Libertadores

O craque da 10 virou 5: Fernandinho surgiu como meia, se consagrou como volante e busca a glória eterna

Meia ofensivo, era um camisa 10 no Athletico, se tornou um craque mais recuado, como volante, e desfilando categoria

Um dos grandes personagens da final da Libertadores em 2022 é Fernandinho. Aos 37 anos, o jogador chega à sua segunda final de Libertadores. Em 2005, ele era um jovem destaque do time que chegou àquela decisão e vestia a camisa 10. A frustração da derrota ficou, mas depois disso Fernandinho fez uma grande carreira e se tornou destaque na Europa.

A sua carreira é de muito sucesso e o retorno ao Furacão tem sido um sonho. Vale, então, retomarmos o que foi esse início de carreira, do meia ofensivo que decidiu o Mundial sub-20, camisa 10, até o volante que se tornou destaque no poderoso Manchester City, com Pep Guardiola o enchendo de elogios.

Nesta final da Libertadores, Fernandinho não vestirá a camisa 5 que vem usando em campeonatos nacionais, porque como chegou depois, o seu número de inscrição é o 50. Em campo, porém, o seu papel é de um camisa 5. Não um limpa trilhos, como era Cocito naquele time do Athletico em que ele era destaque, mas como um volante técnico, habilidoso e capaz de controlar o ritmo do time vindo de trás. Lembramos aqui a trajetória deste jogador que já é marcante.

Gol do título no Mundial Sub-20 de 2003: a promessa

Jornal dos Sports fala sobre o gol do título de Fernandinho em 2003

“Aos 18 anos, o paranaense de Londrina Fernando Luís Rosa, o Fernandinho, tem muito o que festejar. Além de se tornar titular do Atlético Paranaense, teve estrela para marcar o gol da conquista do título do Mundial Sub-20 aos 41 minutos do segundo tempo. Seu objetivo agora é se firmar como titular do Atlético e lutar por uma vaga na Seleção da Copa e 2006” (Jornal dos Sports, 20/12/2003).

Na época do Mundial Sub-20, Fernandinho já tinha estreado pelo time principal do Athletico Paranaense. Ele se caracterizou pela versatilidade. Meia, atuou também como lateral direito e atacante. Além disso, podia fazer várias funções dentro de um mesmo setor. Destaque nas categorias de base, ganhou chances no time principal no começo do Campeonato Brasileiro de 2003. Entrou no jogo contra o Paraná, no dia 6 de abril, fora de casa, em vitória do Furacão por 3 a 0. Era o primeiro.

No seu terceiro jogo, contra o Criciúma, em casa, veio o primeiro gol. A vitória por 5 a 2 contou com um tento seu. Seriam outros cinco gols até o final da sua participação naquele Brasileirão, no dia 9 de novembro. Curiosamente, este último jogo foi o único em que ele marcou dois gols e contra um adversário que seria importante na sua carreira: o São Paulo, na Arena da Baixada, em uma vitória por 4 a 3.

Veio então o Mundial Sub-20 daquele ano, nos Emirados Árabes. Fernandinho foi convocado pelo técnico Marcos Paquetá, mas era reserva da equipe. Com 18 anos, era mais jovem que a maioria do elenco. O time tinha jogadores como Daniel Alves, então com 20 anos, na lateral direita, Daniel Carvalho, atacante também de 20 anos que era destaque, Dudu Cearense, eleito o melhor jogador do torneio, meia do Vitória, Nilmar, atacante promissor do Internacional, além do goleiro Jefferson, do Botafogo, e Adriano, lateral que depois jogaria por Sevilla e Barcelona.

Fernandinho entrou nos três jogos da primeira fase, sendo titular no último deles, contra a Austrália, mas saiu no começo do segundo tempo. Ficou no banco nas oitavas, quartas e semifinal. Na final, entrou faltando 20 minutos para o fim e estava predestinado: foi dele o gol que deu a vitória por 1 a 0 sobre a Espanha.

