Ásia/Oceania

Esse é diferente!

“Todo jogador gostaria de jogar na Europa e eu não sou diferente. Meu sonho é jogar na Inglaterra ou na Espanha. Isso me daria mais experiência e ajudaria minha seleção”.
Esta frase, que todo futebolista e dirigente árabe deveriam ter em mente, foi dita pelo ganhador da Bola de Ouro de melhor jogador asiático do ano, o atacante saudita Yasser Al Qahtani, do Al Hilal.

O ‘atirador’ surpreendeu a maior parte da imprensa especializada, que achava que o herói iraquiano Younis Mahmoud, estrela maior da Copa da Ásia 2007, levaria o prêmio. O outro concorrente, o meia Nashat Akram, também do Iraque, ficou em terceiro.

Depois de um discurso pra lá de previsível, onde Al Qahtani afirmou que o seu clube e seus companheiros também tiveram uma parcela de contribuição etc..etc..etc..veio a frase que está no topo deste texto que nós da Trivela vínhamos apontando (junto com entrevistados que trabalham no Oriente Médio) como o grande ‘handicap’ da mentalidade do futebolista árabe: a falta de ambição de atuar em ligas mais competitivas!

O melhor jogador do continente até nisso é diferenciado. Aos 25 anos, o atacante que foi capitão da seleção saudita na Copa da Ásia 2007 é amigo do centroavante egípcio Hossam Mido, do Middlesbrough, da Inglaterra.

O ‘Boro’ já demonstrou interesse em contar com seus serviços para 2008, além do Chelsea, que ofereceu ao novo Bola de Ouro asiático a chance de treinar alguns meses no clube com a possibilidade de assinar contrato caso seu rendimento seja satisfatório na concepção dos ‘Blues’.

Ao contrário de Al Jaber, que só ficou cinco meses no Wolverhampton, em 2000, e quis voltar (apesar do interesse do clube inglês em mantê-lo). Yasser Al Qahtani tem a chance de ser o pioneiro atravessando fronteiras e deixando o perfume árabe nos gramados mais badalados da Europa e, consequentemente, revolucionar a mentalidade na Arábia Saudita.
Seria magnífico e abriria portas na Europa para o futebol árabe, ainda obscuro e exótico aos olhos do ocidente.

O que já disseram dele para a Trivela

“É um jogador que sempre teve ótima relação com todos, é muito descontraído e gente boa, só tenho coisas boas para falar dele”.
CAMACHO, meia do Al Shabab, da Arábia Saudita e ex-companheiro de Yasser no Al Hilal, em 2005/6. (Trivela/Entrevistas, 13/07/2007).

“Ele é ótimo realmente, a badalação chega a ser exagerada, mas ele faz por merecer, seria um jogador a sair daqui e conquistar espaço em outras escolas, até para provar seu valor”.
FÀBIO, atacante do Al Hazm, da Arábia Saudita. (Trivela/Entrevistas, 19/11/2007).

Confira a premiação geral dos melhores do continente

Árbitro do ano: Mark Shield (Austrália)
Técnico do ano: Rauf Inileev (Uzbequistão)
Melhor Jovem do ano: Kim Kum-Il (Coréia do Norte)
Clube do ano: Urawa Red Diamonds (Japão)
Associação do ano: Japão
Seleção do ano: Iraque

CURTAS

– O Singapore Armed Forces levou tudo em Cingapura. Quatro dias depois de ganhar a S-League – campeonato nacional – os ‘Warriors’ também levantaram a Copa da Cingapura ao bater o Tampines Rovers por 3 a 2. Confira na seção ‘entrevistas’ o que o treinador Richard Bok falou a Trivela sobre o mágico ano de 2007 do SAFFC.

– O Pakhtakor segue demolindo os oponentes no Uzbequistão. O clube aurinegro ganhou seu 6º título nacional consecutivo.

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Equipe Trivela

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