Ásia/Oceania

A-League: análise da temporada

Depois de algum tempo, a coluna está de volta com a análise da temporada australiana, a melhor desde a criação da A-League, em 2005/2006. O destaque fica por conta dos brasileiros, que brilharam e também receberam o ‘flop’ do ano. Confira um resumo do que cada time apresentou em 2007/2008.

Adelaide United
Destaque: Cássio (lateral-esquerdo)
‘Flop’: Bobby Petta (meio-campista)
Posição final na liga: 6º
Copas continentais: Asian Champions League (está nas quartas-de-final)
Nota: 5
 

O ex-time de Romário entrou na temporada como o último vice-campeão, mas decepcionou. O Adelaide só conseguiu ficar à frente do estreante Wellington Phoenix e do decadente Perth Glory. Mesmo assim teve o melhor ataque da temporada regular (31 gols) e conseguiu lançar novos e promissores jogadores para os próximos anos.

O atacante Bruce Djite surgiu muito bem e hoje faz parte da seleção australiana, que disputa as Eliminatórias da Copa. Seu bom desempenho abriu os olhos do clube turco Genclerbirligi. Eles pagaram 850 mil dólares australianos, preço de venda recorde na A-League. Outro atacante, Nathan Burns, vai fazer o mesmo caminho de Djite e rumar à Europa, para o AEK, da Grécia.

Para a próxima temporada, o Adelaide será o clube com mais brasileiros no elenco: quatro. Todos vão ocupar o número limite de estrangeiros por equipe. O ex-flamenguista Cássio e o meio-campista Diego Walsh permanecem. Chegaram ao clube o atacante Cristiano dos Santos, que fez toda sua carreira na Holanda, e o lateral Alemão, campeão com o Cruzeiro em 2003.

Central Coast Mariners
Destaque: Mile Jedinak (meio-campista)
‘Flop’: Danny Vukovic (goleiro)
Posição final na liga: Vice-campeão (1º na temporada regular)
Copas continentais: não participou
Nota: 8,5
 

A escolha pelo ‘flop’ tem explicação. Vukovic foi, sem dúvidas, um dos melhores goleiros da temporada. Mas a atitude de agredir o árbitro na grande final foi o suficiente para manchar sua imagem. Com a suspensão que recebeu Vukovic só voltará a defender o Mariners na 14ª rodada da próxima temporada.

Com isso, o time terá de contratar outro goleiro para suprir sua grande ausência. Tirando esse fato, o Mariners foi um dos times mais consistentes do ano. Terminou a temporada regular em primeiro e também foi muito bem nos playoffs.

Conseguiu montar uma equipe forte, principalmente com John Aloisi e Sasho Petrovski no ataque. A outra nota triste, além de Vukovic, ficou pelo erro do veterano zagueiro Tony Vidmar, grande ídolo da seleção australiana e que se despedia dos gramados. O erro na saída de bola deu o gol do título ao Newcastle Jets.

Melbourne Victory
Destaque: Rodrigo Vargas (zagueiro)
‘Flop’: Leandro Love (atacante)
Posição final na liga: 5º
Copas continentais: Asian Champions League (caiu na 1ª fase)
Nota: 4
 

Penúltimo campeão, o Melbourne Victory entrou no certame buscando o bicampeonato e acabou ficando de fora dos playoffs. Algumas apostas não deram certo, como o brasileiro Leandro Love, que chegou para substituir o também brasileiro Fred no ataque, e o meio-campo Kaz Patafta, ex-jogador do Benfica.

Newcastle Jets
Destaque: Joel Griffiths (atacante)
‘Flop’: Jardel (atacante)
Posição final na liga: Campeão (2º na temporada regular)
Copas continentais: não participou
Nota: 9,5
 

O Newcastle Jets só não vacilou na final. A conquista do título inédito foi no sufoco. O Jets encontrou o Mariners na Major Semifinal, abriu dois a zero na primeira partida e levou três na volta. A vaga na final só veio com a vitória na prorrogação da Preliminary Final sobre o Queensland Roar.