Os espanhóis tinham como grande jogador daquele elenco o meia Andrés Iniesta, do Barcelona, que faria história na Roja e seria autor do gol do título mundial espanhol, em 2010. Como curiosidade, Juanfran, ex-jogador do Atlético de Madrid e do São Paulo, também estava no elenco. Na época, era meio-campista da base do Real Madrid.

Brasileiro 2004: Titular e destaque

Jornal dos Sports relata gol de Fernandinho

Em 2004, Fernandinho já era parte do elenco principal do Athletico. Foi um jogador importante no elenco que disputou, até o fim, o título com o Santos, que acabou campeão depois de um tropeço do Furacão na reta final, diante do Grêmio – empatou por 3 a 3 fora de casa, quando era líder, e viu o Santos assumir a liderança a três jogos do fim. Aquele jogo foi particularmente dramático, porque o Furacão abriu 3 a 0, com dois gols de Fernandinho (que jogava com a camisa 2) e viu os gaúchos empatarem. Não serviu de nada: o Grêmio acabou rebaixado e o Atlético perdeu pontos que fizeram falta. Naquela campanha, Fernandinho fez nove gols, além de 12 assistências.

Se por um lado ficou a frustração de conquistar o segundo título brasileiro, depois do título em 2001, também estava a impressão que o Athletico era um time forte. E foi para a Libertadores de 2005 como um dos representantes brasileiros, junto ao campeão Santos, ao São Paulo, terceiro colocado, a ao Palmeiras, quarto.

A Libertadores: campanha histórica e frustração no final

Fernandinho era parte importante do Athletico e não seria diferente naquele ano de 2005. Com a venda de Jádson para o Shakhtar Donetsk, em janeiro de 2005, coube a Fernandinho herdar a camisa 10 do companheiro naquele ano. O ano começou bem com a conquista do Campeonato Paranaense em cima do Coritiba, em uma disputa por pênaltis.

O grande desafio, porém, era mesmo a Libertadores. O Furacão estava no Grupo 1, ao lado de Independiente Medellin, Libertad e América de Cali. Fernandinho esteve em campo em quatro jogos da primeira fase, os quatro primeiros, até se machucar. Teve uma fratura de tornozelo que o tirou dos últimos jogos desta fase, além das oitavas de final. Sem ele, o time avançou em segundo e sofreu, mas eliminou o Cerro Porteño.

Ele voltou ao time apenas no segundo jogo das quartas de final contra o Santos, campeão brasileiro do ano anterior. Ele só entraria no jogo de volta, atuando nos minutos finais na Vila Belmiro. Mas a sua participação na semifinal seria marcante. A boa atuação e o gol na vitória por 3 a 0 sobre o Chivas na Arena da Baixada foi crucial para permitir uma vida mais tranquila na volta, quando empatou por 2 a 2.

Na final, o Athletico teria outro adversário brasileiro: o São Paulo. Sem poder jogar no seu estádio, que não tinha os 40 mil lugares exigidos pela Conmebol, o Athletico mandou o jogo de ida no Beira-Rio, onde empatou em 1 a 1 com o adversário. Na volta, no Morumbi, a vitória por 4 a 0 do time paulista consolidou o título. Fernandinho seria vendido ao Shakhtar Donetsk logo depois do torneio, por € 8 milhões. Você pode ler mais sobre essa histórica campanha do Athletico Paranaense neste especial.

“Fico feliz de fazer história. Aquela vitória que nos foi tirada em 2005, vamos fazer de tudo nesse ano”, comentou o jogador ao ge.globo, em direção a Guayaquil para a final da Libertadores 2022 contra o Flamengo.

