Ásia/Oceania

Guia Liga dos Campeões da Ásia 2013

Em 9 de fevereiro, o principal torneio de clubes da Ásia dará o pontapé inicial, na fase preliminar. A disputa pelo título será acirrada e os quatro clubes da Coreia do Sul aparecem na frente, levando-se em conta o retrospecto de dez conquistas na história, três delas nos últimos quatro anos, além de um vice-campeonato (2011), no qual o Al Sadd (Catar) ficou com o troféu, vencendo o Jeonbuk Motors – japoneses e sauditas estão entre os favoritos.

O fato negativo na edição 2013 é a exclusão de quatro países da Liga dos Campeões da Ásia. Índia, Jordânia, Cingapura e Vietnã não cumpriram os requisitos necessários para terem direito a enviar equipes e só poderão jogar a AFC Cup, espécie de segunda divisão das competições do continente. Austrália e Tailândia ficaram acima da linha de corte, mas com ressalvas, ganhando menos vagas – o Japão alcançou a maior valoração: 946,8 pontos em 1.000 possíveis.

Playoffs (jogo único)

Confronto 1: Saba Qom (Irã) x Al Shabab Al Arabi (Emirados Árabes)

Em posições intermediárias nas respectivas ligas nacionais, os iranianos são favoritos, pois jogam em casa e têm melhor técnica. A única esperança dos emirianos é um bom esquema armado pelo técnico brasileiro Marcos Paquetá, que tem três compatriotas no time, com destaque para o atacante Luiz Henrique, titular em 15 dos 23 jogos que disputou pelo Palmeiras de 2007, treinado por Wanderley Luxemburgo. O vencedor entra no Grupo B.

Confronto 2: Al Nasr (Emirados Árabes) x Lokomotiv Tashkent (Uzbequistão)

Os emirianos vão atuar diante da torcida, mas não é só por isso que são favoritos. A equipe tem vários atletas experientes, como o meia da seleção iraquiana Nashat Akram e o brasileiro Léo Lima (aquele mesmo!) – o técnico italiano Walter Zenga é outra peça importante. Do lado uzbeque, vários atletas desconhecidos de ex-repúblicas soviéticas não parecem ser suficiente para o estreante alcançar a fase de grupos. Quem passar fará parte do Grupo C.

Confronto 3: Buriram United (Tailândia) x Brisbane Roar (Austrália)

Um embate interessante. É inegável a superioridade dos australianos, bicampeões nacionais. Porém, o momento do Brisbane Roar é ruim, apenas o penúltimo lugar na temporada, com cinco vitórias em 17 jogos. O atacante kosovês Besart Berisha, artilheiro na A League em 2011/12, precisa estar inspirado para acertar o alvo. Já o Buriram, mesmo em casa, não é favorito. O destaque é o atacante costa-riquenho César Elizondo, da seleção de seu país. Quem seguir em frente jogará no Grupo E.

Grupo A

Equipes: Al Shabab (Arábia Saudita), Al Jazira (Emirados Árabes), Tractor Sazi (Irã) e El Jaish (Catar)

Chave equilibrada, em que três forças brigam por duas vagas. O detalhe curioso é que os quatro times têm atletas brasileiros. O Al Jazira apresenta em suas fileiras os atacantes Fernandinho e Ricardo Oliveira (ambos ex-São Paulo), enquanto o estreante El Jaish chega com um atleta que já jogou Copa do Mundo, o argelino Karim Ziani, em 2010, e tem um brasileiro naturalizado catariano, o zagueiro Marcone, cria do Vitória, que atua na seleção asiática.

O Al Shabab conta com a experiência do meia Fernando, revelado no Juventude e na Europa desde 2003/04 – foi campeão da Copa América com a seleção brasileira, em 2007. Os iranianos do Tractor Sazi não apresentam nenhum grande destaque, mas os estrantes estão no páreo.

O favorito: Al Jazira

Pode surpreender: Tractor Sazi

Já está fora: El Jaish

Fique de olho: exímio cobrador de faltas e habilidoso, o meia Server Djeparovvem carregando o Uzbequistão nas eliminatórias 2014 e pode fazer o mesmo no Al Shabab.

Grupo B

Equipes: Lekhwiya (Catar), Al Ittifaq (Arábia Saudita), Pakhtakor (Uzbequistão) e vencedor do confronto 1

A pouca diferença técnica entre as equipes aumenta a responsabilidade dos grandes jogadores, pois um lance pode decidir a classificação. Nesse quesito, o Lekhwiya sai na frente, com o zagueiro argelino Majid Bougherra (esteve na Copa de 2010) e o habilidoso meia tunisiano Youssef Msakni, um dos destaques de seu país na Copa Africana 2013. No Al Ittifaq, que perdeu Júnior Xuxa para o ABC de Natal, o mais conhecido é o ganês Prince Tagoe, que esteve no Mundial da África do Sul. O Pakhtakor está em busca de experiência internacional e fará figuração.

O favorito: Lekhwiya

Pode surpreender: Saba Qom ou Al Shabab Al Arabi

Já está fora: Pakhtakor

Fique de olho: com experiência nas ligas saudita, kuwaitiana e emiriana, o meia Ahmed Mubarak, natural de Omã e da seleção nacional, é importante para o Al Ittifaq, principalmente nas jogadas ofensivas.

Grupo C

Equipes: Al Gharafa (Catar), Al Ahli (Arábia Saudita), Sepahan (Irã) e vencedor do confronto 2

Certamente, o grupo da morte. Os catarianos perdem com a saída de Diego Tardelli para o Atlético Mineiro, mas contrataram Nenê e Djibril Cissé, ótimas substituições. A experiência do australiano Mark Bresciano também será fundamental. O Al Ahli conta com os gols dos atacantes brasileiro Victor Simões (ex-Botafogo) e omani Imad Al Hosni, que marcaram 11 vezes na Liga dos Campeões de 2012. O Sepahan vem enfraquecido, mas também não pode ser subestimado.

O favorito: Al Gharafa

Pode surpreender: Sepahan

Já está fora: Al Nasr ou Lokomotiv Tashkent

Fique de olho: esquecido no Benfica, o meia Bruno César quer retomar a carreira e fazer o pé de meia e aceitou proposta do Al Ahli. Resta saber se o atleta conseguirá se adaptar a tempo de mostrar sua qualidade em campo.

Grupo D

Equipes: Al Ain (Emirados Árabes), Al Rayyan (Catar), Al Hilal (Arábia Saudita) e Esteghlal (Irã)

A disputa pela liderança deverá ficar entre Al Ain e Al Hilal, mas o Esteghlal tem força para se intrometer e alcançar as oitavas de final. Os emirianos saem na frente por três razões: o volante romeno Mirel Radoi, e os atacantes ganês Asamoah Gyan e australiano Alex Brosque, que darão muito trabalho aos adversários. O Al Rayyan tem bons nomes, como o meia Rodrigo Tabata e o atacante Nilmar, mas parece pouco para sonhar alto. Javad Nekounam é a estrela do Esteghlal, atual líder do Campeonato Iraniano.

O favorito: Al Ain

Pode surpreender: Al Rayyan

Já está fora: ninguém

Fique de olho: recém-contratado pelo Al Hilal, o meia colombiano Gustavo Bolívar foi titular nos dois jogos do Deportes Tolima contra o Corinthians, na pré-Libertadores 2011, que eliminou o time brasileiro. Bom cobrador de faltas e finalizador de longa distância, os sauditas ganham em qualidade técnica.

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