Ásia/Oceania

Antiga promessa de Everton e City, Rodwell passou longe de estourar e agora vai jogar na Austrália

Com passagem inclusive pela seleção inglesa, Rodwell tentará um recomeço no Western Sydney Wanderers

Jack Rodwell por algum tempo figurou entre as principais promessas do futebol inglês. O volante surgiu como uma aposta do Everton e teve uma passagem pelo Manchester City, onde não vingou. Nesta época, também chegou a frequentar as convocações da seleção inglesa. Porém, sem nunca estourar, o atleta rodou por outras equipes da Premier League e da Championship. Aos 30 anos, Rodwell agora toma os rumos da A-League e defenderá o Western Sydney Wanderers.

Formado pelas categorias de base do Everton, Rodwell realizou toda a sua ascensão no clube. Embora atuasse como zagueiro, surgiu como volante no time principal e realizou sua estreia ainda aos 16 anos. Logo ganharia sequência com os Toffees, enquanto acumulava convocações para as seleções de base. Apesar de alguns problemas de lesão, o garoto virou uma opção frequente no time de David Moyes e ganhou certo destaque na Premier League. Foi vice-campeão europeu com a seleção sub-21 em 2009 e, dois anos depois, recebeu a primeira convocação à equipe principal.

A badalação levou Rodwell ao Manchester City em agosto de 2012, numa transferência que custou £12 milhões. O garoto parecia um nome para o futuro dos campeões ingleses, mas teve muitos problemas físicos e mal entraria em campo durante sua primeira temporada, com somente 15 aparições. Já no segundo ano, estava claro como a concorrência pesada não daria muitos espaços ao jovem. Até ganhou a medalha de campeão da Premier League, mas foram míseras cinco aparições, sem influência na conquista dos celestes.

Em 2014, Rodwell se transferiu ao Sunderland, dando os primeiros sinais de declínio. O volante se acostumaria a brigar na parte inferior da tabela e seguia com um físico frágil que prejudicava sua sequência de jogos. Estava presente na campanha que culminou no rebaixamento em 2016/17. Apesar disso, o inglês seguiu nos Black Cats durante a Championship. Virou reserva e, muito criticado pela torcida, passou longe de contribuir na luta contra o novo descenso da equipe. Durante aquela temporada, o volante entrou em litígio com o clube e chegou a passar um tempo treinando com o sub-23. Acabaria considerado como “a pior contratação da história do Sunderland” pelos jornais locais.

Rodwell permaneceu na Championship, ao assinar com o Blackburn em 2018. Até ganhou uma sequência no clube, atuando como zagueiro, mas ficou por lá apenas na temporada 2018/19. Sem renovar seu contrato, o inglês passou meses sem clube até acertar com o Sheffield United em janeiro de 2020. Seria praticamente uma peça para ajudar nos treinos, já que disputou apenas duas partidas com as Blades. Ainda assim, ficou no elenco até junho de 2021, dispensado só depois do rebaixamento à Championship.

Rodwell, então, enfrentou mais um período sem clube. Foram alguns meses até ganhar a oportunidade para ser testado no Western Sydney Wanderers. O inglês passou duas semanas em observação, antes de assinar seu contrato de um ano. O fato de ser casado com uma australiana de Sydney também facilitou a opção na mudança. A nova temporada da A-League começará no próximo final de semana e os Wanderers tentarão melhorar seu desempenho, após uma modesta oitava colocação na última campanha. É ver se Rodwell pelo menos recupera um pouco do prestígio na Austrália, depois de uma carreira distante de decolar na Premier League.

A Inglaterra é o segundo país com mais estrangeiros na A-League, só atrás da Nova Zelândia. Outro ex-jogador da seleção que atua na competição é Daniel Sturridge, contratado pelo Perth Glory em outubro, após deixar o Trabzonspor. Adam Le Fondre e Gary Hooper são outras figurinhas carimbadas da Premier League por lá. Já o Brasil possui três representantes, incluindo o atacante Bobô no Sydney FC.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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