Sem garantir meta invicta, desarmes geram gol corintiano
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A qualidade reconhecida do Corinthians nos desarmes acabou gerando um resultado importante na primeira partida da decisão da Libertadores. Os alvinegros não apresentaram a solidez defensiva de costume, mas se aproveitaram do fundamento para voltar da Argentina com um valioso empate contra o Boca Juniors.
Foram 19 bolas roubadas pelos alvinegros, contra 16 dos xeneizes. E, a partir de um desses desarmes é que nasceu o gol de empate. Com dificuldades para chegar até a área argentina, o Corinthians finalizou apenas seis vezes na partida, quatro delas de fora da área. Os espaços para o tento só viriam em um desarme de Paulinho em cima de Riquelme, encaixando logo na sequência um contragolpe. Com a linha defensiva desmontada, Emerson deu ótimo passe para Romarinho concluir em direção às redes.
Pressionar Riquelme, aliás, foi outra chave encontrada pelos corintianos. Mais uma vez, o camisa 10 foi a grande referência do Boca Juniors. O meia tentou 44 passes durante os 90 minutos, acertando 38 deles. Além disso, também foi quem mais recebeu a bola em sua equipe, sendo o destino de 38 passes de seus companheiros. Acabou sendo decisivo, porém, ao Corinthians.
Já na defesa, os alvinegros deixaram a desejar desta vez. Depois da saída de Jorge Henrique, o time não encontrou o posicionamento correto. Com a entrada de Liedson, Alex passou a atuar mais pela direita, enquanto Emerson passou a aparecer um pouco mais pelo centro. Enquanto isso, Ledesma e Mouche incomodavam Fábio Santos pela esquerda. Não à toa, sete dos 13 desarmes dos brasileiros no segundo tempo saíram por esta faixa do campo, com Leandro Castán se desdobrando para fazer a cobertura.