Ásia/Oceania

Apesar de todo o investimento, chineses não chegam nem às semifinais da Champions da Ásia

Os clubes chineses investiram mais de € 300 milhões, em janeiro, a principal janela de transferências do país. Levaram jogadores importantes até da Europa, como Hulk, Alex Teixeira e Jackson Martínez. E, mesmo assim, nenhum deles conseguiu chegar entre as quatro melhores equipes da Champions League asiática, o torneio mais importante do continente.

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Dos quatro representantes da China, dois pararam já na fase de grupos. O Jiangsu Suning (Ramires e Alex Teixeira) e o Guangzhou Evergrande, que ganhou dois títulos asiáticos nas últimas três edições do torneio. O atual líder do Campeonato Chinês, comandado por Luiz Felipe Scolari, ficou atrás do japonês Urawa Red Diamonds e do australiano Sidney FC.

O Shanghai SIPG (Hulk, Elkeson e Conca), treinado por Sven Goran Eriksson, e o Shandong Luneng (Montillo, Gil e Tardeli) avançaram às oitavas de final e eliminaram Tóquio e Sidney, respectivamente. No entanto, nas quartas de final, não tiveram tanta sorte assim.

O Shanghai SIPG enfrentou o Jeonbuk Hyundiai Motors e empatou por 0 a 0, em casa. Um resultado até que razoável porque uma igualdade com gols o classificaria. Mas o time sul-coreano enfiou 5  a 0 nos chineses no jogo de volta, disputado na última terça-feira, com dois gols do brasileiro Leonardo Pereira. Das estrelas do SIPG, apenas Hulk disputou o jogo de volta, mas nada pode fazer.

O Shandong Luneng tinha um trabalho ainda mais difícil pela frente, porque perdeu o jogo de ida, fora de casa, por 3 a 1, mas, em casa, nesta quarta, apenas empatou com o Seul, por 1 a 1, e também ficou pelo meio do caminho. Montillo fez os dois gols dos chineses nas eliminatórias.

Os clubes chineses não têm conseguido boas campanhas na Champions League asiática, mesmo reforçando seus elencos. Nas últimas quatro edições (desde 2013), apenas o Guangzhou Evergrande destacou-se. Ele não apenas ganhou dois títulos como foi o único time do país que passou à fase de mata-mata – com a única exceção do Beijing Guoan, em 2013, que caiu já nas oitavas de final. A saga da China para se tornar uma potência continental ainda está longe de ser concluída.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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