Ásia/Oceania

Japão perde, mas mostra evolução

A seleção do Japão não resistiu à força da Holanda, mas deu mostras de que pode chegar às oitavas de final na Copa do Mundo. O resultado de 1 a 0 a favor da ‘Oranje’ surpreendeu quem esperava uma goleada do time de Sneijder, Van Persie e companhia. Porém, os holandeses, que mais uma vez apostaram em sua estratégia de posse de bola, com muitas trocas de passe até a tentativa de conclusão, esbarraram em uma defesa bem postada e na dificuldade de ajuste entre Van der Vaart e Sneijder no meio-campo.

Obviamente que a intenção de Takeshi Okada era de conseguir um ponto no confronto contra os holandeses. O time repetiu a formação do jogo contra Camarões, com apenas Keisuke Honda à frente, um meio-campo congestionado e mantendo pelo menos nove jogadores atrás da linha da bola.

A dupla de zaga japonesa, formada por Túlio Tanaka e Yuji Nakazawa teve, mais uma vez, excelente atuação, neutralizando as ações do centroavante adversário, Van Persie. E, depois de um primeiro tempo sem gols – e sem grandes emoções – coube a Sneijder fazer o gol único do jogo, aos sete minutos do segundo tempo, em um chute que contou com a colaboração do goleiro Kawashima, que – possivelmente enganado pelas curvas que a trajetória da Jabulani fez – passou da linha da bola e, ao invés de defender o chute do meia da Internazionale, acabou desviando a bola para dentro do gol.

O Japão acusou o golpe, mas mostrou, nos 20 minutos finais, uma evolução tática. Mesmo sem ter um atacante de área de nível internacional – Honda rende mais jogando na armação de jogadas – o time adiantou sua marcação, passou a pressionar a saída da bola holandesa e tentou, dentro de suas limitações, fazer o gol de empate. Shinji Okazaki teve a melhor chance, no fim do jogo, mas jogou a bola sobre o ainda invicto gol de Stekelenburg.

Com a vitória da Dinamarca sobre Camarões por 2 a 1, o Japão ficou com a vantagem do empate contra os escandinavos, no jogo da próxima quinta-feira. O técnico Takeshi Okada disse depois do jogo que não há tempo para lamentações.

“Jogamos contra uma equipe muito forte. Queríamos um ponto, mas não conseguimos. Nosso próximo jogo é contra a Dinamarca, e temos que pensar neste jogo, não podemos ficar nos lamentando. Temos que descansar e preparar o time para esta partida”.

Okada lamentou não ter um atacante com mais presença de área, mas ressaltou a coragem de sua equipe nos últimos minutos. “Não temos um centroavante muito forte. Nosso time se movimenta bem e tem uma boa defesa. Mas só se defendendo fica impossível vencer. Falei para meus jogadores terem coragem e atacarem. Foi o que fizemos”.

Já o zagueiro Túlio – um dos destaques da equipe – ressaltou a força ofensiva do adversário. “Eles tiveram uma chance de fazer o gol e fizeram. Não conseguimos fazer o mesmo, e isto fez a diferença”, resumiu.

Para quinta-feira, Takeshi Okada não deve fazer modificações na equipe, apesar de Shunsuke Nakamura ter tido boa participação no jogo – o meia do Yokohama Marinos entrou no segundo tempo. O fundamental para o Japão, se quiser ficar com a vaga, é neutralizar o jogo pelos lados da Dinamarca, principalmente com Rommedahl, destaque na vitória contra Camarões.

Austrália ainda acredita

Dois jogos, dois jogadores expulsos, nenhuma vitória e uma necessidade de bater a Sérvia por três gols de diferença, pelo menos. A situação da Austrália na Copa do Mundo parece desesperadora. Parece? Pelo menos uma pessoa não acha isso: Pim Verbeek, técnico dos Socceroos.

Mesmo com remotas possibilidades de classificação, o holandês que comanda o time australiano ainda acredita na classificação, que se manteve matematicamente viável depois do empate em 1 a 1 contra Gana. O time saiu na frente com um gol de Brett Holman aos 11 minutos, depois de falha do goleiro Kingson, que bateu roupa depois de cobrança de falta de Harry Kewell. Aos 24, Kewell foi expulso por impedir com a mão o gol de empate ganês, dentro da área. Na cobrança do pênalti, Asamoah Gyan empatou a partida.

Mesmo jogando 70 minutos com um jogador a menos, os australianos lutaram bravamente para, ao menos, manter o resultado. O goleiro Mark Schwarzer fez boas defesas e, no fim do jogo, a Austrália ainda teve duas boas chances de fazer o gol da vitória.

Para a “missão impossível” de quarta-feira, a Austrália terá de volta Tim Cahill, que foi expulso contra a Alemanha, mas só pegou um jogo de suspensão. Mesmo sem Kewell, Verbeek acredita que o time ainda tem chances de chegar à segunda fase.

“Temos que vencer a Sérvia por três gols de diferença se quisermos classificar. É difícil, mas ainda estamos no páreo. Mesmo com 10 homens, lutamos o jogo inteiro. E quanto ao pênalti, a regra fala em colocar a mão de maneira deliberada na bola. Não vi isso acontecer, mas não posso mudar a decisão do árbitro. Agora temos que ir lá e jogar”, analisou.

A maior dificuldade da Austrália neste Mundial, aliás, foi fazer o seu 4-5-1 funcionar. Primeiro, porque o time jogou apenas 80 dos 188 minutos disputados com 11 jogadores (Cahill foi expulso aos 11 minutos do segundo tempo contra a Alemanha, e Kewell, aos 24 contra Gana). Depois, porque, sobrecarregado, o meio-campo teve dificuldades para marcar contra a Alemanha. Contra Gana, para não repetir o mesmo erro, o time se fechou na intermediária e contou com os erros de finalização dos africanos para manter o empate.

O grande problema para superar a Sérvia é que Verbeek vai ter que soltar o time. O treinador só levou três atacantes de origem para o Mundial: Kewell, que está suspenso; Nikita Rukavytsya e Josh Kennedy, que jogou apenas 22 minutos. Se quiser ousar, o treinador terá que um meio-campo com Mark Bresciano e Tim Cahill apoiando Rukavytsya e Kennedy – o que parece pouco provável que aconteça.

Coreia do Sul ainda é o melhor entre os asiáticos

Se preparando para o jogo contra a Nigéria, na terça-feira, o técnico sul-coreano, Huh Jung-moo, disse que tirou lições importantes da derrota por 4 a 1 diante da Argentina para levar a equipe à segunda fase da Copa.

Apesar de ser o melhor asiático no torneio até o momento em termos de classificação, o time só garante sua classificação sem precisar de resultados se vencer os ‘Super Águias’. Em caso de empate, a Coreia do Sul tem que torcer por uma vitória da Argentina sobre a Grécia.

Huh Jung-moo disse que os erros de posicionamento da defesa, principalmente nas bolas paradas, estão sendo corrigidos. O treinador ainda não adiantou se fará modificações na equipe, mas Cha Du-Ri, que foi bem pelo lado direito da defesa contra a Grécia e não atuou contra a Argentina, deve retornar para a decisão contra os nigerianos.

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Equipe Trivela

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