Ásia/Oceania

Brincando com fogo: O futebol em chamas da Indonésia

Qualquer objeto com certa mobilidade e capacidade para ser surrado está apto a se tornar uma “bola” de futebol. Latinha de refrigerante, meia ou papel amassado são os artigos mais requisitados dos peladeiros. Na Indonésia, porém, o grau de periculosidade do esporte fica bem maior, com um coco em chamas se tornando o alvo dos chutes.

A prática é popular em escolas islâmicas da ilha de Java Oriental. As partidas duram 60 minutos e cada equipe é formada por cinco jogadores. A preparação dura 21 dias, que incluem oração e jejum, bem como aulas de como lidar com o fogo. Descalços, os estudantes cobrem seus corpos com uma mistura de sal e ervas, que serve para evitar queimaduras.

A prática é considerada um rito espiritual e também é relacionada com o pencak silat, arte marcial tradicional na Indonésia. “Fazemos uma bola de fogo para testar a coragem os estudantes”, afirmou Ali Akhyar, um dos organizadores da prática, em entrevista ao Daily Mail. Resta saber se todas as partidas contam com dois corajosos que queiram ser goleiros.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.
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