Classificação do Atlético-MG passa por mudança de status de Hulk e resgate de velho herói
Galo avança às semifinais da Copa Sul-Americana com desempenho que lembra era Cuca
O Atlético Mineiro lutou, sofreu e saiu com uma suada vitória por 1 a 0 para avançar às semifinais da Copa Sul-Americana nesta quarta-feira (24). Na Arena MRV, a equipe de Jorge Sampaoli teve um dia que lembrou a era Cuca, de desempenho ruim e pouca criação, mas conseguiu superar as adversidades e eliminou o Bolívar, pois a ida terminou 2 a 2.
Para isso, o Galo precisou de contar com um velho ídolo que ainda não brilhou tanto desde que retornou. Aos 45 minutos do segundo tempo, Bernard, campeão da Libertadores em 2013, apareceu na área para marcar de cabeça, o que não é sua especialidade, após assistência de Gustavo Scarpa, autor também dos passes para os gols no primeiro jogo.
🖤🤍 FIM DE JOGO: ATLÉTICO 1×0 BOLÍVAR
— Atlético (@Atletico) September 24, 2025
COM A FORÇA DA MASSA E GOL DE BERNARD NA RETA FINAL DE PARTIDA, O GALO VENCE O ADVERSÁRIO NA @ARENAMRV E SE CLASSIFICA PARA A SEMIFINAL DA COPA SUL-AMERICANA! 🐔#VamoGalo #CAMxBOL 🏴🏳️ pic.twitter.com/IkiWFDOULn
A partida também ficou marcada pela mudança de status de Hulk. O craque atleticano não vive grande fase, não marca pelo Brasileirão com bola rolando há um ano e novamente fez uma atuação abaixo. Ele terminou substituído antes de meia hora da etapa final, mesmo com o duelo se encaminhando aos pênaltis. Já não parece intocável o herói do Atlético.
Agora, o time treinado por Sampoli espera quem passar do duelo entre Once Caldas, que venceu a ida por 2 a 0, e Independente del Valle. As equipes jogam ainda hoje.
Atlético Mineiro e Bolívar fazem 1º tempo para esquecer
Foram 45 minutos desperdiçados na Arena MRV. Basicamente não teve uma grande jogada, algum lance de efeito, defesa do goleiro, nada. O Galo só finalizou duas vezes e ambas tiveram bloqueio adversário. A equipe ainda teve que lidar com a saída de Alexsander, por lesão aos 18 minutos, substituído por Bernard.
O time atleticano parecia não ter nada ajeitado coletivamente. A saída de bola era uma zona, não conseguia lidar com a mínima pressão do adversário e sofria para chegar no campo de ataque. A única chegada mais interessante, de pé em pé, terminou em finalização de Hulk em cima da marcação.
O Bolívar, mais ousado para chutar de fora da área, teve duas tentativas que pararam na marcação, mas, nos três chutes para fora, chegou a assustar em um de Castaño, aos dez, passando à direita de Everson.

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Galo evolui a partir do intervalo
Não foi uma gigante mudança, mas o time da casa melhorou no segundo tempo. Passou a chegar mais próximo da área rival e criou chances. Em dez minutos, Scarpa chutou na rede pelo lado de fora e Arana arriscou com perigo de fora, chances superiores do que toda etapa inicial.
A criatividade, porém, parou por aí. Só passou a mudar quando Biel entrou e cavou pênalti em pisão que depois foi flagrado pelo VAR que aconteceu fora da área. O mesmo jogador quase sofreu outra infração na área ao receber lançamento na cara do gol, mas a arbitragem mandou seguir.
Na pressão final, que culminou no gol atleticano, quase Dorny Romero colocou água no chop. O atacante saiu na cara do gol, mas chutou em cima de Everson cinco minutos antes do tento de Bernard.



