Ásia/Oceania

Moda de gigantes (Parte I)

Ao contrário do que muitos pensam, não é uma novidade. Nas últimas décadas sempre foi comum as equipes terem centroavantes altos, possantes, muitas vezes de escassa técnica, mas predadores de área capazes de marcar gols usando sobretudo o poderio físico e um apurado aproveitamento no jogo aéreo. Mas na Ásia, onde na média os futebolistas são menos robustos, esse perfil conquista cada vez mais espaço no mercado.

Mapear e localizar onde estão esses monstros de área obcecados pelas redes adversárias já é tarefa simples no continente. Para começar, vamos conhecer os principais – seja por currículo e/ou margem de progressão – que circulam por Oriente Médio, Sudeste Asiático e também na Austrália, que se juntou a Confederação Asiática de Futebol recentemente. Boa viagem! 

Ndubuzi Eze (Al-Ahli, Arábia Saudita) – 1,90 m. O nigeriano de 24 anos é a grande aposta do clube de Jeddah. Antes de passar pelo Sudão, cresceu no Julius Berger, de onde surgiram West, Yakubu, Siasia, Oliseh, Yekini…

Prince Tagoe (Al-Ettifaq, Arábia Saudita) – 1,88 m. Carismático ganês proveniente do tradicional Hearts of Oak. Indomável e perspicaz nos últimos metros do campo, seu gol de bicicleta contra o Al-Ahli foi um hino ao futebol. Seu nome circula nos ouvidos de meia Europa.

André Senghor (Al-Ain, Emirados Árabes) – 1,88 m. É uma jóia oriunda de Senegal, foi emprestado ao futebol marroquino e sírio e retorna ao ’chefe’, como é chamado o Al-Ain. Aos 22 anos e tendo Jorge Valdivia para lhe servir, tem tudo para deslanchar. Seu pé esquerdo é uma dinamite.

Baré (Al-Ahli, Emirados Árabes) – 1,90 m. O clube do xeique Bin Al-Maktoum pagou 6 milhões pelos seus serviços. No Gamba Osaka, o brasileiro de 26 anos teve uma vigorosa média de 1,6 gols por jogo e foi eleito para seleção da J-League 2007.

Musawengosi Mguni (Al-Shabab, Emirados Árabes) – 1,96 m. Causou furor no futebol cipriota e aceitou a oferta de 1,5 milhões de euros do time treinado por Toninho Cerezo. Natural do Zimbabwe, este irreverente atacante adora romper defesas em lances de profundidade.

Fernandão (Al-Gharafa, Catar) – 1,90 m. Este goiano de 30 anos, ex-ídolo do Internacional, já tem média de 1 gol por jogo pelo clube de Doha. Muito inteligente taticamente, já se tornou imprescindível no campeão catariano.

Aloísio (Al-Rayyan, Catar) – 1,86 m. Com quase 34 anos, tem cinco gols na Q-League e forma um trio letal com o compatriota Ricardinho e o marfinense Amara Diane. Um ataque que é uma combinação de cérebro, músculo e velocidade.

Moumouni Dagano (Al-Khor, Catar) – 1,86 m. Figura carimbada na seleção do Burkina Faso, carrega consigo vasta experiência européia nos gramados belgas e franceses. Prático dentro da área, domina bem os fundamentos.

Ibrahima Touré (Persepolis, Irã) – 1,89 m. Produto das escolas do Metz, da França, de onde surgiram estrelas como Robert Pires e Emmanuel Adebayor. Foi destaque do Paykan e já é titular do atual campeão iraniano.

Faraz Fatemi (Mes Kerman, Irã) – 1,90 m. O experiente avançado iraniano foi o ‘talismã’ do Persepolis na campanha do título. Querendo ser titular, acertou com o time de Kerman.

Dimitar Makriev (Ashdod, Israel) – 1,91 m. Pintou como grande promessa búlgara assinando contrato com a Inter de Milão aos 18 anos. Rodou por seis países até chegar nesta temporada ao Ashdod e arrebentar.

Pablo Bastianini (Maccabi Petah Tikva, Israel) – 1,89 m. O argentino começa a ganhar protagonismo depois de alguns anos pífios de sua carreira no futebol inglês e grego. Ambidestro e poderoso no jogo aéreo.

Emmanuel Benahene (Hapoel Petah Tikva, Israel) – 1,88 m. Uma força da natureza proveniente de Gana. Canhoto, tem apenas 20 anos e deverá estar na Europa nos próximos anos, sem risco.

Yannick Kamanan (Maccabi Tel Aviv, Israel) – 1,87 m. Trabalha bem nas bolas em profundidade e é ambidestro. O afro-francês passou na base do Tottenham Hotspur e veio mesmo para fazer a diferença em Israel.

John Aloisi (Sydney, Austrália) – 1,90 m. ‘Velho de guerra’, aos 33 anos vive seus últimos anos de uma carreira que teve bons momentos no futebol inglês e espanhol. É o segundo maior artilheiro da seleção em todos os tempos.

Reinaldo da Costa (Queensland Roar, Austrália) – 1,94 m. Surgiu no futebol de Minas Gerais e foi cedo para Austrália ser ídolo do ‘The Roar’. Seu gol contra o Sydney pela A-League 2007/8 foi uma pintura.

Dylan Macallister (Central Coast Mariners, Austrália) – 1,93 m. Foi companheiro de Obi Mikel no Lyn, da Noruega. Aos 26 anos, ainda tem mercado para voltar a Europa.

Eugene Dadi (Perth Glory, Austrália) – 1,89 m. Irreverente e carismático, o marfinense de 35 anos chegou bem no time de Perth. Dono de impressionante impulsão e espírito de equipe.

Vaughan Coveny (Wellington Phoenix, Austrália) – 1,90 m. É um dos ‘dinossauros’ da A-League. O neo-zelandês de 37 anos construiu uma história de sucesso nos campos da Oceania com muitos cabeceios e gols de rebotes.

Aleksander Duric (Singapore Armed Forces, Cingapura) – 1,92 m. Artilheiro de tudo que disputa na moderna ilha. Este bósnio de 38 anos se naturalizou para defender a seleção cingapuriana recentemente.

Zé Emídio (Da Nang, Vietnã) – 1,90 m. ‘Almeida’, como preferem os vietnamitas, já foi artilheiro e eleito melhor estrangeiro. Um dos brasileiros mais bem sucedidos por lá.

Fala, Ásia
“O meu Esteghlal está muito bem na Liga. O meio-campo brasileiro Fábio Januário foi eleito o melhor estrangeiro no 1º turno e está se destacando no time”
Amir Hossein, Engenheiro de Computação iraniano e torcedor do Esteghlal de Teerã.

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