LC da Ásia 2014 está cheia de brasileiros. Alguns conhecidos, outros nem tanto
No próximo dia 25 de fevereiro, vai começar a fase principal da maior competição do continente asiático. São 32 times de dez países brigando pelo título da Liga dos Campeões da Ásia e vaga no Mundial de Clubes da FIFA 2014. Quase todos os times dos oito grupos contam com pelo menos um brasileiro em seus quadros. Vamos conhecê-los?
A fase de grupos começa em 25 de fevereiro, mas bola já rolou, na etapa preliminar da LC da Ásia. A Confederação Asiática decidiu permitir que times de países médios da Ásia pudessem participar do torneio, começando na fase classificatória, em mata-mata e com jogo único, com o time melhor ranqueado atuando em casa. Assim, mesmo sem cumprir todos os , equipes de Índia, Jordânia, Omã, Bahrein, Iraque, Kuwait, Cingapura, Hong Kong e Vietnã tiveram a honra de brigar por uma vaga na fase de grupos.
Como era de se esperar, nenhum deles conseguiu o objetivo, nem mesmo o campeão (Al Kuwait) e vice (Al Qadsia) da AFC Cup 2013, espécie de segunda divisão asiática. Ambos chegaram à última fase dos playoffs do Oeste, mas perderam de goleada para Lekhwiya (4 a 1) e El Jaish (3 a 0), respectivamente – os vencedores são do Catar.
No Leste, os tailandeses Chonburi e Muangthong United alcançaram a fase final da etapa eliminatória, mas o primeiro levou de 4 a 0 do Beijing Guoan (China), enquanto o segundo vendeu caro a derrota para o Melbourne Victory (Austrália), que precisou virar o placar (2 a 1) para se estabelecer na fase de grupos. Conheça os brasileiros que vão jogar a edição 2014.
Grupo A
Jucilei, do Al Jazira (Emirados Árabes): o volante finalmente abandonou o Anzhi Makhachkala rumo aos Emirados Árabes, pelos valores da transferência. É bom lembrar que Corinthians e São Paulo tentaram repatriar o atleta de 25 anos, assim como Napoli, Schalke 04 e Fulham.
Destaques: o comandante é o italiano Walter Zenga, ex-goleiro da seleção entre 1987/92. Ele é treinador desde 1998 e tem um título romeno (Steaua Bucharesti) e um sérvio (Estrela Vermelha). O time também conta com o atacante equatoriano Felipe Caicedo, titular de seu país e provavelmente integrante do elenco no Mundial 2014.
Rafinha, do Al Shabab (Arábia Saudita): o habilidoso meia encontrou seu futebol no Coritiba, que defendeu por cerca de quatro temporadas. Aos 30 anos, o atleta não poderia perder a chance de fazer o pé de meia e rumou para a Ásia ainda em julho de 2013.
Compatriota: Fernando Menegazzo, revelado no Juventude e com passagem pelo Bordeaux.
Destaque: o meia-atacante colombiano Macnelly Torres, 29 anos, se destacou no Atlético Nacional, que dominou a liga 2013, com os títulos do Apertura e do Finalización. Acabou se transferindo para o Al Shabab.
Tony, do Esteghlal (Irã): o bom meia ofensivo tem 27 anos e já passou por vários clubes, mas se deu bem mesmo com a camisa do Boavista, do Rio. Habilidoso e com boa finalização, o atleta foi emprestado ao ABC em 2013. Tony está no Irã desde 6 de janeiro deste ano.
Nathan, do Al Rayyan (Catar): com as saídas de Rodrigo Tabata e Nilmar, apenas o jovem zagueiro, de 23 anos, permaneceu no time. O atleta não jogou profissionalmente no Brasil e está desde 2010 no Catar, tendo jogado duas vezes a LC da Ásia.
Destaque: o veterano meia argentino Lucho González, 33, ex-Porto e Marseille, e o atacante nigeriano Kalu Uche, 31, que jogou por Espanyol e Kasimpasa, da Turquia.
