Ásia/Oceania

O curioso caso de Douglas

Douglas, meia de 27 anos, está no centro de uma polêmica envolvendo o Al-Wasl, dos Emirados Árabes, e diversos clubes brasileiros. O jogador, que se destacou na temporada de 2008 jogando pelo Corinthians, foi negociado em julho do ano passado por US$ 11 milhões, divididos entre o Corinthians e o São Caetano.

Pouco mais de seis meses depois, Douglas está no meio de um leilão para forçar o seu retorno. O jogador, que demorou a estrear no Al-Wasl, por conta da demora de liberação dos documentos por conta do Corinthians. No clube de Abu Dhabi, Douglas marcou apenas três gols (um na Liga, em dezembro, contra o Ajman; um na Copa dos Campeões do Golfo, contra o Riffa, do Bahrain; e um gol na Etisalat Cup, contra o Al-Nasr) e afirmou à imprensa que “não está adaptado” ao futebol local.

Não vamos entrar nessa antiga discussão do jogador que sai do país para os mercados emergentes (atualmente, Leste Europeu e Oriente Médio) e, poucos meses depois, alega “não estar adaptado” e quer retornar ao Brasil. Todos nós sabemos que estes jogadores, por padrão, são contratados por somas altas, recebem ótimos salários, comparados com os pagos no Brasil. Os salários não atrasam, em alguns clubes, paga-se prêmios por gols ou vitórias nos clássicos.

Porém, ainda mais em se tratando em ano de Copa do Mundo, a justificativa (às vezes declarada, mas quase sempre escamoteada) de retornar ao futebol brasileiro, mesmo ganhando menos, é o de ficar próximo do técnico Dunga e tentar uma vaga no grupo que vai à África do Sul. Porém, sabemos que as vagas disponíveis entre os 23 convocados para o Mundial são bem poucas e que, pela coerência que o treinador da seleção vem mantendo em suas convocações, dificilmente convocará um jogador que ainda não foi testado – como Douglas, por exemplo – faltando tão pouco tempo e com somente uma data FIFA à disposição antes da convocação final.

As informações sobre o retorno – ou não – de Douglas mudam a cada dia. Ele já esteve na mira de Palmeiras, Santos, Flamengo e Grêmio, que chegou a anunciar que, por ser o único a ter interesse em comprar parte dos direitos econômicos junto ao Al-Wasl, estaria mais próximo da contratação do jogador. No entanto, a negociação foi arrastada pelo menos até sexta-feira, nova data anunciada para a definição do caso pelo próprio Douglas, que mal chegou a Abu Dhabi, curiosamente está louco para sair.

Thiago Neves se destaca na Arábia Saudita

Ao contrário de Douglas nos Emirados Árabes, Thiago Neves se afirma, a cada rodada, como um dos destaques do Al Hilal, líder da liga saudita. Na sexta-feira, o ex-meia do Fluminense marcou dois gols na vitória sobre o Al Fateh. Nesta terça-feira, Thiago Neves não marcou, mas o Al Hilal voltou a vencer, 2 a 1 sobre o Al Raed.

O time comandado pelo belga Eric Gerets lidera com folgas a liga, com 47 pontos ganhos em 18 rodadas. O Al Shabab vem em segundo lugar, com 36 pontos. Com um jogo a menos, o Al-Ittihad – que na semana passada, demitiu o treinador argentino Gabriel Calderón – é o terceiro colocado, com 33 pontos.

Com os dois gols marcados na sexta-feira, Thiago Neves chegou a 11 gols na artilharia, um a menos que Mahmoud Al-Shalhoub, seu companheiro no Al Hilal.

Ídolos japoneses retornam para a J-League

Os meias Junichi Inamoto e Shinji Ono estão acertando seu retorno ao futebol japonês. Aos 30 anos, Ono está no Bochum, da Alemanha, mas está negociando com o Shimizu S-Pulse, depois de muitas lesões em dois anos no futebol alemão.

Ono se destacou no futebol holandês, defendendo o Feyenoord, onde conquistou a Copa da UEFA na temporada 2001/02. Em 2002, Ono foi escolhido o melhor jogador asiático.

