Ásia/Oceania

De parceiros no Botafogo a rivais nos Emirados Árabes

Quem não se lembra de um atacante argentino sem muita técnica, mas brigador, que nunca desistia das jogadas (sempre recebia e cometia muitas faltas), e até marcava gols importantes. Aposto que você pensou em Herrera, certo? Pois acertou! O atleta defendeu o alvinegro carioca entre 2010 e 2012, vindo de duas experiências no Brasil, por Corinthians e Grêmio. Na primeira temporada, o argentino fez 15 gols em 37 jogos, mas apenas 12 nas 41 partidas de 2011.

Porém, Herrera melhorou muito em 2012, balançando as redes adversárias em 12 oportunidades em apenas 13 participações. A boa fase despertou o interesse do Emirates Club, dos Emirados Árabes Unidos, que o tirou do Fogão por cerca de R$ 6 milhões e mais três anos de contrato – seu último jogo foi a vitória de 2 a 1 sobre o Internacional, fora de casa, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro 2012.

Curioso é que o Emirates Club jogava na segunda divisão nacional, tendo sido rebaixado na temporada anterior (2011/12), ao somar 17 pontos em 22 rodadas. A segundona dos Emirados Árabes Unidos de 2012/13 contou com 14 times, que se enfrentaram em jogos de ida e volta. Infelizmente, não há informação sobre a quantidade de gols anotados pelo argentino, mas pode-se arriscar que Herrera marcou muitos dos 81 gols do Emirates Club na competição.

Ao final dos 26 jogos, Herrera conseguiu ajudar seu time a ficar com o troféu, com 59 pontos, vantagem no saldo de gols (45 contra 33) sobre o Al Sharjah, outro time que também havia sido rebaixado e que igualmente alcançou a promoção à elite emiratense. E é justamente um embate particular envolvendo o vice-campeão que Herrera irá travar na elite nacional em 2013/14.

Quem vence?

Como aconteceu com Vitinho, negociado com o CSKA Moscou (como ele não preferiu o Porto?), o Botafogo também vendeu outro importante atleta de seu elenco em 2013. O meia Fellype Gabriel deixou o time em julho, por R$ 6,5 milhões (50% dos direitos econômicos), rumo ao Al Sharjah. Curiosamente, ele também disputou seu último jogo no time carioca numa quinta rodada de Campeonato Brasileiro, vitória de 2 a 0 sobre a Ponte Preta, fora de casa.

Fellype Gabriel chegou depois do fim da temporada 2012/13, mas já deixou sua marca num amistoso de pré-temporada, animando o técnico brasileiro Paulo Bonamigo. Os companheiros de Botafogo agora serão adversários no Oriente Médio. O primeiro confronto entre Emirates Club e Al Sharjah está marcado para 5 de dezembro de 2013, a nona rodada, na casa do Emirates, enquanto a volta ainda não tem data definida, mas será pela 22ª rodada, no estádio Sharjah. Qual dos dois ex-botafoguenses levará a melhor?

Curtas

– Herrera e Fellype Gabriel fizeram 16 jogos juntos com a camisa do Botafogo, entre 1º de março/2012 e 16 de junho/2012. O argentino foi titular em dez e marcou nove vezes, enquanto o brasileiro atuou todas as partidas entre os titulares, balançando as redes adversárias em seis oportunidades. Será a primeira vez que eles estarão em lados opostos.

– O Al Sharjah conta com outros brasileiros além de Fellype Gabriel. O zagueiro Maurício Ramos, ex-Palmeiras, e o atacante Zé Carlos, que se destacou no Criciúma em 2012. Mas há outras “estrelas”, como o atacante emiriano Abdulla Al Kamali, que tentou a sorte no Atlético Paranaense em 2008-09, e o meia sul-coreano Kim Jung-Woo, dono de 68 convocações pela seleção asiática.

– Já o Emirates Club tem dois brasileiros: o meia-atacante Luiz Henrique, com passagens por São Caetano e Palmeiras, e o atacante Jair Brito, ex-base do Inter, Ponte Preta e JEF United (Japão), que o emprestou ao clube emiriano.

– O maior time dos Emirados Árabes Unidos é de longe o Al Ain, atual bicampeão nacional e maior vencedor da liga, com 11 títulos (sete vice-campeonatos), contra sete do Al Wasl, o segundo da lista. Para se ter uma ideia, defendem o time atletas dos naipes do ganês Asamoah Gyan e do australiano Alex Brosque, além do lateral brasileiro Michel Bastos e do técnico uruguaio Jorge Fossati, de passagem apagada pelo Inter em 2010.

– Os brasileiros costumam se destacar no país. Gyan foi o artilheiro na temporada passada, com 31 gols, mas o eterno Grafite ficou em segundo (24 gols). Foram igualmente bem Ricardo Oliveira, ex-São Paulo, (17) e o desconhecido Bruno Correa (16), que passou por Armênia (Banants) e Irã (Sepahan).

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