiu a baliza. Desmanchou o trio defensivo Komano-Nakazawa-Yasuda e estendeu a defesa com quarteto em linha: Komano-Nakazawa-Marcos Túlio Tanaka-Nagatomo. Os laterais jovens e resistentes e a dupla de defesa experiente, alta e poderosa no choque.

Contrariando o rótulo de conservador que alguns veículos de imprensa o aplicam, Okada escolheu apenas Makoto Hasebe, do Wolfsburg, da Alemanha, para atuar como ‘trinco’ a frente da defesa. Dando segmento ao losango no meio, o ‘bad boy’ Daisuke Matsui, neo-reforço do Saint-Ettiene francês, voltou a seleção como médio pela esquerda, enquanto o ótimo Yasuhito Endo ocupa a faixa direita.

Esse trio Hasebe-Matsui-Endo, tem maior volume dinâmico-tático, principalmente nas transições defensivas, no sentido também de dar maior liberdade ao astro Shunsuke Nakamura, o poço de técnica do ‘onze’ japonês. O meia do Celtic Glasgow abastece a dupla de ataque formada pelo incansável Takeshi Okubo e o experiente Keiji Tamada, do Nagoya Grampus.

Relegados para o banco foram o goleiro Kawaguchi, o defensor Yasuda, e quase todo o meio-campo titular da ‘era Osim’: Yasuiuki Konno, Keita Suzuki, Kengo Nakamura e Abe. Além do decadente Takahara, que vive péssimo momento.
Sistema de jogo reformulado e muitas mudanças que surtiram efeito positivo, com futebolistas experientes e excelentes opções para todos os setores, os japoneses não precisam temer. Estarão na África do Sul, em 2010…

Um nome próprio: Endo

62,5% de participação ativa nos gols japoneses nas eliminatórias, marcando dois e dando três assistências nesses quatro jogos no Grupo 2 até aqui.

Incursões em velocidade pela faixa destra, triangulações rápidas e um pé direito com uma precisão acima da média: Yasuhito Endo, médio que ocupa o setor direito do meio-campo em losango desenhado por Okada. O ‘7’ tem ofuscado a magia do astro Shunsuke Nakamura…

Me lembro da conversa que tive com Bruno Quadros, o defensor brasileiro do FC Tokyo. Quando perguntei sobre quem tem lhe impressionado mais na J-League, o primeiro nome que saiu da boca dele foi “Endo, do Gamba Osaka”.

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Equipe Trivela

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