Entre as estrelas do Guangzhou, quem decidiu (de novo) foi Elkeson com uma pintura
Elkeson recebeu várias companhias ilustres este ano. Chegaram ao Guangzhou Evergrande Paulinho, Robinho, Ricardo Goulart e Luiz Felipe Scolari, em um alto investimento do clube para continuar dominando a China e voltar a conquistar a Champions League da Ásia. Deu certo. Neste sábado, o Al Ahli, dos Emirados Árabes, foi derrotado por 1 a 0, e quem decidiu foi o ex-jogador do Botafogo, que já estava por lá há três anos.
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O gostinho foi especial para Elkeson, que estava frustrado com as lesões que seu corpo sofreu no meio da temporada. Foram três musculares na perna direita, todas no mesmo lugar, o que aumenta a angústia de não conseguir se recuperar. Depois da fase de grupos, acabou voltando nas quartas de final da Champions League asiática e disputou 16 partidas do Campeonato Chinês (são 30 rodadas no total), apenas três como titular depois que os problemas físicos começaram.
Ele fez nove gols na temporada, o que é pouco para o padrão do atacante na China. Foi, afinal, o artilheiro da Superliga Chinesa nos últimos dois anos, com 24 gols na sua primeira participação e 28 na seguinte. Eleito o melhor jogador do país, em 2014, ele também fez o gol do primeiro título continental do Guangzhou, em 2013, no empate por 1 a 1 contra o Seoul, no jogo de volta da decisão.
Desta vez, porém, foi uma pintura. Recebeu um passe dentro da área de Zheng Long e dominou com o pé esquerdo já driblando o seu marcador. Saiu pelo outro lado da jogada, que lembrou aquele golaço de Dennis Bergkamp contra o Newcastle, e completou o lance com um preciso chute usando o lado de fora do pé direito. Comemorou efusivamente e ouviu mais uma vez o grito do torcedor chinês. Ficou visível no seu rosto a emoção e o alívio de ter conseguido decidir o título mais importante da temporada, mesmo após as lesões.
O gol de Elkeson saiu aos nove minutos do segundo tempo e foi o único marcado durante as duas partidas da decisão da Champions League asiática. O Guangzhou Evergrande juntou-se a outros oito times no hall de bicampeões asiáticos. É o único chinês desse grupo e o objetivo, agora, é igualar as três conquistas do recordista Pohang Steelers.
E Felipão levou o seu terceiro continental, depois de duas Libertadores, uma com o Grêmio e outra com o Palmeiras. Ele, Murtosa, Paulinho, Goulart, Robinho e, claro, Elkeson, estarão no Mundial de Clubes no final do ano.



