Libertadores

O primeiro jogo emocionante da Libertadores 2022 teve dois brasileiros decidindo para o Bolívar de Antônio Carlos Zago

Chico e Bruno Sávio comandaram a reação do Bolívar durante a visita ao Deportivo Lara, na Venezuela

A Copa Libertadores não costuma fazer muito barulho em sua primeira fase. São apenas três confrontos, que ainda não contam com brasileiros ou argentinos. Várias camisas pesadas do continente, porém, precisaram se digladiar neste momento inicial. E o primeiro jogaço aconteceu em Barinas, na Venezuela. O Bolívar, treinado por Antônio Carlos Zago, virou para cima do Deportivo Lara por 3 a 2 – com todos os gols anotados durante o primeiro tempo. Seria uma noite abrilhantada pelos brasileiros a serviço dos bolivianos, com dois gols de Chico (ex-Athletico-PR) e outro de Bruno Sávio (ex-Guarani).

O Deportivo Lara abriu o placar logo aos dois minutos, num chute de Rodney Chirinos que entrou no ângulo. O Bolívar era melhor e conseguiu o empate aos 21, numa cabeçada de Bruno Sávio. O problema era a defesa celeste, muito permissiva, que viu os venezuelanos retomarem a vantagem com Diego Melean aos 28. Chico seria o herói dos bolivianos. O novo empate surgiu aos 34, com falha do goleiro, e a virada tomou forma aos 39, com um chute no cantinho, da entrada da área. Durante o segundo tempo, o Deportivo Lara permaneceu mais no ataque e não aproveitou suas tentativas para garantir ao menos o empate.

O reencontro em La Paz acontecerá na próxima semana. Além do Bolívar, outros dois clubes tradicionalíssimos garantiram resultados positivos nesta semana pela Libertadores. Nesta quarta, o Olimpia visitou o Universidad César Vallejo e retornou do Peru com o triunfo por 1 a 0. Jorge Recalde marcou o gol de cabeça, aos 29 do primeiro tempo. Já o Barcelona de Guayaquil não reclama do empate por 1 a 1 contra o estreante Montevideo City Torque, no Estádio Centenário. Os equatorianos fizeram o primeiro logo aos sete minutos com Gonzalo Mastriani, mas Joaquín Zeballos arranjou o empate para os uruguaios aos 19 do segundo tempo.

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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