Grupo B
Bunyodkor (Uzbequistão): o ex-clube de Rivaldo não tem brasileiros, mas tem o meia sérvio Marko Blazic, vice-campeão da Sérvia com o Estrela Vermelha, em 2009/10
Nilmar, do El Jaish (Catar): o atacante, que ainda tem apenas 29 anos, deixou o Al Rayyan após duas temporadas, mas continuou na liga catariana. Na fase eliminatória, o brasileiro marcou duas vezes.
Compatriotas: Ivanildo dos Santos, Anderson Martins (ex-Vitória e Vasco) e Wagner Ribeiro (ex-Ituano, há cinco anos no Catar e naturalizado).
Chimba, do Foolad (Irã): o desconhecido atacante começou no Dom Pedro II, do DF, mas se destacou no Linense. No Foolad há dois anos, Chimba atualmente disputa a artilharia da liga iraniana e vive ótimo momento na carreira, aos 30 anos.
Compatriotas: Padovani (ex-Brasiliense), Serjão (ex-Pelotas) e Leandro Chaves (ex-Duque de Caxias, Boavista RJ e Ceará).
Élton, do Al Fateh (Arábia Saudita): revelado no Corinthians, o meia de 27 anos não se firmou no Brasil, mas encontrou seu lugar no exterior, principalmente na Ásia. Está no Al Fateh há quatro anos.
Grupo C
Jóbson, do Al Ittihad: o polêmico jogador de 26 anos vem se dando na Arábia Saudita. São cinco gols em 13 partidas, oito como titular. Só que o time não está bem na liga nacional, o que em tese o fará apostar na Liga dos Campeões.
Compatriota: Leandro Bonfim, que passou por Cruzeiro, São Paulo, Vasco, entre outros. Estava no Audax Rio e tem a chance de ganhar uns trocados no fim de carreira, aos 30 anos.
Luiz Júnior, do Lekhwiya (Catar): totalmente desconhecido no Brasil, o cearense de Jaguaruana tem 25 anos e só atuou por aqui no Uniclinic, do Ceará. Está desde 2010 no Catar e é naturalizado, tendo jogado uma partida pela seleção B do país asiático.
Destaque: o zagueiro argelino Madjid Bougherra, 31 anos, está na terceira temporada pelo time. Ele participou da Copa do Mundo 2010, embora tenha nascido na França.
Al Ain (Emirados Árabes): não há brasileiros depois da saída de para a Roma.
Destaques: ainda assim, o Al Ain vem forte, pois conta com o ganês Asamoah Gyan e o australiano Alex Brosque, que devem estar na Copa do Mundo 2014.
Rodrigo Pimpão, do Tractor Sazi (Irã): quem não se recorda do velocista e atrapalhado atacante, que teve algum destaque no Vasco. Sem se firmar, rodou por Ponte Preta, América Mineiro e era do América de Natal, até que o time iraniano teve a insanidade de contratá-lo.
Destaque: coisas do futebol, mas Rodrigo Pimpão é companheiro do mito iraniano Ali Karimi. Mais respeitado atleta do país na atualidade, o meia já jogou no Bayern Munique e tinha se aposentado no Persepolis, em 2013. Voltou à ativa com 35 anos nas costas.
Grupo D
Rodrigo Tabata, do Al Sadd (Catar): fora do Brasil desde 2008, o meia já tem 33 anos, mas resolveu sair do Al Rayyan após quatro temporadas e terá função importante no meio-campo.
Destaques: Tabata terá que municiar simplesmente o espanhol Raúl González, que dispensa comentários, e o senegalês Mamadou Niang, ex-Marseille. O argelino Nadir Belhadj, da Copa do Mundo 2010, completa o trio de destaques estrangeiros.
Grafite, do Al Ahli (Emirados Árabes): o atacante já tem 34 anos e não joga no Brasil desde que deixou o São Paulo, em 2006. Há três anos no Al Ahli, Grafite não tem a mesma resistência do passado, mas é importante para o time. Ele usa a braçadeira de capitão.
