Ásia/Oceania

Capitão da seleção ucraniana e decepcionante no West Ham, Yarmolenko acerta transferência para o Al Ain

Aos 32 anos, Yarmolenko não tinha espaço no West Ham e buscava um novo clube e vai jogar nos Emirados Árabes com contrato de uma temporada

O atacante Andriy Yarmolenko acertou a sua transferência para o Al Ain, dos Emirados Árabes. O jogador deixa o West Ham após o fim do seu contrato, em junho. Sem espaço no clube inglês, onde se tornou reserva, ele buscava um novo clube e vai atuar no Oriente Médio com contrato de uma temporada, até o fim de 2022/23. Encerra uma passagem que pode ser descrita como decepcionante pelos Hammers, sem nunca conseguir ser o jogador influente que se esperava em campo.

Aos 32 anos, Yarmolenko é um jogador que surgiu no Dynamo Kiev, onde brilhou por nove anos. Saiu em 2017 para se transferir ao Borussia Dortmund por € 25 milhões, mas não conseguiu jogar tão bem quanto o esperado. Foi vendido ao West Ham um ano depois da chegada na Alemanha, em 2018, por € 20 milhões.

No West Ham, Yarmolenko viveu diferentes fases, mas com mais baixos do que altos. Foi quase sempre reserva no clube inglês, atuando poucos minutos por temporada. Entra normalmente para atuar na ponta direita, mas eventualmente podia jogar pela esquerda ou mesmo pelo meio. Na última temporada, foram 32 jogos, com três gols. Quando olhamos para os minutos em campo, foram 1.036 minutos, com média de pouco mais de 32 minutos por jogo. Alguns golaços, mas pouca continuidade.

Yarmolenko tem muito talento, é um jogador de ótima condução de bola, boa técnica e bom finalizador. O que falta a ele é frequência de boas atuações. Ele nunca conseguiu se manter em bom nível por muito tempo, o que o levava ao banco de reservas. Desde que deixou o Dynamo Kiev, em 2017, é um jogador de alguns momentos, com atuações melhores pela seleção ucraniana do que pelos clubes.

O Al Ain é uma forma de continuar em atividade, com uma boa proposta, mas também é uma forma de tentar conseguir um espaço em outro clube daqui um ano – tanto que o vínculo é curto. Talvez o jogador espere que até lá a guerra que a Rússia promoveu contra a Ucrânia tenha terminado e quem sabe ele possa voltar a atuar pelo Dynamo Kiev.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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