Ásia/Oceania

Eliminatórias aquecendo

Começou neste sábado a definição das 15 seleções que passam para a fase de grupos das eliminatórias da Ásia para a Copa do Mundo de 2014. Depois da primeira fase, onde entraram em campo as 16 seleções de pior classificação no ranking continental, as oito seleções vencedoras se juntaram às seleções previamente colocadas entre o sexto e o vigésimo-sétimo lugar.

Com isso, algumas das seleções mais tradicionais do continente já entram em campo em busca de uma das quatro (ou cinco) vagas para o Mundial do Brasil. Dentre elas, o principal destaque é para a Arábia Saudita, sexta colocada no ranking da AFC e que participou de quatro Copas consecutivas entre 1994 e 2006. Os sauditas ficaram fora do Mundial da África do Sul e querem retornar em 2014.

Dentre as outras seleções que já disputaram Copas do Mundo e jogam nesta fase estão China, Kuwait, Irã e Emirados Árabes Unidos; além do Catar, que nunca disputou um Mundial, mas sediará a Copa em 2022.

Os confrontos acontecem no sistema de ida e volta, no sábado, 23 de julho; e na quarta, 28 de julho. O formato é o tradicional, com o saldo qualificado definindo o vencedor em caso de dois empates ou uma vitória para cada lado com a mesma diferença de gols.

Os 15 vencedores se juntam a Japão, Coreia do Sul, Austrália, Coreia do Norte e Bahrein, pela ordem, os cinco primeiros no ranking da AFC, para a fase de grupos, onde as 20 seleções serão divididas em cinco grupos de quatro seleções, classificando-se duas de cada grupo para a fase final.

Veja os resultados das partidas de ida:

Tailândia 1×0 Palestina
Líbano 4×0 Bangladesh
China 7×2 Laos
Turcomenistão 1×1 Indonésia
Kuwait 3×0 Filipinas
Omã 2×0 Mianmar
Arábia Saudita 3×0 Hong Kong
Irã 4×0 Maldivas
Síria 2×1 Tadjiquistão
Catar 3×0 Vietnã
Iraque 2×0 Iêmen
Cingapura 5×3 Malásia
Uzbequistão 4×0 Quirguizistão
Emirados Árabes 3×0 Índia
Jordânia 9×0 Nepal

O gol da polêmica

Por falar na seleção dos Emirados Árabes, um vídeo correu o mundo esta semana. No dia em que a seleção de Mano Menezes entrou para a história do futebol brasileiro ao desperdiçar suas quatro cobranças na disputa contra o Paraguai, na Copa América, o meia Theyab Awana, da seleção dos Emirados, bateu um pênalti de calcanhar no amistoso em que sua equipe goleou o Líbano por 7 a 2, na preparação para os jogos contra a Índia, pelas eliminatórias.

O requinte da cobrança é que o jogador partiu normalmente para a bola, girando de costas para o gol adversário depois da segunda passada. Depois do gol, o árbitro Ali Hasan, do Bahrein, advertiu o jogador com cartão amarelo. Apesar do gol, Awana não comemorou, retornando para o centro do campo.

A maneira inusitada como Awana, que defende o Banni Yas na liga local, cobrou o pênalti, não foi muito bem recebida pelos seus superiores. O técnico Srecko Katanec e o auxiliar, Esmaeel Rashed, condenaram a atitude do jogador, que pode ficar fora da relação dos jogos contra a Índia.

“Ainda não definimos a punição. Achei a atitude desrespeitosa. Não podemos aceitar que um jogador nosso desrespeite os adversários, quem está trabalhando na partida ou os torcedores”.

Awana, que se desculpou com os companheiros no vestiário, foi imediatamente substituído por Katanec. Ao cobrar o pênalti, os Emirados Árabes já venciam por 5 a 2. O jogador entrou aos 25 minutos do segundo tempo e o lance que gerou toda a polêmica aconteceu oito minutos depois. Resultado: Awana, que é titular da seleção sub-23 dos Emirados Árabes, que ainda luta por uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres, ficou em campo por apenas 10 minutos.

Aos 21 anos, Theyab Awana sempre jogou pelo Banni Yas, desde as divisões de base. O jogador é presença constante na seleção dos Emirados Árabes desde o sub-17, porém, ainda não se firmou na seleção principal: o gol contra o Líbano foi apenas o segundo de Awana em oito jogos.

J-League volta a ser transmitida para o Brasil

A ESPN confirmou a informação de que vai transmitir o restante da temporada da J-League para o Brasil. Inicialmente, a transmissão começa a partir do mês de agosto, conforme informou o jornalista Arnaldo Ribeiro, em seu perfil no Twitter. Faltam apenas alguns detalhes burocráticos para que as transmissões comecem.

Para quem não sabe – ou é muito novo e não se lembra – a J-League foi transmitida no início dos anos 90, pela TV Cultura. À época, a liga japonesa tinha um perfil muito diferente do atual, com vários jogadores renomados em final de carreira atuando no país, juntos a um incipiente futebol local.

Quase duas décadas depois, a J-League se consolidou como principal liga no continente, mesmo com o nível de investimento mais baixo. O futebol japonês teve uma considerável evolução e alguns dos principais nomes da seleção já brilham em clubes europeus.

Para os torcedores brasileiros que gostam de acompanhar a J-League – e são muitos, embora muita gente não acredite nisso – a liga japonesa está na sua metade, com os jogos que foram adiados por conta do tsunami e do terremoto de março ainda sendo disputados.

Quatorze dos 18 times já jogaram 18 partidas. Gamba Osaka e Kashima Antlers estão com dois jogos atrasados; Nagoya Grampus e Cerezo Osaka estão com uma partida pendente. Yokohama F-Marinos e Kashiwa Reysol estão com 37 pontos e dividem a liderança. Ao contrário do que acontece no Brasil, o critério de desempate é o saldo de gols (o Yokohama tem 14, contra 12 do Kashiwa). Nagoya Grampus e Kawasaki Frontale são os principais perseguidores, com 33 e 30 pontos, respectivamente.

Mesmo já tendo saído do Gamba Osaka há um mês, o atacante Adriano continua na liderança da artilharia, com nove gols, ao lado de Mike Havenaar, do Ventforet Kofu; e de Keiji Tamada, do Nagoya Grampus.

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Equipe Trivela

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