Inamoto, também de 30 anos, assinou com o Kawasaki Frontale, depois de muitos anos atuando na Europa, onde jogou por Arsenal, Fulham, West Bromwich, Cardiff, Galatasaray, Eintracht Frankfurt e Rennes. Os dois buscam uma vaga na seleção comandada por Takeshi Okada, para a Copa do Mundo.

Por falar nisso, Okada convocou 25 jogadores – todos que atuam na J-League – para um amistoso contra a Venezuela dia 2 de janeiro, em Oita; e para a disputa da Copa do Extremo Oriente, que acontece no país entre 6 e 14 de fevereiro, contra China, Hong Kong e Coreia do Sul. A surpresa na convocação foi a de Mitsuo Ogasawara, capitão do Kashima Antlers, que ficou quatro anos afastado da seleção.

Al-Jazira continua na liderança nos Emirados Árabes

Com dois gols de Subaiter Khater, o Al-Jazira manteve, de virada, sua invencibilidade na liga dos Emirados Árabes, ao bater o Al-Wasl por 2 a 1. O time de Abel Braga agora tem 29 pontos, contra 27 do Al-Wahda, que venceu o Al-Nasr por 1 a 0, gol de Fernando Baiano.

O Al-Ain, com 23 pontos, está na terceira posição. O time bateu o Sharjah por 2 a 1, com gols de Emerson e José Sand, artilheiro do campeonato, com 11 gols.

A 11ª rodada do torneio teve como ponto alto o jogo entre Al-Dhafra e Al-Ahli. O jogo foi vencido pelo Al-Dhafra por 5 a 4, com Abas Lawal, do time vencedor; Ahmad Khalil e o brasileiro Baré marcando dois gols cada um. Foi o jogo de maior número de gols na atual temporada.

Nesta terça-feira, o Al-Ain voltou a campo, pela Copa dos Emirados, e venceu o Al-Shabab por 1 a 0, garantindo sua classificação na próxima fase da competição.

Al-Gharrafa atropela Al-Shamal: 8 a 1

Por falar em jogos com muitos gols, no Catar, o Al-Gharrafa, dirigido por Caio Júnior, também bateu um recorde na atual edição da liga local. Com três gols de Araújo, três do iraquiano Younis Khalaf, um de Juninho Pernambucano e um de Saad Al-Shammari, o Al-Gharrafa passou pelo Al-Shamal por 8 a 1.

Com o resultado, depois de 13 rodadas, o Al-Gharrafa está somente a um gol de saldo do líder Al-Sadd, que também goleou: 6 a 2 sobre o Al-Ahli, com dois gols do atacante Leandro, artilheiro da liga, com 13 gols; e uma partida excepcional do meia Felipe.

Al-Sadd e Al-Gharrafa têm 30 pontos cada um. O Al-Sadd está com 24 gols de saldo, contra 23 do Al-Gharrafa. O Al-Arabi é o terceiro colocado, com 24 pontos.

Contratações movimentam clubes asiáticos

Muitos brasileiros estão entre as contratações dos principais clubes asiáticos na abertura do mercado de inverno no continente. O Al-Ahli da Arábia Saudita anunciou, na semana passada, as chegadas do meia Marcinho, do Atlético Paranaense; e do atacante Victor Simões, ex-Botafogo. O clube contratou ainda o meia Yousef Al Moweni e o zagueiro Abdelrahim Al Jizawi, ambos sauditas.

O Pohang Steelers, campeão asiático, contratou o meia sul-coreano Ahn Tae-eun, e o atacante Mota, ex-Cruzeiro. Mota já atuava na Coreia do Sul, onde defendeu Chunnam Dragons e Seongnam Ilhwa. O clube perdeu o brasileiro Denilson, artilheiro do Mundial de Clubes da Fifa; e o macedônio Stevo Ristic para o Bunyodkor, do Uzbequistão, comandado por Luiz Felipe Scolari.

O Pohang repatriou, ainda, Seol Ki-hyun, que estava no Fulham. O jogador estava na Inglaterra desde 2004, quando foi para o Wolverhampton, passando para o Fulham em 2007.

O Al-Ain, dos Emirados Árabes, onde jogam o brasileiro Emerson, o chileno Jorge Valdívia e o argentino José Sand anunciou, nesta terça-feira a contratação do sul-coreano Lee Ho, que estava no Zenit, da Rússia.

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Equipe Trivela

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