Ásia/Oceania

Camisa 10 criou duas obras-primas na prorrogação para deixar Japão perto das Olimpíadas

A confederação asiática realiza desde a última semana o seu qualificatório para o torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos de 2016. E algumas promessas do continente começam a chamar atenção. Em especial, o meia Shoya Nakajima, camisa 10 do Japão. O garoto já teve grande participação na fase de grupos, mas destoou mesmo nas quartas de final. Mesmo apagado durante o duelo contra o Irã, nesta sexta, o meia apareceu na prorrogação para anotar dois golaços em três minutos, definindo a classificação dos nipônicos para as semifinais. Agora, os Samurais Azuis só precisam de uma vitória nos próximos dois jogos para vir ao Rio.

Promessa do FC Tokyo na J-League, Nakajima mostrou belo repertório contra os iranianos. Primeiro, acertou um lindo chute do bico da grande área para encobrir o goleiro. Depois, resolveu mudar o ângulo, em uma bola que ainda tocou no travessão antes de entrar. Dois lances para evidenciar a qualidade do garoto de 21 anos. Aos cinco minutos do tempo extra, Yuta Toyokawa havia inaugurado o placar, abrindo o caminho para a vitória por 3 a 0.

Na próxima etapa, o Japão enfrenta o Iraque, enquanto a Coreia do Sul duela com o Catar. Os dois vencedores das semifinais se garantem nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Já os derrotados definirão a última vaga do continente na decisão pelo terceiro lugar. Dos 16 participantes do futebol masculino nos Jogos de 2016, 12 estão definidos: Brasil, Argentina, Dinamarca, Alemanha, Portugal, Suécia, Fiji, Honduras, México, Argélia, Nigéria e África do Sul. Além dos asiáticos, o último participante será conhecido a partir de um confronto entre Estados Unidos e Colômbia, marcado para março.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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