Ásia/Oceania

Nasce uma nova era: o ‘3+1’

Foi uma grande sacada o plano ‘3+1’ elaborado ano passado pela Confederação Asiática de Futebol (AFC). O método pretende fazer com que as equipes do continente alinhem com até quatro estrangeiros, sendo que pelo menos um deles deve ser oriundo de qualquer nação da Ásia.

Essa padronização é positiva porque a presença dos estrangeiros é necessária, pois (na média) aumenta o nível das partidas e é de vital importância para o desenvolvimento da região. É organizado, ideal, e não aniquila o espaço e o progresso dos futebolistas nascidos no continente. Algo que poderia acontecer no futuro.

Limitar os ‘forasteiros’ a no máximo quatro por equipe faz com que os plantéis não se transformem em ‘torres de babéis’, completamente desfigurados e sem a mínima identificação com as nações que pertencem. A Europa está tomada por casos assim e isso é ruim sobretudo para as seleções.

Pelo menos desta vez a AFC – que está cheia de projetos paliativos e de pouca profundidade – acertou.

REFLEXO NO MERCADO

A novidade já será posta em prática na Liga dos Campeões da Ásia 2009 e alguns campeonatos nacionais de prestígio também irão aderir. São os casos da J-League (Japão), da K-League (Coréia do Sul) e a partir de 2009/10 a Q-League (Catar).

Neste mês os clubes já começaram a se adequar ao novo padrão e é interessante notar que veremos orientais atuando no Golfo (os países do Oriente Médio não irão se limitar a contratações regionais). O Al-Hilal, campeão saudita, trouxe o atacante sul-coreano Seol Ki-Hyeon, que estava encostado no Fulham, da Inglaterra.

 No time de Riad, o avançado da seleção da Coréia do Sul na Copa de 2002 reencontra o sueco trota-mundos Christian Wilhelmsson, seu ex-companheiro de Anderlecht, na Bélgica.

Os clubes do extremo-oriente também não querem ficar atrás e já começam a caça por talentos continentais. O Suwon Samsung Bluewings, campeão sul-coreano, fechou com o defensor chinês Li Weifeng, que será o primeiro futebolista da China a atuar na K-League.

O mercado asiático vai se intensificar internamente e as distâncias regionais irão se diluir ainda mais. Resta saber se os orientais contratarão jogadores árabes. Até agora os xeiques mostram mais apreço pela turma de olhos puxados do que o inverso…

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Equipe Trivela

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