Teve um time muito forte em todos os setores: o goleiro Ante Covic foi um bom goleiro e está na seleção; os defensores Adam Griffiths, Jade North (titular da seleção), Andrew Durante (melhor jogador da final) e o jovem Nigel Boogaard tiveram papel essencial; no meio apareceram o bom Stuart Musialik, a promessa sul-coreana Song Jin-Hyung e o futuro da Austrália James Holland; na frente Mark Bridge foi decisivo e Joel Griffiths perfeito.

Perth Glory
Destaque: Nikolai Topor-Stanley (lateral-esquerdo)
‘Flop’: Stan Lazaridis (meio-campista)
Posição final na liga: 7º
Copas continentais: não participou
Nota: 4
 

O Perth Glory continuou o seu calvário e repetiu a sétima colocação de 2006/07. Bicampeão nacional em 2003 e 2004, o Glory conseguiu, nessa temporada, formar bons jogadores como Nikolai Topor-Stanley, hoje lateral reserva dos Socceroos, e o ala/maio-campista James Downey. Simon Colosimo também se destacou no meio-campo, sendo decisivo em vários jogos ao lado de Billy Celeski.

Ao mesmo tempo, o veterano Stan Lazaridis foi pego no exame antidoping, acabou sendo suspenso por um ano e prejudicou a equipe. As poucas vitórias (4) e os empates (8) foram essenciais para uma campanha pífia.

Queensland Roar
Destaque: Reinaldo (atacante)
‘Flop’: Simon Lynch (atacante)
Posição final na liga: 3º (4º na temporada regular)
Copas continentais: não participou
Nota: 8
 

O Roar teve no banco de reservas um dos pontos fortes: Frank Farina, um dos maiores jogadores da história do país. Mesmo tendo estreado no final de 2006, foi nessa temporada que Farina teve toda uma temporada para trabalhar. E não fracassou. Além de ter levado o time à Preliminary Final, e ter perdido a vaga na decisão por pouco, ele revelou alguns jogadores.

Foram nas mãos de Frank Farina que surgiram Robbie Kruse, Michael Zullo e Tahj Minniecon, todos de seleção de base. Michel Zullo foi o que mais se destacou e foi premiado com uma convocação para a seleção principal. Farina também confiou no brasileiro Reinaldo. Incógnita no começo da temporada, o atacante começou a fazer gols e virou ídolo da torcida.

Sydney FC
Destaque: Juninho Paulista (meio-campista)
‘Flop’: Patrick (atacante)
Posição final na liga: 4º (3º na temporada regular)
Copas continentais: não participou
Nota: 7
 

O Sydney FC precisou de cinco rodadas para conseguir a primeira vitória. Depois disso embalou e terminou a temporada regular na terceira colocação. Juninho Paulista, que foi contratado para ser a estrela da franquia, foi traído por uma lesão no ombro logo na segunda rodada e desfalcou o time por várias partidas. Mesmo assim, Juninho, quando em campo, esteve bem.

Ao mesmo tempo em que o time viu num brasileiro a saída para assistências e bons passes, o atacante Patrick decepcionou. Contratado para ser o artilheiro da equipe, o brasileiro marcou apenas dois gols e foi dispensado.

Wellington Phoenix
Destaque: Daniel Cortês (meio-campista)
‘Flop’: Cleberson (zagueiro)
Posição final na liga: 8º
Copas continentais: não participou
Nota: 7
 

Está certo que o time ocupou a lanterna por, praticamente, toda a temporada, mas o representante neozelandês não decepcionou. Explica-se: a temporada de 2007/2008 foi a primeira participação do clube na A-League. O time, que havia sido criado há apenas um ano, foi formado em pouco tempo e satisfez a direção da liga com uma boa estrutura e um dos melhores estádios.

Além disso, o Phoenix teve o melhor desempenho de um estreante na liga, com 20 pontos somados. A torcida também começou bem e, em média, quase 12 mil pessoas compareceram ao Westpac Stadium.

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Equipe Trivela

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