Ásia/Oceania

E agora, Samsung Bluewings?

Verificar se o líder Suwon Samsung Bluewings tem poder de resposta. Essa é a expectativa no retorno da K-League – Liga Sul-Coreana de futebol – após o recesso de um mês.

Os ‘Bluewings’ tiveram um aproveitamento demolidor nas primeiras 11 rodadas (94%!), mas perderam os dois últimos jogos, um deles em casa para o rival e vice-líder Seongnam Ilhwa Chunma.

A elástica vantagem na tabela agora caiu para apenas três pontos e muitos questionam se o clube da cidade de Suwon é capaz de voltar a ter uma seqüência esmagadora.

A contratação por empréstimo do meia Lee Chun-Soo (um dos mais talentosos jogadores coreanos, estava no Feyenoord, da Holanda), em julho, é uma aposta ousada da diretoria para não desmoronar o bom trabalho que vinha sendo realizado.

Os princípios de Cha: ‘Losango’ e ofensividade

O jogador asiático do século XX, Cha Bum-Kun, é quem treina o Suwon Samsung Bluewings. O ex-atacante carrega nos genes a filosofia ofensiva e o gosto por um futebol verticalizado incutido num 4-4-2. Mesmo assim, sua defesa só levou 8 gols, é disparada a melhor. Não é de se estranhar a presença do veterano goleiro Lee Won-Jae – para muitos o melhor do continente.

Liderando a linha defensiva, o lateral e capitão Song Chon-Gug cobre a faixa direita. Versátil taticamente, pode ser usado no miolo de zaga e como volante de contenção. O mais carismático da retaguarda é o zagueiro croata Mata Neretljak, ídolo dos torcedores.

Destacável mesmo é a fluidez com que o meio-campo distribuído em formato de losango (ou diamante) trabalha. Com a ida de Kim Nam-Il para o futebol japonês, Cho Won-Hee é o único volante.

Como médios mais abertos, Baek Ji-Hoon e o experiente Kim Dae-Eui, dão profundidade nos flancos e conseguem compactar a zona central quando estão sem a bola. Muito eficientes nas transições.

A magia de ‘Kwanquelme’ e como encaixar Lee Chun-Soo?

Na ponta do losango no meio-campo desenhado por Cha, o elemento mais criativo do ‘onze’, o baixinho Lee Kwan-Woo. Ambidestro, distribui o jogo com visão superior a média dos meias da K-League e arremata bem de fora da área. Chamado de ‘Kwanquelme’ numa alusão ao meio argentino Riquelme, causa estranheza ter jogado pouco na seleção.

Ele tem a missão de servir o possante centroavante brasileiro Edu, um ‘9’ puro e dono de golaços que assombram a K-League. Sendo muito completo, tem uma gama de recursos na finalização impressionante e apesar de inestético, sabe o que fazer no ‘um contra um’. Ao seu lado, Shin Young-Rok, 21 anos, o mais prolífico atacante sul-coreano.

Agressivo sobre a bola e dono de um pé direito poderoso, o próprio treinador Cha Bum-Kun o considera mais preciso na área do que ele era nos tempos de jogador.

A questão é como enfiar Lee Chun-Soo no time? Tirar Lee Kwan-Woo é esnobar a arte e a criatividade. Barrar Edu é sacar o artilheiro que vem decidindo. Shin Young-Rok não sai, é uma jóia em processo de lapidagem que precisa jogar e goza da confiança de Cha.

Seria o técnico Cha Bum-Kun capaz de refazer seu esquema para não barrar uma vedete como Lee Chun-Soo? Veremos…

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Equipe Trivela

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