Sul-Americana

Em jogo de ‘exceção’, escolha de Sampaoli brilha, mas Atlético-MG cede empate amargo na altitude

Galo tem chance de vencer, cede o empate na altitude e terá jogo decisivo em Belo Horizonte

O empate por 2 a 2 com o Bolívar, nesta quarta-feira (17), em La Paz, foi um verdadeiro “jogo de exceção” para o Atlético-MG, termo que define bem a estratégia adotada pelo técnico Jorge Sampaoli na ida das quartas de final da Copa Sul-Americana. A proposta do Galo foi clara desde o pontapé inicial: jogar com o bloco baixo, aceitar ficar sem a posse por longos períodos e resistir defensivamente, explorando os momentos certos para contra-atacar.

O time alvinegro, diferente do seu estilo habitual, foi mais reativo. Mesmo sob a intensa pressão da altitude e dos donos da casa, o Atlético mostrou espírito de luta e uma eficiência cirúrgica, marcando nos poucos lances de ataque que teve ao longo dos 90
minutos. Mas acabou não sendo o bastante.

Mesmo com um jogador a mais durante boa parte do segundo tempo, o Galo sucumbiu à blitz boliviana e cedeu o empate após estar vencendo por 2 a 0. De positivo, ficou a atuação de Alexsander no primeiro tempo. O ex-Fluminense, que ganhou a vaga de Fausto Vera, não somente cumpriu bem suas obrigações defensivas — com marcação intensa e incansável —, bem como contribuiu de maneira decisiva no ataque, ao marcar um dos gols atleticanos.

Pelas circunstâncias da partida, o resultado poderia ter sido melhor. Mas empatar no Hernando Silles, um dos estádios mais temidos por clubes brasileiros, está longe de ser mau negócio.

Atlético-MG x Bolivar
Bolívar x Atlético-MG pela Sul-Americana. (Foto: Divulgação/Sul-Americana)

Retrospecto dos times brasileiros no Estádio Hernando Silles

  • 32 jogos
  • 18 vitórias bolivianas
  • 7 empates
  • 7 vitórias brasileiras
    *Fazem parte do recorte jogos contra Bolívar, The Strongests, Always Ready e Gualberto Villarroel

Os gols do empate entre Bolívar x Atlético-MG

Após sofrer muito na defesa e segurar o ímpeto do Bolívar, o Atlético-MG puniu os donos da casa em duas jogadas e abriu vantagem considerável antes do intervalo. Aos 45 minutos, Alexsander roubou bola na defesa, Rony puxou contra-ataque e, na grande área, Gustavo Scarpa só rolou para o próprio volante — que iniciou a jogada — balançar as redes.

Se a vitória parcial já era excelente negócio para o Galo, o que dirá um 2 a 0? Nos acréscimos, Scarpa cobrou falta na área boliviana e encontrou Vitor Hugo, que subiu livre entre os defensores e aumentou a vantagem brasileira.

Depois de uma etapa inicial em que tudo deu certo, porém, o time alvinegro acabou castigado na bola aérea logo no começo do segundo tempo. Melgar cobrou escanteio venenoso, Robson Matheus testou consciente e diminuiu o prejuízo boliviano.

E mesmo com um jogador a menos em campo — Gariglio foi expulso por entrada duríssima em Caio Paulista — o Bolívar partiu para cima em busca do empate. Cauteruccio desperdiçou pênalti ao carimbar o travessão, mas os mandantes tiveram uma segunda chance na marca da cal. Diferente do centroavante uruguaio, Dorny Romero deslocou Everson e deixou tudo igual.

Atlético-MG x Bolívar
Bolívar x Atlético-MG pela Sul-Americana. (Foto: Divulgação/Sul-Americana)

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E agora, Galo?

O Atlético-MG agora vira a chave e foca as atenções no Campeonato Brasileiro. Ocupando a 13ª colocação do certame, a equipe alvinegra visita o Botafogo, neste sábado (20), a partir das 18h30 (de Brasília)

O jogo de volta contra o Bolívar está marcado para às 19h (de Brasília) da próxima quarta-feira (24), na Arena MRV.

  • Próximos jogos do Atlético-MG
    Botafogo x Atlético-MG — Campeonato Brasileiro — sábado, 20 de setembro, às 18h30
    Atlético-MG x Bolívar — Sul-Americana — quarta-feira, 24 de setembro, às 19h
    Atlético-MG x Mirassol — Campeonato Brasileiro — sábado, 27 de setembro, às 21h
Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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