Ásia/Oceania

A caminho do primeiro título

O fim de um jejum está prestes a acabar no futebol japonês. Depois dos resultados da 28ª rodada da J-League, o título vai ficando cada vez mais próximo do Nagoya Grampus. No sábado, com um gol do australiano Josh Kennedy, cobrando pênalti aos 28 minutos de jogo, o time venceu o Cerezo Osaka por 1 a 0, diante de pouco mais de 24 mil torcedores no Toyota Stadium. Foi a 19ª vitória do Nagoya Grampus na competição, que levou o time a 60 pontos ganhos.

Para completar a alegria dos torcedores do Grampus, Gamba Osaka e Kashima Antlers, principais perseguidores da equipe de Nagoya, perderam na rodada. No sábado, o Gamba Osaka perdeu em casa para o Vissel Kobe, que está na zona de rebaixamento, por 4 a 2. No domingo, o Kashima Antlers foi a Niigata e perdeu para o Albirex por 2 a 1.

Os resultados só aumentaram a importância do duelo de domingo, quando Antlers e Grampus se enfrentam em Kashima, fechando a 29ª rodada. Uma vitória do Nagoya Grampus no fim de semana praticamente elimina as chances do Antlers, já que a diferença sobe para 14 pontos, com 15 a serem disputados. Para continuar sonhando com o tetracampeonato, o time de Oswaldo de Oliveira precisa desesperadamente da vitória, para reduzir a diferença para oito pontos (60 a 52). Enquanto isso, o Gamba Osaka vai à capital enfrentar o Tokyo FC, também precisando vencer para se manter com chances de título.

A supremacia do Nagoya Grampus no torneio é impressionante: o time venceu 10 dos 14 jogos que disputou como visitante, conquistando exatamente metade dos pontos fora de casa. Além disso, Josh Kennedy é o artilheiro da competição, com 16 gols marcados.

A boa campanha da equipe é resultado de um time muito bem montado por aqueles que os torcedores consideram como o maior ídolo da história do Grampus: o sérvio Dragan Stojkovic. Como jogador, Stojkovic atuou por sete temporadas na equipe, entre 1994 e 2001, depois de ter feito história no Estrela Vermelha e na seleção da Iugoslávia, e foi protagonista das maiores conquistas da história do Grampus: os dois títulos da Copa do Imperador, em 1995 e 1999; a terceira colocação na J-League em 1995 (quando foi escolhido o melhor jogador da temporada) e o vice-campeonato no ano seguinte, quando Stojkovic teve ao seu lado, em campo, ninguém menos que Gary Lineker, artilheiro da Copa do Mundo de 86; e no banco de reservas, Arsene Wenger.

Stojkovic encerrou a carreira no clube e virou dirigente. Foi presidente da Federação da Iugoslávia em 2001, e quatro anos depois, presidente do Estrela Vemelha. Em 2008, iniciou a carreira como treinador, retornando ao Nagoya Grampus. Apesar de ser um ídolo do clube, a torcida temia pelo pior, já que era a primeira experiência como treinador. Em sua primeira temporada, a 3ª colocação na J-League qualificou a equipe a disputar a Liga dos Campeões da Ásia pela primeira vez.

No ano seguinte, apesar da campanha apenas razoável na J-League (nona posição entre 18 clubes), Dragan Stojkovic levou o Nagoya Grampus à semifinal da Liga dos Campeões da Ásia e à decisão da Copa do Imperador. Na competição continental, o time perdeu a vaga na final para o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, muito em função do primeiro jogo, em Jeddah, quando o time levou quatro gols nos 15 minutos finais e acabou goleado por 6 a 2 (o jogo de volta foi 2 a 1 para os sauditas). Na final da Copa do Imperador, o pesadelo se repetiu: o jogo estava empatado em 1 a 1 contra o Gamba Osaka até os 31 minutos do segundo tempo, quando Yasuhito Endo marcou 2 a 1. Nos 15 minutos finais, outros dois gols deram o título ao Gamba Osaka.

Um título nacional para o Nagoya Grampus reafirmaria a posição de Stojkovic como ídolo máximo do clube. O time tem jogadores experimentados, como o veterano goleiro Seigo Narazaki, de 34 anos, convocado para quatro Copas do Mundo; Josh Kennedy e Keiji Tamada, que estiveram no Mundial da África do Sul; além dos brasileiros naturalizados japoneses Túlio Tanaka e Alex Santos. O time conta também com outros três estrangeiros: o meia-atacante Magnum, ex-jogador de Paysandu, Vitória e Santos, e que está desde 2006 no futebol japonês; o meia colombiano Danilson Córdoba, emprestado pelo Consadole Sapporo para esta temporada; e o também meia-atacante montenegrino Igor Burzanovic, indicado pelo próprio Stojkovic.