Meio-campista completo e cota Shakhtar

Tolga Seyhan (esq.), Leonardo e Fernandinho apresentados pelo Shakhtar em 2005 (VICTORIA SINISTRA/AFP via Getty Images)

Se no Brasil Fernandinho tinha mostrado versatilidade ao atuar em diferentes posições, da lateral direita ao ataque, passando pelo meio-campo, sua posição principal. Foi na Ucrânia que, por necessidade, Fernandinho foi recuado.

O meia passou a jogar mais como volante, dando espaço para outros jogadores de frente no time bastante brasileiro. Terminou a sua primeira temporada por lá, em 2005/06, atuando ao lado de Anatoliy Tymoschuk, um volante mais marcador. Se consolidou naquela posição, vindo mais de trás, sendo um armador vindo da defesa, capaz de finalizar de fora da área, fazer lançamentos e ainda correr muito na marcação.

Quando veio o interesse do Manchester City, estava claro o que o clube inglês queria, como escrevemos neste texto de 1º de maio de 2013: seria uma opção a Yayá Touré, mostrava qualidade no passe longo e já vinha tendo atuações de destaque pela seleção brasileira. Aliás, ele era um dos chamados “Cota Shakhtar”, uma chacota que se fazia do técnico Mano Menezes por pescar jogadores do clube para a Seleção, como Jadson e Willian – e antes deles, Elano, ainda por Dunga.

Como quase ninguém acompanha o Campeonato Ucraniano fora da Ucrânia, chamar jogadores da liga era visto com estranheza por parte da crítica esportiva brasileira, que gosta mais quando destaques do Brasileirão são chamados (até outro dia, havia pedidos para Hulk, aos 35 anos, estar na Seleção, mesmo em uma posição com concorrência pesada).

No fim, Fernandinho foi para o Manchester City e, bom, o resto é história.

Seleção: uma história de desencontros

Fernandinho na Copa do Mundo 2014 no Brasil (PEDRO UGARTE/AFP via Getty Images)

A história de Fernandinho na Seleção é de altos e baixos, com os baixos ficando muito marcados porque foram no momento mais importante, na Copa do Mundo. Sua primeira convocação aconteceu em 2011, com Mano Menezes, ainda sob a alcunha de “Cota Shakhtar”.

Esteve na Copa do Mundo de 2014, em que ganhou a posição de Paulinho ao longo da campanha. Era titular do time naquela fatídica semifinal do 7 a 1 para a Alemanha. Sua atuação em campo foi muito ruim e aquilo deixou uma marca.

As críticas tornaram difícil a sua permanência na Seleção. Ele ainda jogou a Copa América em 2015, mas a eliminação contra o Paraguai, nas quartas de final, deixou outra má impressão, não só dele, claro. Ele voltaria ao time com Tite, em 2016, e se tornou um jogador importante, sendo o reserva imediato de Casemiro. E, novamente, seria personagem.

Na eliminação diante da Bélgica, a sua atuação novamente foi criticada. Marcou um gol contra, o segundo gol teve Lukaku passando pelo volante. Ele ainda voltaria e jogaria a Copa América em 2019, vencida pelo Brasil. Depois, não voltou mais à Seleção. O jogo na Venezuela, ainda na primeira fase, foi o seu último pela seleção brasileira.

Manchester City: melhor que Guardiola

Fernandinho, capitão do Manchester City, com a taça da Premier League da temporada 2020/21 (Imago / OneFootball)

Pep Guardiola foi um jogador marcante nos tempos de Barcelona e seleção espanhola. Atuando como volante que armava jogadas, fez parte de grandes esquadrões dos catalães, como o Dream Team de Johan Cruyff. Ainda teria uma passagem pelo futebol italiano que também foi importante.

Como técnico, se tornou uma estrela tão grande quanto e talvez até maior. Brilhou pelo Barcelona, Bayern de Munique e, desde 2016, no Manchester City. Quando ele chegou à Inglaterra, Fernandinho já estava no elenco. Mas seria com o técnico catalão que o brasileiro se tornaria ainda mais relevante e fundamental em times marcantes.

