Ásia/Oceania

A volta dos tigres

O Al-Ittihad faturou a liga saudita e se consolidou como a equipe mais bem sucedida do país na corrente década com cinco taças, deixando os rivais Al-Hilal (3) e Al-Shabab (2) para trás. Foi o oitavo título nacional (na era profissional) da história do clube mais antigo do reino.

De quebra, os ‘tigres’, campeões com duas rodadas de antecipação, se deram ao luxo de bater o Al-Hilal – último campeão – por 2 a 1 na rodada final e trouxeram a taça novamente para Jeddah.

A equipe dirigida pelo argentino Gabriel Calderón manteve sua tradição ofensiva marcando 57 gols ao longo do certame, 16 a mais que os arqui-rivais de Riad.

A brigada ofensiva dos felinos

Não seria difícil fazer um bom trabalho para qualquer treinador que chegasse ao “Itti”, já que a base com Zayed, Al-Montashari, Abughgeer, Khariri e Mohamed Noor, todos na órbita da seleção, garante uma consistência vital para o sucesso em solo doméstico.

Mas no 4-2-3-1 de Calderón, bastante usual mundialmente, nota-se que a falta de entrosamento e rotina não foi problema para o trio de meias ofensivos Noor-Renato-Aboucherouane e mais o atacante egípcio Emad Motaeb conseguirem números tão pujantes. 57 gols e apenas uma derrota ao longo do campeonato, disputado por 12 clubes. O marroquino Aboucherouane, ex-Auxerre, foi o artilheiro logo no seu primeiro ano na competição.

Com pressão alta no campo adversário e verticalidade na troca de passes, impressiona que todos os elementos que atuam no setor mais ofensivo do ‘onze’ auri-negro são canhotos, exceto Noor, chamado pela deslumbrada imprensa saudita de “Gerrard asiático”.

Renato, destaque da Ponte Preta em 2008, fica mais centralizado e foi essencial para servir o capitão Noor que subia pela direita, além dos artilheiros Aboucherouane (caindo pela esquerda, mas com agudo sentido de baliza) e Motaeb, que veio do Al-Ahly, do Egito, um clube viciado em vitórias.

Dinamismo, considerável talento em velocidade e muitos disparos de média e longa distância. O ataque dos tigres demoliu os oponentes no deserto. Resta saber se serão capazes de superar os orientais na Liga dos Campeões da Ásia, onde lideram o Grupo C.

 

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Equipe Trivela

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