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Marcello Lippi assume a China pensando em 2018, mas com a missão de reestruturar futebol do país

Marcelo Lippi foi anunciado neste sábado como novo técnico da seleção da China. Ele terá uma missão difícil: classificar o time para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Mas ele terá um papel maior do que o de técnico. Lippi deve ter um papel importante na reformulação de toda a estrutura do futebol chinês.

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O italiano, campeão do mundo pela Azzurra em 2006, substitui Gao Hongbo, que se demitiu depois de maus resultados na terceira fase das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. Os chineses estão em último lugar no Grupo A, com apenas um ponto em quatro jogos.

Restam seis jogos para os chineses, que precisam terminar ao menos em terceiro lugar para conseguir uma vaga na repescagem. O atual líder do Grupo A é o Irã, com 10 pontos, seguido pelo Uzbequistão, com nove, e Coreia do Sul, com sete. A Síria tem quatro pontos e o Catar tem três. Na próxima rodada, no dia 15 de novembro, a China recebe o Catar.

Lippi tinha um acordo para substituir o técnico Luiz Felipe Scolari no Guangzhou Evergrande, clube que já dirigiu entre 2012 e 2014. O brasileiro tem contrato até o final do ano e faz ótima campanha, liderando a liga chinesa e com boas chances de terminar com o título. Mais cedo neste sábado, o clube anunciou que tinha cancelado o acordo com o técnico italiano.

Aos 68 anos, Lippi traz um currículo farto para trabalhar em um país ambicioso e com muito dinheiro, como vimos nas contratações de diversas estrelas do futebol – incluindo brasileiros, como Hulk e Ramires, que estavam no elenco brasileiro da Copa do Mundo de 2014.

Resta saber como será a reformulação pensada pelos chineses e como Lippi pode ajudar. Afinal, 2006 é um grande sucesso na história do técnico, mas 2010, ao contrário, foi um retumbante fracasso.

A imagem que os chineses ficam é do sucesso que o treinador teve pelo Guangzhou Evergrande, conquistando o tricampeonato chinês (2012, 2013, 2014), a Copa da China (2012) e a Liga dos Campeões da Ásia (2013), levando o time ao Mundial de Clubes, quando acabou derrotado pelo Bayern de Munique de Pep Guardiola.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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