Compatriota: o atacante Ciel, 31, começou no Santa Cruz, mas jogou melhor por Ceará e ASA de Arapiraca, quando foi para o exterior. Há quatro temporadas nos Emirados Árabes, este será o primeiro ano do atleta no Al Ahli, que ganha experiência na LC da Ásia.
Destaques: além de Grafite, as outras estrelas do Al Ahli são o meia português Hugo Viana (ex-Valencia e Braga) e o meia chileno Luis Jímenez, ex-Lazio e Internazionale de Milão.
Thiago Neves, do Al Hilal (Arábia Saudita): o habilidoso meia e exímio cobrador de faltas só tem 28 anos e ainda pode contribuir com o Al Hilal. Sem maiores aspirações na carreira, melhor ganhar um dinheiro a mais na Ásia do que receber pressão no Fluminense, não é?
Compatriota: em sua primeira temporada no exterior, o zagueiro Digão, ex-Fluminense, terá a chance de jogar a Liga dos Campeões da Ásia. Aos 25 anos, não se pode esperar algo além para o atleta, que vai flutuar entre o futebol asiático e o brasileiro.
Destaque: mesmo aos 31 anos, o atacante equatoriano Segundo Castillo ainda pode contribuir com a seleção no Mundial 2014. Ele participou de 11 dos 18 jogos nas eliminatórias, tem a experiência de 78 partidas internacionais e deve receber os lançamentos de Thiago Neves.
Sepahan (Irã): o time não tem brasileiros e nenhum destaque internacional, embora tenha dois jovens atuantes na seleção principal e o experiente goleiro Rahman Ahmadi, 33 anos, que estará na Copa do Mundo do Brasil.
Grupo E
Pohang Steelers (Coreia do Sul): O meia Jae-Sung Kim atuou 16 vezes pela seleção sul-coreana
Buriram United (Tailândia): o atacante inglês Jay Simpson, reserva do Arsenal e ex-Hull City, não chega a ser um destaque
Vágner Love, do Shandong Luneng (China): com 29 anos, ainda não é momento de Love retornar ao Brasil, ainda mais se tem time chinês querendo colocar um bom dinheiro nos bolsos dele. O Shandong começa a temporada como um dos postulantes ao título continental.
Compatriotas: Aloísio, o Boi Bandido (ex-São Paulo), e o volante Júnior Urso, ex-Coritiba.
Outros destaques: não é qualquer um que pode tirar Wálter Montillo, que não estava muito bem no Santos, mas pode melhorar jogando no futebol asiático.
Cerezo Osaka (Japão): o time não tem brasileiros, mas conta com um atacante que recentemente jogou no Brasil. Trata-se do melhor atleta do Mundial 2010, o uruguaio Diego Forlán. Não com a mesma força física de três anos e meio atrás, é verdade.
Grupo F
Rafael Costa, FC Seoul (Coreia do Sul): os 14 gols em 30 jogos no Brasileirão Série B pelo Figueirense, que acabou subindo, foram suficientes para Rafael Costa ter sua primeira chance no exterior, aos 26 anos. E ele começou bem, com gols nos amistosos de pré-temporada.
Destaques: o colombiano Mauricio Molina, ex-Santos, continua comandando o meio-campo do Seoul. O atacante argentino/japonês Sergio Escudero também se destaca, ao lado do lateral sul-coreano Cha Du-ri, que já atuou no futebol alemão e na seleção local.
Beijing Guoan (China): os chineses não têm brasileiros, mas bem que o atacante equatoriano Joffre Guerrón conhece bem o futebol de nosso país. O atleta já jogou por Atlético Paranaense e Cruzeiro e está em seu terceiro ano no clube.
Sanfreece Hiroshima (Japão): o estrangeiro do time é o croata Mihael Mikic, de 34 anos, desde 2009 no Japão
Central Coast Mariners (Austrália): sem brasileiros e destaques internacionais.
