Ásia/Oceania

Coreia do Sul: um sonho possível

 Um termômetro do que representou a boa campanha da seleção da Coreia do Sul na fase de grupos da Copa do Mundo. No jogo contra a Nigéria – disputado às 3h30 da madrugada, no horário de Seul – cerca de 250 mil pessoas só na capital – e mais 250 mil em outras cidades acompanharam, em telões, o empate em 2 a 2 com a equipe africana, que valeu aos Taeguk Warriors a vaga nas oitavas de final.

A confiança do torcedor sul-coreano na equipe de Huh Jung-moo veio crescendo desde a fase de preparação. Uma vitória por 2 a 0 sobre o Japão, na casa do arquirrival mostrou que a equipe poderia, finalmente, superar seus fantasmas e, pela primeira vez, fazer uma boa campanha longe de casa. Antes, o time já havia vencido Costa do Marfim e Equador, e perdido por apenas 1 a 0 para a toda-poderosa Espanha (com um gol de Jesus Navas a cinco minutos do final).

O time estreou vencendo bem a Grécia por 2 a 0, e até mesmo na derrota diante da Argentina por 4 a 1, o time se portou bem em alguns momentos, marcando forte e causando um certo desconforto ao time de Diego Maradona no início da segunda etapa.

Conta a Nigéria, mais uma vez sobressaiu a bola parada – arma inimaginável em outros tempos para uma seleção que nem é das mais altas. Méritos para Huh Jung-moo, que, ao invés de ficar reclamando da Jabulani, fez com que sua equipe treinasse exaustivamente, principalmente as jogadas de falta.

O resultado se mostrou eficaz em campo. Dos cinco gols marcados pela Coreia do Sul, três saíram de falta, sendo dois deles em situações muito semelhantes, contra Grécia e Nigéria: depois de cobrança de falta pelo lado direito da área, Lee Jung-soo apareceu livre na segunda trave para escorar o cruzamento.

É claro que a Coreia do Sul teve um pouco de sorte para passar da fase de grupos. O time desperdiçou algumas chances contra os nigerianos, mas a chance perdida por Yakubu Aiyegbeni vai entrar para os anais da Fifa como uma das oportunidades de gol mais fácil já jogada fora na história das Copas.

Os sul-coreanos não têm nada com isso. Fizeram sua parte com disciplina e organização tática, um futebol de movimentação e alguns bons valores. O confronto contra o Uruguai é parelho, embora a equipe sul-americana leve vantagem no aspecto técnico. Mas quem sabe se mais este sonho não pode se concretizar?

Australianos lamentam início ruim

A vitória diante da Sérvia por 2 a 1 em Neslpruit acabou deixando um gosto amargo na boca do torcedor australiano. Os Socceroos conseguiram somar 4 pontos pela primeira vez em um Mundial, e a desastrosa estreia diante da Alemanha (0 a 4) acabou pesando no saldo de gols.

O técnico Pim Verbeek, que se despediu do comando técnico da seleção australiana – vai dirigir as categorias de base do Marroco – reconheceu que a equipe não teve atuações boas contra alemães e ganeses.

“Estou decepcionado, mas a verdade é que não jogamos o suficiente. O que doeu mesmo foram as chances desperdiçadas. No intervalo, disse aos rapazes que teríamos 45 minutos para conseguirmos o resultado, que era agora ou nunca. Precisávamos ter um pouco mais de sorte quando estava 2 a 0, para fazermos 3 a 0. Os rapazes foram fantásticos. Ganhamos quatro pontos no torneio, mas o jogo contra a Alemanha acabou conosco”, analisou Verbeek.

Tim Cahill, que foi protagonista de dois momentos importantes da Austrália no Mundial, estava radiante por ter feito um dos gols na vitória. Contra os alemães, ele foi expulso no início do segundo tempo, quando o jogo ainda estava 1 a 0 – e viu do vestiário seu time ser goleado. Contra os sérvios, ele fez o primeiro gol e acabou eleito pelos internautas o craque do jogo.

“Sabíamos o que era necessário fazer, tentamos colocar pressão e funcionou bem. Passamos por momentos difíceis e conseguimos superá-los”, afirmou Cahill.

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Equipe Trivela

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