Sul-Americana

Coronado ofusca despedida de Paulinho, e Corinthians vai às oitavas na Sul-Americana

Vitória por 3 a 0 do Alvinegro é marcada por ótima atuação do meia e último jogo do ídolo

O torcedor do Corinthians que se sentia frustrado pelo início de Igor Coronado na equipe finalmente pôde ver do que o meia é capaz na vitória de 3 a 0 sobre o Racing-URU nesta terça-feira (28), dia marcado pela despedida de Paulinho.

Em 84 minutos em campo, Coronado fez chover na Neo Química Arena pela última rodada do grupo F da Copa Sul-Americana. Criou duas grandes chances – não convertidas por Yuri Alberto -, fez boas jogadas individuais e coroou a grande noite fria em São Paulo com um golaço aos 12 do segundo tempo.

Ele recebeu de Breno Bidon na intermediária ofensiva, de frente para a área. Limpou um, levou para perna direita cortando dois com um só drible, e bateu cruzado na saída do goleiro adversário.

Foi o terceiro do dia. O Corinthians já vencia por dois com grande atuação ofensiva. O primeiro também tinha sido um golaço: na ponta direita, Rodrigo Garro cobrou uma falta perfeita no ângulo de Rodrigo Odriozola.

Pouco depois, Wesley chamou a responsabilidade com jogada na esquerda. Driblou o mesmo marcador duas vezes, levantou na área de canhota — supostamente a perna ruim —, e Yuri Alberto apareceu para concluir.

Sobre o ídolo corintiano, Paulinho entrou na etapa final ovacionado pela Fiel, atuou por 13 minutos e fechou a passagem no clube de Itaquera com 219 jogos.

Com vitória em confronto pela liderança da chave, o Alvinegro confirmou a classificação direta às oitavas de final do torneio sul-americano, colocando o Racing na fase contra os terceiros da Libertadores.

A vitória também confirma boa fase recente: nos últimos oito jogos, venceu seis — apenas um pelo Campeonato Brasileiro —, empatou um e perdeu apenas uma vez.

Racing assustou no 1º tempo

O 2 a 0 apenas nos 45 minutos iniciais engana quem não assistiu ao primeiro tempo. O Corinthians sofreu e por pouco não começou perdendo o jogo.

Graças a Carlos Miguel isso é possível. O goleiro responsável por substituir o ídolo Cássio pegou duas bolas inacreditáveis praticamente em sequência aos 11 e 12 minutos.

A primeira uma batida de Tomas Veron Lupi, desviada por Dylan Nandín, mudando de trajetória rapidamente após bate e rebate em falta cobrada na área.

Logo depois, em erro na saída de bola do próprio arqueiro corintiano, de novo Lupi tentou quase na pequena área, e Miguel colocou o antebraço na frente. Na sobra, Jonathan Urreta­viscaya e o goleiro ia pegar novamente se Cacá não tirasse.

Mas Corinthians ainda foi melhor e mereceu mais

Apesar de todo esse sofrimento, foi apenas um período conturbado na etapa inicial. Após isso, o Racing só voltou a finalizar aos 46, quando Matheuzinho cortou mal e Agustín Pereira mandou para fora.

No restante, foi um baile alvinegro. Yuri Alberto ensaiou o gol duas vezes antes de marcar. Aos seis, aproveitou bola mal tirada para cabecear para fora.

Com 18, colocado na cara da meta uruguaia por Coronado, viu  Odriozola brilhar. Igor repetiria a assistência aos 39, já com 2 a 0 no placar, mas o atacante sofreu com o goleiro uruguaio: um tapinha tirou a chance de drible.

Ofensivamente, o Corinthians brilhou nesses 45. Coronado, Garro, Wesley e Yuri, todos muito bem e inspirados. Poderia ter saído com mais no marcador.

2º tempo perde o ritmo

Mesmo com o golaço de Coronado, o segundo tempo foi de um ritmo menor. Com uma vantagem enorme, o Corinthians só administrou.

Antes de marcar, o meia tentou em batida cruzada aos seis, com nova defesa de Odriozola. E basicamente parou por aí.

Mesmo com alterações ofensivas, o Racing só foi obrigar outra defesa de Carlos Miguel aos 46, quando Lupi tentou mais uma, só que era dia do goleiro alvinegro.

António Oliveira também trocou bastante, e os paulistas foram bastante ao ataque, mas nada mudou no placar.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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