Grupo G
Dutra, Yokohama F. Marinos (Japão): o lateral esquerdo iniciou a carreira no Paysandu, no ano do tetracampeonato. Com 40, Dutra ainda está ativo e é importante no Yokohama, na terceira temporada desde seu retorno ao clube, e 2012 – atuou lá entre 2001/06.
Compatriota: o desconhecido Fábio Aguiar, 24, começou a carreira no Tigres do Brasil e passou pelo Duque de Caxias, antes de ir jogar no Japão. Está no Yokohama desde 2013.
Guilherme Finkler, Melbourne Victory (Austrália): com dupla cidadania alemã, o meia de Caxias do Sul começou no Juventude, foi à Europa e voltou ao Brasil. Estava no ABC, quando teve a chance de jogar na Austrália, aos 28 anos.
Destaques: o lateral direito chileno Pablo Contreras é veterano, com 35 anos, tendo jogado o Mundial 2010. Aposentado da seleção desde 2012, o atleta aproveita o fim da carreira e curte Melbourne. Outro veterano, o atacante Archie Thompson nunca foi famoso na Europa (já jogou por PSV e Lierse), mas detém o recorde de mais gols numa única partida oficial envolvendo seleções: 13 dos 31 da Austrália sobre Samoa Americana, em 2001.
Muriqui, Guangzhou Evergrande (China): ele não é conhecido pela qualidade técnica, mas está desde 2010 no time e tem carreira consolidada na Ásia. Vai fazer seus golzinhos durante a LC da Ásia.
Compatriotas: Elkeson (Botafogo), Cléo (Atlético Paranaense e Partizan Belgrado, naturalizado sérvio) e Renê Júnior (Santos).
Destaques: se não tem Darío Conca, o Guangzhou contratou Alessandro Diamanti, ex-Bolgona, para não perder espaço em China e Ásia. Não é a mesma coisa, mas o italiano é reforço.
Marcos Aurélio, Jeonbuk (Coreia do Sul): a bela temporada com a camisa do Sport, pelo qual fez 30 gols em 53 jogos oficiais, deu a chance ao atleta de 30 anos terminar de alcançar a independência financeira. E o Jeonbuk ainda tem um ótimo reforço.
Compatriotas: desconhecidos, o meia Leonardo só jogou na Desportiva Capixaba profissionalmente no Brasil, enquanto o atacante Kaio vestiu a camisa do Atlético Paranaense, mas tem experiência no futebol japonês.
Grupo H
Caíque, Ulsan Hyundai (Coreia do Sul): o meia defendeu Avaí, Vasco e Atlético Paranaense, sem se destacar. Saiu do Avaí em 2011 e está na Coreia do Sul desde então, com 27 anos.
Compatriotas: Almir Neto (Campinense, Icasa e América TO/MG) e Rafinha (emprestado pelo Nacional de São Paulo).
Hyuri, Guizhou Renhe (China): a carreira do jovem atacante de 22 anos começou bem no Audax Rio e o Botafogo deu-lhe chance. O início avassalador no Campeonato Brasileiro 2013 chamou a atenção dos chineses.
Destaques: um dos craques da Bósnia Herzegovina, o meia Zvjezdan Misimović, 31, nunca deu certo no Bayern Munique, mas se encontrou no Wolfsburg. Deve jogar o Mundial 2014. Outra peça curiosa é o belga naturalizado taiwanês Xavier Chen, que só está aqui por ter história singular: foi convocado para a seleção de Taiwan após ser descoberto num jogo de videogame!
Jeci, Kawasaki Frontale (Japão): o zagueiro de 33 anos tem passagens por Palmeiras e Coritiba, clube que defendia antes de ir para o Japão, em 2012. São três temporadas na Ásia.
Compatriotas: Renatinho, ex-atacante do Coritiba, e Paulinho, ex-Metropolitano e Vasco.
Western Sydney (Austrália): brasileiro não tem, mas o meia japonês Shinji Ono, de 34 anos, é o grande destaque. Ele defendeu Feyenoord e Bochum e jogou as Copas de 1998, 2002 e 2006.



































