Dirigente chinês descarta “estrangeiros de segunda linha”

O novo presidente da Federação Chinesa de Futebol, Wei Di, declarou que, se a seleção nacional for ter outro treinador estrangeiro, ele será o melhor disponível.
“Não queremos mais treinadores de segunda ou terceira linha”, anunciou Wei, que tomou posse na federação em janeiro, sucedendo Nan Yong, suspeito de participar de um esquema de manipulação de resultados. Wei também disse que não há, agora, planos de trocar o atual treinador, Gao Hongbo.
“Se decidirmos, eventualmente, trocar Hongbo por um estrangeiro, deve ser um top de linha. Não seria barato, mas acredito que dinheiro não seja problema”. Wei também disse que Guus Hiddink, atualmente na seleção russa, seria o primeiro alvo potencial.
Antes de assumir a federação de futebol, Wei foi coordenador de esportes aquáticos na China. Neste cargo, o dirigente investiu pesado em treinadores estrangeiros em esportes como remo e canoagem, que renderam medalhas para o país nas Olimpíadas de Pequim, em 2008.
O último técnico estrangeiro da seleção de futebol da China foi o sérvio Vladimir Petrovic, que foi demitido após a seleção não passar da primeira fase das eliminatórias asiáticas para a Copa do Mundo de 2010. Entretanto, a seleção chinesa já teve sucesso com outro estrangeiro: em 2002, Bora Milutinovic levou a seleção à sua primeira e única Copa do Mundo até agora.
Já o atual treinador, Gao Hongbo, classificou o país para a próxima fase da Copa da Ásia, mas alguns maus resultados recentes fizeram setores da mídia e da própria federação quererem sua demissão.