Em dezembro de 2013, quando estava nos primeiros meses de Manchester City, Fernandinho já causava impacto. Em entrevista exclusiva à Trivela, ele comentou sobre a Cota Shakhtar, a adaptação ao futebol inglês, Ele vinha atuando algumas vezes ao lado de Yayá Touré, em uma dupla de volantes muito qualificada.

“Se eu comparar com o Brasil, que é nosso país, é muito diferente, porque no Brasil estamos acostumados com um volante que sai para o jogo e outro que fica na defesa, dando proteção à zaga. Aqui, os dois têm essa possibilidade de poder sair para o ataque. Claro que nunca ao mesmo tempo. Quando um sai, o outro tem que ficar na cobertura, mas, no nosso caso, eu e o Yaya (Touré) procuramos revezar. A gente sempre procura ter esse balanço e esse equilíbrio”, comentou o jogador na época.

Foram nove anos defendendo a camisa do Manchester City. Ao sair, em junho de 2022, encerrou uma relação de nove anos que teve grandes atuações, idolatria e liderança. Foi capitão do time nos últimos anos dessa passagem. Sua passagem pela Inglaterra é tão significativa que não seria nenhum absurdo dizer que ele é o jogador brasileiro mais bem-sucedido na Premier League, se considerarmos atuação, sua relevância, títulos e momentos marcantes.

Guardiola se impressionou tanto com Fernandinho que o elogiava sempre que podia. Em dezembro de 2017, o técnico foi perguntado se ele, como jogador, teria lugar no time que dirigia, o Manchester City. A sua resposta foi uma exaltação ao brasileiro: “Sem chance. Fernandinho é muito, muito melhor”.

Frank Lampard, no final da sua carreira como jogador, passou pelo Manchester City. Atuou ao lado de Fernandinho e, já aposentado, comentou, em 2018, sobre a importância do brasileiro no time de Guardiola. “Este cara é incrível. Eu iria ainda mais longe em dizer que quando Guardiola vai escalar as suas estrelas, Fernandinho é o primeiro nome que ele escolhe”, disse Lampard na época.

“Ele é fundamental no modo como eles jogam na base do meio-campo. A partir do meio-campo, ele começa muitas coisas. Quando você quer jogar como um time que fica no ataque, continuamos a falar sobre recuperar a bola, você quer alguma segurança no meio-campo”, comentou Lampard. “Ele está sempre atento, tudo parece aterrissar em seus pés e o que ele faz brilhantemente, que às vezes não é reconhecido, é que ele joga com um passe simples e o passe certo; ele está na posição certa”, continuou Lampard.

“Ao final da temporada, talvez De Bruyne leve todos os prêmios, jogador da temporada, etc. Mas se você perguntasse aos jogadores quem é o mais confiável, Fernandinho estaria nas suas mentes”, disse Lampard. “Há tantos jogadores importantes, mas ele realmente merece o seu momento de elogio. Ele faz isso todo jogo e apesar de às vezes não ser notado, ele é o centro da maneira como eles jogam”, elogiou o ex-jogador do Chelsea.

Em janeiro de 2019, Guardiola falou sobre a importância do jogador para o time. “Fernandinho tem qualidades específicas. Não temos substituto para ele. Seu tipo de duelos, a maneira como ele recua, tudo é singular. Ele é um jogador incrível, excelente para o time. Contra o Liverpool, ele demonstrou isso. E rezo para que ele fique no melhor de sua forma o mais rápido possível”, afirmou o técnico.

A sua despedida foi como campeão inglês, levantando a taça. A despedida foi cheia de homenagens e com muita emoção do jogador também. “É realmente um dia muito emocionante para mim. Sou muito grato ao City. Foi uma ótima experiência para mim, uma jornada bonita e com certeza ficará para sempre no meu coração”, disse Fernandinho.

