Libertadores

Vasco coloca a mão na vaga com um bom um jogo e a inestimável ajuda do Concepción

Salvo um desastre de proporções bíblicas, o Vasco estará na segunda fase da Libertadores. Na noite desta quarta-feira, o clube carioca derrotou o Universidad de Concepción por 4 a 0, fora de casa, e colocou uma mão e nove dedos na vaga à próxima fase. Fez um bom jogo, organizado como costuma ser com Zé Ricardo, mas também contou com a inestimável contribuição do seu adversário para construir um placar tão amplo.

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Dificilmente o Vasco conseguiria encontrar um adversário mais convidativo para o primeiro jogo decisivo de uma temporada que começou em caos, graças à polêmica eleição de Alexandre Campello à presidência do clube e as saídas de jogadores importantes como Anderson Martins, Nenê e Matheus Vital. Logo no segundo minuto, Evander abriu o placar em uma jogada muito bem trabalhada: Ríos mandou para Wellington que deixou com Paulinho. O jovem promissor do Vasco tocou de calcanhar para Evander abrir o placar com um chute muito bem colocado.

O goleiro do Universidad de Concepción chama-se Cristián Muñoz. Tem 40 anos, é argentino, já passou pelo Boca Juniors e pelo Colo-Colo. Seria um dos personagens da partida. Aos 15 minutos, foi à intermediária cortar a bola com um chutão e pegou mal. O rebote caiu com Evander, que bateu dali mesmo. Se Muñoz fizesse a defesa, provavelmente seria expulso. Deixou a bola passar. Talvez para o Concepción fosse melhor se ele tivesse sido expulso.

O Vasco, com Zé Ricardo, se notabilizou por uma defesa sólida e problemas no setor ofensivo. Apesar disso, cedeu vários espaços e oportunidades de finalização que o Concepción poucas vezes conseguiu transformar em perigo basicamente porque não é um time muito bom. Uma cabeçada de Santiago Silva, que não é o Tanque, passou perto da trave de Martín Silva. E nos minutos finais do primeiro tempo, Evander pegou o rebote de uma bela jogada de Paulinho, debaixo da trave, a centímetros do gol, e mandou para fora. Sorte dele que acabou não fazendo falta.

O começo do segundo tempo foi o melhor momento do Concepción, que criou duas grandes oportunidades de diminuir o prejuízo. Em cobrança de falta, Martín Silva espalmou para a frente e Huentelaf ficou com o rebote. Tentou enviar pro mesmo canto do goleiro e mandou para fora. Pouco depois, Morales Flores pegou de fora da área, e Silva espalmou para o lado esquerdo. O cruzamento voltou e Santiago Silva furou de cabeça dentro da pequena área.

Lembra-se do Muñoz? Então. Aos 34 minutos do segundo tempo, Rildo caiu pela esquerda e cruzou para a segunda trave. Um lançamento rasteiro, em direção a um defensor do Concepción. mas Muñoz se jogou para agarrar a bola e não dar sopa ao azar. Pelo menos, essa era intenção e eu fico em uma situação complicada para conseguir explicar por que, em vez de fazer o movimento para encaixar a bola, ele a espalmou para o chão. Yago Pikachu pegou o rebote e fez 3 a 0.

O Concepción se desesperou e foi com tudo para a frente, tanto que, três minutos depois, o Vasco saiu em contra-ataque. Três contra dois chilenos, uma na lateral esquerda, outro no meio e nenhum na direita. Logo, bola na direita. Thiago Galhardo tocou para Rildo, que avançou, ficou cara a cara com o coitado do Muñoz e tocou na saída para fazer 4 a 0.

Fim de papo. O Vasco precisa de um jogo meramente burocrático no Rio de Janeiro para confirmar sua vaga à próxima fase, quando tanto Oriente Petrolero quanto Jorge Wilstermann prometem muito mais resistência do que o fraco Concepción.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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