O Auckland City recupera sua coroa e conquista a Champions da Oceania pela décima vez
O Auckland City venceu sem dificuldades o Vénus na decisão e recuperou a taça continental após cinco anos
O Auckland City renovou sua hegemonia continental e conquistou nesta quarta-feira seu décimo título na Liga dos Campeões da Oceania. A competição não foi realizada nos dois últimos anos, em decorrência da pandemia. Entretanto, os neozelandeses voltaram com mais força do hiato e recuperaram a taça que não ganhavam desde 2017. A decisão aconteceu contra o Vénus, de Taiti, em Auckland. Os Navy Blues conquistaram uma vitória tranquila por 3 a 0, encaminhada ainda no primeiro tempo. O City se torna o terceiro time, depois de Real Madrid e Al Ahly, a alcançar os dois dígitos de títulos nas principais copas continentais.
Apesar do peso histórico, que inclui um heptacampeonato de 2011 a 2017, o Auckland City vinha na seca dentro da Champions da Oceania. O Team Wellington rompeu a sequência em 2018, eliminando os compatriotas na semifinal. Já em 2019, o troféu ficou com o Hienghène Sport, em outra eliminação dos neozelandeses na semifinal. Depois que as edições de 2020 e 2021 foram canceladas por causa da pandemia, os Navy Blues finalmente deram sua volta por cima em 2022.
Para facilitar a organização e o controle sanitário, a Champions da Oceania foi organizada toda em Auckland nesta edição, após as preliminares nacionais. O Auckland City aproveitou o mando de campo e sobrou na fase de grupos, com direito a uma goleada por 5 a 0 sobre o Hienghène Sport. Depois, a equipe passou pelo Central Coast na semifinal. Isso até enfrentar o embalado Vénus na decisão, com os taitianos vindo de goleada na partida anterior.
A decisão da Champions, porém, serviu apenas para ratificar a força do Auckland City. O primeiro gol saiu aos 13 minutos, num pênalti convertido pelo capitão Cameron Howieson. A parada estava praticamente resolvida aos 29, quando Gerard Garriga ampliou. Durante o segundo tempo, o Vénus tentava pressionar, mas dependia das boas defesas do goleiro Teave Teamotuaitau para evitar uma diferença maior. O tento derradeiro saiu aos 44 minutos, graças ao argentino Emiliano Tade, aproveitando o cruzamento de Garriga. Resultado indiscutível da equipe mais forte do continente.
O técnico do Auckland City é uma velha lenda do clube: o espanhol Albert Riera, que tinha participado como jogador de três títulos anteriores na Champions da Oceania. A nova conquista mantém os 100% de aproveitamento dos Navy Blues em finais, com 10 taças em 10 decisões. Desta vez, porém, permanece a indecisão para saber quando ocorrerá a próxima edição do Mundial de Clubes. Vale lembrar que o City seria o representante do continente em 2020, mas desistiu da competição por conta da pandemia. Nas nove participações anteriores no Mundial, o melhor resultado veio com o bronze em 2014.



