Ásia/Oceania

Jogadores iranianos estão proibidos de tirarem selfies com mulheres na Copa da Ásia

Entre as leis do Irã para as mulheres, há um código de vestimenta muito restrito e a proibição de frequentarem eventos esportivos. Para o azar do regime, essas normas não se aplicam à colônia de quase 70 mil iranianos que vivem na Austrália, palco da Copa da Ásia. Elas podem usar a roupa que quiserem e comprar ingressos para todas as partidas, e essa liberdade já começa a incomodar a delegação do país persa.

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É que essas mulheres estão tietando os jogadores da seleção iraniana, tirando selfies e as postando nas redes sociais. Uma torcedora em particular usou a faixa branca da bandeira do Irã para pedir o goleiro Alireza Haghigi em casamento. Essas imagens estão sendo censuradas pela cobertura da imprensa esportiva iraniana, segundo o Telegraph, assim como faixas criticando o regime ou exigindo mais direitos humanos no país. Enfim, qualquer manifestação política indesejável.

Mas é impossível controlar toda a internet. A solução? Cortar o mal pela raiz. “Os jogadores estão proibidos de posar para selfies com torcedoras”, disse o chefe do comitê disciplinar da Federação Iraniana, Ali Akbar Mohamedzade. “Elas podem posteriormente usar essas fotos para chantagens políticas contra nosso país ou para processarem os jogadores por assédio. Se os jogadores se recusarem a seguir essas instruções claras, ficaremos sem opção a não ser lidar com eles. Em algumas das selfies que nosso jogadores tiraram com as fãs, podemos ver que eles aparecem próximos de pessoas cujas aparências vão contra nossos princípios morais”.

Agora, os jogadores de um país ainda muito fechado em si mesmo vão ter que começar a driblar também as torcedoras na saída dos jogos e durante os treinamentos, mas esses choques culturais que às vezes apenas o futebol proporciona são muito interessantes.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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