Ásia/Oceania

Empolgou? Eriksson acredita que China briga pelo título da Copa em 15 anos

Sempre a liga nacional de um apís começa a atrair muitos jogadores internacionais, como tem acontecido com a China nos últimos dois anos, começam as perguntas: será que isso irá impactar positivamente no futebol local? Será que isso fará com que a seleção do país melhore e vá mais longe? São perguntas complexas e que não tem uma resposta simples. Sven-Goran Eriksson, técnico sueco que já dirigiu a seleção inglesa, parece não ter nenhuma cautela em afirmar que em 15 anos a China estará disputando o título mundial na Copa do Mundo. Isso mesmo.

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O técnico dirige o Shanghai SIPG,que contratou recentemente o atacante brasileiro Elkesson, ex-Vitória e Botafogo, que chegou à China pelo Guangzhou Evergrande – e jogou inclusive dois mundiais, levando o título de duas Liga dos Campeões da Ásia, além de três títulos da liga chinesa. É o mesmo time que tem também Darío Conca no elenco, que foi companheiro de Elkesson no Guagzhou Evergrande. Os dois são acompanhados por outra estrela internacional, Asamoah Gyan, atacante de Gana.

As estrelas que chegam ao futebol chinês fazem Eriksson acreditar que a China evoluirá muito rapidamente. A seleção do país só participou de uma Copa do Mundo, em 2002, quando inclusive caiu no grupo do Brasil. Uma copa peculiar porque duas das seleções mais fortes da Ásia não disputaram Eliminatórias, já que estavam classificadas previamente por serem os países-sede. Por isso, a vida da China ficou facilitada para chegar lá.

“Eu acredito que em 15 anos, a China estará competindo para vencer uma Copa do Mundo. Eu estava na Itália no começo dos anos 1990 quando todo mundo queria jogar na Serie A porque havia muito dinheiro e eu estava na Inglaterra no início dos anos 2000 quando se tornoui o lugar que os jogadores queriam ir. Agora, parece que todo mundo quer vir para a China, esta é a nova realidade e a China tem um futuro brilhante, eu estou certo disso”, afirmou o treinador.

A empolgação de Eriksson parece não levar em conta dois aspectos. Primeiro, que a China está em um patamar muito distante das seleções que disputam a Copa do Mundo, mais ainda das que a disputam para vencer. Segundo que a entrada de estrangeiros é um aspecto que pode, sim, ajudar a seleção nacional, mas isso não é uma regra. Aliás, na Inglaterra, citada pelo sueco como um bom exemplo, o excesso de estrangeiros é tratado como um problema para a seleção, por tirar espaço de jovens ingleses. Isso sem falar na tradição qeu Itália, citada por ele, e Inglaterra têm, ao contrário da China, que representa pouco para o futebol mundial.

Talvez a melhor frase para o que Eriksson disse seja: EMPOLGOU.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.

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