Ásia/Oceania

Dossiê: Vissel Kobe

Chegando na J-League com prestígio, o treinador Caio Júnior foi contratado para ser o mentor do audacioso projeto do Vissel Kobe de se tornar uma das potencias na terra do sol nascente.

Desde então foram 10 jogos (5 derrotas, 1 empate e 4 vitórias) e o 8º lugar. As dificuldades para achar a regularidade necessária são indiscutíveis. Os problemas de ordem tática e técnica são pra lá de evidentes e os principais reforços Alan Bahia e Marcel, não impressionaram. 

Drama em dois setores

As dificuldades de Caio Júnior para encontrar uma formação ideal se evidenciam desde a estréia até a última partida. Foi usado um 4-4-2 com o meio-campo em formato de losango nas primeiras quatro rodadas.

Desde então a aposta tem sido num sistema com três centrais (Kitamoto-Miyamoto-Komoto), dois alas (Ishibitsu e Suzuki), três meias e dois avançados. E é na zona central e ofensiva aonde o ex-técnico de Palmeiras e Flamengo tem perdido o sono pra conseguir ‘dar liga’.

Com a lesão de Alan Bahia na primeira rodada da J-League, era natural que ao mudar o esquema para o 3-5-2, os dois volantes a frente da defesa seriam Matsuoka e o excelente sul-coreano Kim Nam-Il, com o brasileiro Botti com mais liberdade de movimentos para abastecer os atacantes.

O problema é que o comandante de 44 anos não esperava a queda técnica de Kim Nam-Il e muito menos o jejum de gols de Marcel. A falta de dinamismo no meio e de um homem-gol tem sido o grande entrave da equipe da região de Kansai.

Cadê a referência ofensiva?

No setor já foi testado várias duplas e sem sucesso. A coisa anda tão complicada que o veloz e ofensivo ex-lateral-esquerdo Hiroto Mogi ganhou mais liberdade e tem sido fundamental para causar desequilíbrios nos últimos metros do campo. É um dos raros nomes que escapam das críticas.

Os experientes Yoshida, Sudo e Ganaha tem sido insuficientes e Marcel apático. A pouca eficiência ofensiva dos alas Ishibitsu e Suzuki também colaboram para a escassez de gols dos avançados, sobrecarregando Botti, que mais centralizado e isolado, tem dificuldades para construir linhas de passes.

As arrancadas de Kenji Baba, sempre queimando linhas, acabam sendo mais eficazes no ataque, mas seu poder de finalização e capacidade de dar assistências são minguados. Neste redemoinho de limitações, o técnico de Cascavel terá que se desdobrar e ter uma paciência oriental para colocar as coisas nos eixos.

A visão de quem esteve lá…

Quando entrevistei o meia Botti e o atacante Leandro Montera (atual Gamba Osaka) em 2008, eles foram unânimes em afirmar que o problema do Vissel passava pala falta de japoneses de mais qualidade como tem o Kashima, o Urawa Reds e o Gamba Osaka. Isso é perfeitamente compreensível quando vemos o time de Kobe jogar e como os estrangeiros ficam sobrecarregados.
 

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Equipe Trivela

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