Ásia/Oceania

O massacre de Brisbane

Deu pena. Esse foi o sentimento ao ver o Catar ser encurralado pela Austrália na 3ª rodada do Grupo A das Eliminatórias Asiáticas para a Copa do Mundo de 2010. A estréia do técnico francês Bruno Metsu em Brisbane foi sofrível, 4 a 0. Claro que o campo molhado favoreceu a seleção da Oceania, mas o rendimento nulo da ‘Al-Ennabi’ foi injustificável.

Metsu, ex-técnico dos Emirados Árabes, campeão da Copa do Golfo, rasgou o sistema elaborado pelo seu predecessor, o uruguaio Jorge Fossati. Começando do zero e implantando sua filosofia, talvez não fosse o momento de mudar tão drasticamente.

 Foram cinco novos titulares e destruição absoluta do 3-5-2, adotado praticamente como um dogma desde que Fossati havia assumido há quase 500 dias.
Com a ruptura do desenho tático anterior, desfalcado e com pouco tempo para treinar a nova formação, os erros foram risíveis.  

No primeiro gol a Austrália aproveitou um descuido do oponente e atacou em quatro contra três. No terceiro, depois de uma cobrança de lateral, haviam cinco catarianos na esquerda do ataque dos ‘socceroos’ enquanto Emerton subia livre, recebia e finalizava na direita. O quarto foi uma saída de gol bizarra do goleiro Ali Abdullah num cruzamento de Emerton, que Josh Kennedy definiu. Definitivamente uma lástima para o time do Oriente Médio.

O labirinto de Metsu: 3-5-2 ao 4-4-2

A idéia do treinador de 54 anos foi construir duas linhas muito juntas de quatro homens na defesa e no meio para bloquear as ações do time australiano. A ordem era suportar a pressão de uma seleção mais evoluída em todos os aspectos e jogando em seus domínios.

Dois volantes de origem (Al-Bloushi-Majdi Siddiq) de perfil um para o outro e dois meias explosivos puxando o contra-ataque, Khalfan Ibrahim e o brasileiro naturalizado Fábio César. Para definir, o ex-técnico de Senegal na Copa de 2002 escolheu dois ‘postes’ oportunistas e de escassa técnica, Magid Mohamed e o uruguaio naturalizado Sebastián Soria.

Eles foram inoperantes e presas fáceis para a defesa adversária, principalmente porque o meio-campo de característica puramente instintiva, não conseguiu iluminar o setor ofensivo com criatividade.

A atualidade mostra que exigir do limitado Catar um bom resultado contra uma Austrália mais técnica, organizada e robusta ainda é pedir demais…

 

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Equipe Trivela

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