Ásia/Oceania

A-League começa com novato

Começa nesta quinta-feira a sexta edição da A-League, a liga profissional da Austrália. Com algumas novidades, a competição terá, já em seu jogo inaugural, a participação do mais novo franqueado, o Melbourne Heart, que recebe o Central Coast Mariners no AAMI Park, inaugurado em maio deste ano, com capacidade para 30.050 torcedores.

Melbourne passa a ser, assim, a única cidade com dois times na A-League. A medida foi tomada já que a cidade tem os melhores públicos das edições anteriores – o Melbourne Victory, vice-campeão na temporada passada, teve uma média superior a 20 mil torcedores em seus jogos no Etihad Stadium, mais que o dobro da média da Liga, que foi de 9.796 torcedores.

Com a entrada do Melbourne Heart, a liga australiana dá mais um passo para a sua primeira fase de expansão. A competição iniciou com apenas oito clubes, em 2005/06, e terá, na temporada 2011/12, doze clubes, com a entrada do Sydney Rovers.
Na temporada que começa nesta quinta-feira, participam Adelaide United, Brisbane Roar, Central Coast Mariners (de Gosford), Gold Coast United, Melbourne Heart, Melbourne Victory, Newcastle Jets, North Queensland Fury (de Townsville), Perth Glory, Sydney FC (atual campeão) e Wellington Phoenix, representante da Nova Zelândia na competição.

Disputa nos moldes da MLS

Apesar da influência do futebol inglês, a A-League tem algumas características que a aproximam da MLS norte-americana. Além do sistema de franquias, sem rebaixamento, os clubes tem um teto salarial a ser respeitado, no valor de AU$ 2,35 milhóes (R$ 3,76 milhões) para um máximo de 21 jogadores, sendo três da categoria sub-20. Este ano, o número de jogadores que podem ser contratados acima do teto (chamado de “jogadores designados”) passou de um para dois, com algumas restrições: um destes jogadores deve ser australiano e com um mínimo de participações em jogos oficiais pela seleção, cuja quantidade é determinada pela Federação Australiana de Futebol (FFA).

Apenas seis equipes iniciam a temporada utilizando jogadores designados, sendo que Perth Glory e Wellington Phoenix utilizam as duas vagas.

Além disso, cada equipe pode ter um máximo de seis jogadores nascidos em outros países que não a Austrália e a Nova Zelândia, sendo um deles de qualquer país filiado à Confederação Asiática (AFC).

Dos 48 “estrangeiros” da A-League, oito são brasileiros: o meia Cássio, revelado pelo Flamengo, vai para sua terceira temporada no Adelaide United; No Brisbane Roar, dois ex-jogadores do América Mineiro: Henrique e Reinaldo permanecem no elenco. No Gold Coast United, os irmãos Anderson, lateral-esquerdo; e Robson, volante, ambos revelados pelo Flamengo.

Também estão na relação, pelo Wellington Phoenix, o meia Diego Walsh, que jogou em três clubes norte-americanos (Columbus Crew, Kansas e Miami FC) e o atacante Daniel Côrtes, revelado pelo Madureira, que no ano passado conseguiu a cidadania neozelandesa.

Fórmula de disputa permanece igual

Mesmo com um clube a mais, a fórmula de disputa é igual a da temporada passada. Os 11 clubes jogam entre si em três turnos, num total de 30 partidas para cada equipe. Ao final da fase de classificação, os seis melhores times continuam no torneio. Os dois mais bem classificados na primeira fase se enfrentam em jogos de ida e volta, e o vencedor do duelo já se classifica para a final do campeonato, com direito a sediar a partida decisiva.

Em um mesmo fim de semana, o terceiro colocado recebe o sexto colocado; enquanto as equipes que terminaram na quart e na quinta posição se enfrentam. Os vencedores destes jogos jogam entre si, também em um jogo só. Quem sobreviver a esta maratona ainda tem que encarar o perdedor do confronto entre os dois primeiros da fase regular, para ver quem vai à decisão.

Por conta da folga de uma equipe por rodada, e para acomodar as seis datas adicionais em relação a temporada passada, a A-League marcou algumas rodadas no meio de semana. Tradicionalmente, as rodadas começam às quintas e terminam aos sábados.

Melbourne Heart: franquia nova, mas com nomes conhecidos

Fundado em 2008, o Melbourne Heart recebeu, no ano seguinte, a licença para estrear na A-League na temporada 2010/11. Depois de escolher o holandês John Vant`t Schip para dirigir a equipe, o clube vai apostar em nomes bem conhecidos do futebol australiano para a montagem da equipe.

O capitão da equipe será o zagueiro Simon Colosimo, campeão no ano passado pelo Sydney FC. Aos 31 anos, Colosimo tem participações na seleção australiana durante toda a década e será um dos pilares do Heart, ao lado de três veteranos: o atacante John Aloisi, de 34 anos, autor do gol que colocou a Austrália na Copa de 2006 (escolhido um dos três maiores momentos da história do esporte do país); o meia australiano de origem croata Josip Skoko, de 35 anos, que estava no Hajduk Split; e o atacante holandês Gerald Sibon, de 36 anos, que estava no Heerenveen.

O oitavo brasileiro na A-League é o atacante Alex Terra, revelado pelo Fluminense, que estava no Rio Branco no início do ano.

O Melbourne Heart já ganhou um torcedor de peso: na semana passada, o vocalista Jon Bon Jovi se tornou o primeiro estrangeiro a ser dono de um carnê. O músico comprou quatro carnês VIP para os jogos do time no AAMI Park. Os carnês serão doados por Jon Bom Jovi para torcedores que não têm condições financeiras de assistir aos jogos na ala VIP do estádio.

Confira os jogos da 1ª rodada da A-League (o Wellington Phoenix folga):

Quinta, 5/agosto
Melbourne Heart x Central Coast Mariners

Sexta, 6/agosto
Adelaide United x Newcastle Jets
Perth Glory x North Queensland Fury

Sábado, 7/agosto
Sydney FC x Melbourne Victory

Domingo, 8/agosto
Gold Coast United x Brisbane Roar

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Equipe Trivela

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