Ásia/Oceania

Como se compra um árbitro? Em Cingapura, com sexo

Os esquemas de manipulação de resultados acontecem no mundo todo, mas este aqui tem um aspecto, digamos, curioso. Em Cingapura, país onde tem se descoberto muitos escândalos de arbitragem, dois árbitros libaneses foram presos por aceitarem suborno. O pagamento? Sexo grátis com prostitutas. Depois de passarem três meses presos em seu país, os dois foram deportados para responder ao processo em Cingapura.

Ali Eid, de 33 anos, e Abdallah Taleb, de 37, são árbitros assistentes, os populares bandeirinhas, e aceitaram a proposta de Eric Ding Si Yang, dono de uma casa noturna, de sexo grátis com prostitutas do lugar. Outro árbitro assistente, Ali Sabbagh, já foi levado para testemunhar em Cingapura por participação no esquema. Os acusados não quiseram depor desta vez.

“Cada um deles fez depoimentos claros e detalhados sobre seu envolvimento com Ding Si Yang e não têm nada para acrescentar que possa ajudar a promotoria no processo”, afirmou Tan Kian Tat Jeffrey, promotor do Departamento de Investigações de Práticas Corruptas de Cingapura.

Ding, de 31 anos, é acusado ao equivalente de corrupção ativa a três árbitros libaneses, com o objetivo de manipular resultados. Ele pode receber sentença de até cinco anos de prisão, além de uma multa de US$ 80 mil para cada uma das três acusações. Ding negou todas as acusações. O dono da casa noturna ainda responde por acusações de roubo de provas e obstrução de investigações da polícia, depois de ter se negado a revelar a senha do seu notebook.

Mostrar mais

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo