Dirigente australiano diz que Qatar pode não sediar Copa

O presidente da Federação Australiana de Futebol (FFA), Frank Lowy, afirmou que não está convencido que a Copa do Mundo de 2022 será jogada no Qatar, conforme foi decidido pelo Comitê Executivo da Fifa.
Segundo o dirigente, reeleito para mais um mandato à frente da FFA, “a última palavra [em relação à sediar a Copa 2022] não foi dada”. Estados Unidos e Austrália também concorriam para sediar o Mundial.
“Eu não sei se vocês se lembram de quando eu voltei daquele dia [após definição do Qatar como sede de 2022] e eu disse que ‘essa não foi a última palavra sobre receber a Copa do mundo’”, afirmou Lowy, após a eleição. “Bem, essa não foi a última palavra”.
“Não me peça para elaborar muito, eu não tenho bola de crital… Mas a imprensa ao redor do mundo está falando sobre isso, sobre a escolha particularmente de 2022, a questão do comitê executivo da Fifa, todas essas coisas”, afirmou o dirigente.
“Não acabou”, disse Lowy. “Eu não sei exatamente onde isso vai parar. A única coisa que eu sei é que ainda não acabou”, afirmou.
O ex-presidente da confederação asiática, Mohammed Bin Hammam, foi condenado por tentativa de corrupção, além de Jérôme Valcke ter enviado um e-mail dizendo, textualmente, que o Qatar “comprou a Copa do Mundo”. Ao mesmo tempo, foram levantadas dúvidas sobre como o Qatar irá lidar com o forte calor, e se o sistema prometido de ar condicionado nos estádios seria suficiente – um relatório da Fifa levantou diversos riscos à saúde de atletas e turistas caso a Copa fosse realizada no país.