Sua volta ao Brasil já era prevista e foi confirmada em junho deste ano. Voltou ao clube que o consagrou e onde ele se tornou o jogador que ganharia o mundo e brilharia no futebol europeu. O desafio agora era o Brasil e a retomada daquele sonho, que ficou lá em 2005.

A volta à Libertadores 17 anos depois

Fernandinho em jogo do Athletico contra o Palmeiras (NELSON ALMEIDA/AFP via Getty Images)

“A expectativa é muito grande. Desde que decidi voltar ao Brasil com a minha família, sabia do desafio que tinha pela frente. Cheguei totalmente preparado em todos os sentidos. A nível futebolístico, houve uma mudança significativa, então tentei vir preparado da melhor maneira possível”, comentou Fernandinho em entrevista ao AS.

“As coisas aconteceram de maneira incrível. Cheguei a jogar uma liga tão competitiva como a brasileira e logo a Copa Libertadores, que quando cheguei a equipe estava nas quartas de final. Depois de 17 anos, tive a possibilidade de voltar a disputar esta competição outra vez. Estou muito feliz por isso”, comentou o jogador, finalista de 2005 com o Furacão.

“A equipe fez um grande trabalho para que possa ajudar meus companheiros em cada treinamento, em cada partida. O objetivo da equipe era chegar a esta final e, com muito esforço e com muito trabalho, conseguimos. Certamente todos os torcedores do clube estão contentes com isso”.

Um nome importante para o Athletico é o técnico Luiz Felipe Scolari, que faz o que deve ser a sua derradeira como treinador. Fernandinho, que já trabalhou com grandes nomes, foi só elogios para o técnico.

“A experiência de Felipão conta muito para essa partida. Como treinador brasileiro com mais finais da Libertadores, temos que tentar conseguir uma vantagem com isso. Temos uma relação muito boa. Tentamos falar o máximo possível sobre a equipe, os jogadores, durante as partidas. É isso que faz com que a equipe cresça. Está sendo um período muito bom poder trabalhar com ele. Espero que possamos ganhar esse título”.

A base do Athletico Paranaense foi exaltada por Fernandinho. Citados os nomes de Renan Lodi, atualmente no Nottingham Forest, e Bruno Guimarães, no Newcastle, estão entre os bons jogadores que seguiram carreira no futebol europeu.

“Para nós que estamos aqui na América do Sul é evidente que o Athletico Paranaense vem fazendo um grande trabalho de produção de jogadores há muito tempo. Tem uma estrutura muito boa, com um centro esportivo de elite. Isso te coloca em condições de preparar jogadores muito bons para o desafio de jogar na liga brasileira e tentar acabar o mais alto possível na tabela, jogar competições como a Sul-Americana, a Libertadores e a Copa do Brasil também”.

“O trabalho que tem sido feito aqui não é de hoje, é uma evolução no tempo. A evolução no jogo dos jogadores não é surpresa para ninguém. Quando cheguei, encontrei uma equipe que tem um talento incrível, com grandes jogadores e muito jovens. Espero que possam sair campeões e ter um futuro bom como Renan Lodi e Bruno Guimarães”, disse ainda o jogador.

“Estamos esperando uma partida muito difícil. É uma final de Libertadores, independente do adversário, é um jogo muito complexo. Temos que estar preparados. A preparação que estamos fazendo está sendo muito boa. Temos que encarar a partida como o jogo da nossa vida. Queremos nossa torcida muito orgulhosa de nós, então temos que encarar assim, como se fosse o último da nossa carreira. Ninguém sabe o que vai acontecer no final, mas temos que deixar tudo em campo”.

Não sabemos como será a história desta final em Guayaquil, mas Fernandinho tem tudo para mais uma vez fazer história. Ganhando ou perdendo, a sua história no Furacão parece só aumentar. E mais do que isso: aos 37 anos, ainda parece longe do fim.

Foto de Felipe Lobo

Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!). Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009, onde ficou até 2023.
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