Rebaixamento: resta uma vaga

Na parte baixa da tabela, duas das três vagas do rebaixamento para a J-League 2 parecem definidas. Kyoto Sanga e Shonan Bellmare somaram apenas 16 pontos até agora. O Vissel Kobe, com a vitória sobre o Gamba Osaka, subiu para 26 pontos, ainda dentro da zona do rebaixamento. Bastante ameaçados estão Omiya Ardija, que tem 28 pontos e um jogo a menos (a partida contra o Shonan Bellmare, que seria realizada no sábado, foi adiada) e Tokyo FC, também com 28 pontos e saldo melhor (-12 contra -15 do Ardija). Um pouco mais folgados, mas ainda não totalmente livres do pesadelo do rebaixamento, estão Vegalta Sendai, com 34 pontos; e Montedio Yamagata, com 35.

J-League 2: Tokyo Verdy recebe aprovação da liga

A J-League aprovou na sexta-feira que o Tokyo Verdy continue normalmente com suas operações comerciais. O time anunciou recentemente um patrocínio de dois anos com a a cadeia de lojas esportivas Xebio, e mesmo sem garantir ainda a cota de patrocínio mínima de 540 milhões de ienes para a próxima temporada, o clube poderá disputar a J-League caso consiga sua promoção em campo.

AFC divulga primeira relação dos melhores do ano

A AFC divulgou, nesta terça-feira, a primeira relação dos 15 jogadores que concorrem ao prêmio de melhor do ano no continente asiático. A premiação acontece dia 24 de novembro, em cerimônia no Sunway Resort Hotel and Spa, em Kuala Lumpur, na Malásia, onde fica a sede da Confederação Asiática.

Como já se esperava, as boas atuações de Japão e Coreia do Sul na Copa do Mundo renderam indicações para o prêmio. Keisuke Honda, do CSKA Moscou; e Park Ji-Sun, do Manchester United; destaques de suas seleções, estão entre os indicados, assim como Tim Cahill, do Everton, que teve boa atuação no Mundial, apesar da fraca campanha australiana. O zagueiro iraniano Farshid Talebi, do Zob Ahan, finalista da Liga dos Campeões da Ásia, também está entre os indicados.

A relação completa dos indicados é a seguinte: Bader Al Mutawa (Al Qadsia, Kuwait) , Fábio Cesar (brasileiro naturalizado catariano, Al Rayyan, Catar) , Farhad Majidi (Esteghlal, Irã) , Farshid Talebi (Zob Ahan, Irã) , Hasan Abdel Fattah (jordaniano, Al Karamah, Síria) , Husain Salman (Al Riffa, Bahrein) , Keisuke Honda (japonês, CSKA Moscou, Rússia) , Kim Hyun-gil (Pohang Steelers, Coreia do Sul) , Lee Dong-gook (Jeonbuk Hyundai Motors, Coreia do Sul) , Li Weifeng (chinês, Suwon Samsung Bluewings, Coreia do Sul) , Mohsen Bengar (Sepahan, Irã), Osama Hawsawi (Al Hilal, Arábia Saudita) , Park Ji-sung (sul0-coreano, Manchester United, England) , Sasa Ognenovski (australiano, Seongnam Ilhwa Chunma, Coreia do Sul) e Tim Cahill (australiano, Everton, Inglaterra).

Uma das equipes mais tradicionais do futebol japonês – conhecida nos anos 90 como Verdy Kawasaki, e bicampeã da J-League nas duas temporadas iniciais – o Tokyo Verdy começou a enfrentar problemas financeiros no ano passado, quando a TV Nippon, que possui 98,8% das ações no clube, retirou o suporte financeiro. O time ficou ameaçado até de não poder disputar a temporada deste ano na J-League 2, e desde junho passado, estava sob administração da J-League.

Na reunião, o presidente do clube, Hideyuki Hanyu garantiu um aumento do orçamento de 800 milhões de yens para a próxima temporada.

Com 31 jogos disputados na atual temporada, o Tokyo Verdy está na quinta colocação na J-League 2, com 49 pontos, nove a menos que o Avispa Fukuoka, terceiro colocado, que tem um jogo a menos. Faltam seis rodadas para o final da competição, que tem o Kashiwa Reysol liderando, com 69 pontos, seguido pelo Ventforet Kofu, com 62.

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Equipe Trivela

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