América do SulArgentinaLibertadores

Uma visita a um ícone do futebol sul-americano: o Monumental de Núñez

Por Bruno Bianchin

Era quarta-feira. Mas uma quarta-feira diferente das habituais. Porque às quartas, como quase todo torcedor, costumo esperar a noite para assistir ao meu time entrar em campo. Como se não tivesse mais nada para fazer ou esperar de um dia comum. Mas aquele não era um dia comum.

LEIA TAMBÉM: O choro de Suárez simboliza algo cada vez mais raro: o gosto de defender a seleção nacional

A manhã havia começado cedo, antes das 7h. Estava frio. Para ser sincero, muito frio. Bem mais do que esperava. O termômetro marcava entre 5° e 6°, mas a sensação térmica tirava de qualquer um a vontade de sair de casa e experimentar as dores (mãos e lábios que o digam) da rua.

Pegamos o metrô. Conhecemos o Zoológico, o Jardim Botânico e, até, o Cemitério. Aquele mesmo, onde os restos da mãe dos trabalhadores e dos desassistidos socialmente, Evita Perón, estão sepultados. Eis que não muito longe dali, a uns 10 quilômetros, encontrava-se o bairro de Belgrano, na região Norte da cidade.

Fomos até lá. O motivo? Conhecer o mais popular e imponente estádio de futebol da Argentina — desculpe, Bombonera: o Monumental de Núñez, palco da decisão da Copa do Mundo de 1978, por onde já desfilaram Maradona, Messi, Cannigia, Riquelme e tantos outros nomes consagrados.

E onde, também, memoráveis clássicos e decisões do futebol sul-americano já aconteceram.

Conhecendo o estádio

A primeira impressão ao entrar ao estádio é a de um palco desgastado. Mas, ainda assim, Monumental como em seu nome.

Desde a inauguração da obra, na década de 1930, várias remodelações foram feitas. E, embora desgastado pelo tempo, o complexo possui nuances de modernidade, com vestiários e salas confortáveis, arejadas e luxuosas. Afinal, as histórias para se contar não são poucas. E dignas de um palco como este. Como paredes e troféus espalhados pelas salas do Museo River Plate justificam.

Ao custo de 150 pesos, aproximadamente R$ 50, subi até aos camarotes do estádio. Visitei a sala de troféus, o vestiário, o banco de suplentes e, claro, o gramado. Não antes sem passar pelo museu do clube proprietário da construção, com informações audiovisuais e camisas históricas de ícones que por lá passaram.

Ao final do percurso, de cerca de 1h30, parei para repousar na cantina que o clube mantém no estádio. Nem mesmo um pedido anotado de forma errada estragou aquela tarde de quarta-feira (afinal, havia pedido FRANGO, e não uma parmeggiana de carne). E nem mesmo as dores nas pernas pelas caminhadas feitas durante o dia de frio foram motivos para se queixar.

Depois da visita, como mencionado no início do texto, assisti ao meu time de futebol jogar. Que estava ali perto, no Uruguai. Como toda boa quarta-feira pede. E, mesmo assim, aquela não foi uma quarta-feira comum.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS — O Estádio Monumental Antonio Vespucio Liberti, mais conhecido como Monumental de Núñez, fica localizado em Buenos Aires, próximo ao Rio da Prata. É a casa do River Plate e de jogos da Seleção Argentina de Futebol. Com 61.321 lugares, é o maior Estádio da Argentina. O nome do estádio é uma homenagem ao Presidente do Clube na época da construção, Antonio Vespucio Liberti.

[galeria_embeded]

Gostou do que viu? Quer contar a sua história da visita a um estádio no Brasil ou no mundo? Mande para nós no [email protected] 

Conheça o Trivela FC e contribua para o jornalismo independente.

LEIA TAMBÉM: O vídeo completo de um dos jogos mais míticos da Libertadores: Peñarol x River na final de 66

Mostrar mais

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo