Sul-Americana

Auxiliar explica Wesley no banco e 412 minutos de seca no ataque do Corinthians

Segundo Bruno Lazaroni, gol relâmpago do Argentinos Juniors frustrou planos do Timão, que perdeu a terceira seguida

Mais uma vez sem António Oliveira na coletiva de imprensa, quem teve de dar explicações aos jornalistas foi o auxiliar Bruno Lazaroni. Após a derrota do Corinthians para o Argentinos Juniors por 1 a 0, na última terça-feira (23), pela Copa Sul-Americana, o assistente explicou a visão da comissão técnica sobre o sistema ofensivo. Enquanto a equipe vive baixa no ataque, Wesley, um dos principais nomes do elenco na temporada, ficou pela segunda partida consecutiva no banco de reservas.

— A saída do Wesley era para colocar dois jogadores com mais poder de finalização, e o Pedro (Henrique) por ir bem no último jogo. Mas nada que não possa voltar, estamos tentando buscar novas opções — afirmou o auxiliar na coletiva.

Nos quatro últimos jogos, o Corinthians tem um empate e três derrotas, não tendo balançado as redes em nenhuma das partidas. Ao todo, são 412 minutos de seca de gols — com três formações diferentes no setor ofensivo em quatro partidas. Além disso, a defesa também sofre. Foram quatro gols sofridos neste período.

— Duas situações que precisamos evoluir. A taxa de duelo precisamos aumentar e ganhar para conseguimos progredir mais no campo. Muito jogador vem atrás da linha da bola para progredir no campo, mais cruzamento e situações de gol. O nosso momento é tão ruim que na primeira bola acabamos tomando gol, tivemos uma chance e não conseguimos marcar — analisou Lazaroni.

Com a derrota, o Timão está na vice-liderança do Grupo F, da Copa Sul-Americana, atrás dos adversários argentinos. No próximo compromisso pelo torneio, o Timão visitará o Nacional-PAR, no dia 7 de maio, às 19h (horário de Brasília), no Paraguai.

Planejamento frustrado após gol relâmpago

O problema do setor defensivo passa, especialmente, pelas laterais. Hugo e Fagner não têm feito boas partidas defensivamente, sendo que o camisa 13 foi o responsável pelo ataque argentino aos 2 minutos de bola rolando, que gerou o lance do gol da derrota em Buenos Aires. No entanto, Cássio também falhou. Ou seja, vários erros individuais culminaram no resultado.

— Temos que assumir as nossas responsabilidades, falar muito menos e trabalhar muito mais e ter muito mais ações dentro de campo. Qualquer tipo de planejamento num jogo com um minuto e meio você sofre um gol, ele cai por terra. Então, infelizmente, acabou que parece até um pouco repetido o que aconteceu no jogo anterior no Campeonato Brasileiro e a gente tem que unir nossas mãos aí para a gente sair dessa situação — afirmou Lazaroni.

Algo semelhante aconteceu no compromisso anterior do Timão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro, quando o Bragantino abriu o placar ainda no início da partida e segurou o placar até o fim. No momento, o Corinthians ainda não venceu na competição de pontos corridos.

— O que o Bruno falou antes complementa um pouco. Tomar um gol com um minuto de jogo tudo fica mais complicado, você fica ansioso e as coisas vão dando errado e ficando cada vez mais difícil. Nos resta falar pouco, continuar trabalhando, nos entregar mais e acho que o que falta é tentar ter mais ações em campo, mais personalidade — admitiu o volante Raniele.

— Temos que buscar pressionar mais os adversários, contra o Bragantino conseguimos colocar nosso ritmo de jogo, mas acho que não tem sido isso o ponto-chave da derrota hoje. Temos que imprimir mais nosso ritmo para conseguimos sair com a vitória — acrescentou o jogador.

Foto de Livia Camillo

Livia Camillo

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.
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