Ásia/Oceania

Chegou a hora!

Sendo o grande momento do futebol asiático, em 2008, o inicio da Liga dos Campeões da Ásia balança o maior continente do ‘planeta bola’.

Será a 27ª edição do principal torneio interclubes da região, que reunirá 28 equipes de 14 países e mais o atual campeão, Urawa Reds (foto ao lado), que entra na segunda fase do torneio, a ser disputada em setembro.

Preparamos abaixo um ‘preview’ com as análises dos sete grupos desta primeira fase.

GRUPO A
Sepahan (Irã), PFC Kuruvchi (Uzbequistão), Al-Ittihad (Arábia Saudita) e Al-Ittihad (Síria).

O atual vice-campeão Sepahan larga na frente como favorito ao lado do poderoso Al Ittihad saudita. Os iranianos agora são dirigidos por Jorvan Vieira, campeão da Copa da Ásia 2007 pelo Iraque.

O Al Ittihad, da Síria, tem tradição, mas não assusta tanto quanto os compatriotas do Al Karama. O PFC Kuruvchi, do Uzbequistão, é um clube novo, foi fundado em 2005, portanto, a participação será apenas para ganhar experiência.

Sepahan, com um treinador conceituado na região e muita qualidade na defesa e no ataque, e o Al Ittihad, de Jeddah, com mística e conteúdo, deverão passar para a segunda fase.

GRUPO B
Al Wasl (Emirados Árabes Unidos), Saipa (Irã), Al Kuwait (Kuwait) e Al Jawiya (Iraque).

O equilíbrio é a tônica do grupo. Teoricamente, o Al Wasl, treinado por Zé Mário, tem um bom elenco. Mas atravessa um momento pífio na Liga dos Emirados Árabes que contrasta diretamente com sua temporada gloriosa em 2006/7.

O Saipa teve um inicio cambaleante na Liga Iraniana, mas está invicto há três meses. Porém, sem experiência e jogadores interessantes, não será um ‘novo Sepahan’. O Al Kuwait aposta muito na dupla ofensiva A´la Hubail e Zaied Jaziri.

Os bicampeões kuwaitianos ainda tentam uma afirmação fora do seu território. Já o Al Jawiya é uma incógnita. Jogando em campo neutro e sem verba para trazer estrangeiros fica difícil. Mas o espírito de luta – que eles têm de sobra – pode fazer a diferença. Grupo encardido esse.

GRUPO C
Al Sadd (Qatar), Al Wahda (Emirados Árabes), Al Karama (Síria), e Al Ahli (Arábia Saudita).

Existe uma certeza aqui: O Al Karama passa de fase. Sem risco! O clube de Damasco tem experiência, confiança e vem numa ascensão vibrante nos últimos anos.

O Al Sadd tem uma equipe de qualidade, mas sente a perda do domínio na Liga do Qatar e foi a maior decepção na edição passada da LC Asiática. Está mordido. Os outros dois clubes – Al Wahda e Al Ahli – tem poucas chances.

Ambos são reféns de seus talentos solitários (o meia Ismael Matar, do time dos EAU, e o atacante Malik Moad, do lado saudita) e atravessam fases medonhas.

GRUPO D
Pakhtakor (Uzbequistão), Al Gharafa (Qatar), Arbil (Iraque) e Al Qadsiya (Kuwait).

Todas as equipes chegam em forma nesta chave e são ‘estandartes’ nos campeonatos de seus respectivos países. Talvez o Arbil – primeiro clube curdo do Iraque a disputar a LC Asiática – tenha mais desvantagens técnicas e extra-campo em relação aos outros três.

O Pakhtakor é hexacampeão uzbeque e sempre vai bem fora do país. O Al Gharafa, do demolidor Araújo, ex-Goiás, tem o melhor plantel do grupo e o Al Qadsiya também mantém uma boa base e pode surpreender.

Se o time kuwaitiano tivesse mantido o português Sérgio Conceição poderia sonhar alto, pois em forma, é um extremo capaz de decidir partidas. Serão jogos nervosos e carregados de tensão.

GRUPO E
Changchun Yatai (China), Adelaide United (Austrália), Pohang Steelers (Coréia do Sul) e Binh Duong (Vietnã).

O Pohang Steelers tem mais recursos para desbancar o restante. Além de manter a base que venceu a K-League depois de 15 anos, ainda trouxe reforços brasileiros como os atacantes Denílson, ex-Daejeon Citizens, e Clodoaldo, ex-Corinthians.

O Changchun Yatai é forte candidato a surpresa. Tem uma gama de bons jogadores chineses turbinados pelos eficientes hondurenhos Caballero e Elvis Scott. Os australianos do Adelaide United, do ex-lateral flamenguista Cássio, são concorrentes diretos a vaga nas quartas-de-final, mas não ao título.

O Binh Duong é figuração garantida, mas deve fazer um papel um pouco melhor que os conterrâneos vietnamitas fizeram nas edições passadas. Neste grupo, o Steelers está alguns degraus acima, enquanto, logo atrás, Adelaide e Chagchun estão em pé de igualdade.

GRUPO F
Krung Thai Bank (Tailândia), Beijing Guoan (China), Nam Dinh (Vietnã) e Kashima Antlers (Japão).

Os chineses e japoneses passarão de fase. É a chave mais previsível desta edição. Só algo inusitado e extremamente surpreendente contrariará a pura lógica deste grupo.

GRUPO G
Melbourne Victory (Austrália), Chonburi (Tailândia), Gamba Osaka (Japão), e Chunnam Dragons (Coréia do Sul).

Apenas o Melbourne Victory pode estragar a trajetória dos japoneses e coreanos rumo às quartas-de-final. O Gamba Osaka, por ter mais qualidade e consistência, dispara na frente.

O Dragons, dos brasileiros Sandro Hiroshi e Adriano Chuva, terá o time australiano nos seus calcanhares. Já o Chonburi pode arrancar pontos do ‘Top 3’ do grupo jogando em casa, mas passar de fase ainda é algo inalcançável.
 

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

A equipe da redação da Trivela, site especializado em futebol que desde 1998 traz informação e análise. Fale com a equipe ou mande sua sugestão de pauta: [email protected]

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo