Libertadores

No apagar das luzes, brilhou a estrela do garoto Vitor Roque, e o Athletico está na semifinal

O atacante de 17 anos saiu do banco de reservas para marcar um gol que nunca será esquecido pela torcida do Furacão

No momento em que tudo caminhava para mais uma disputa de pênaltis para decidir um semifinalista da Libertadores, o garoto Vitor Roque, 17 anos, marcou seu nome na história do Athletico Paranaense com um gol que nunca será esquecido. Nos fim dos acréscimos, saiu livre entre a defesa e se jogou para desviar um cruzamento e marcar o único gol da vitória por 1 a 0 do Furacão sobre o Estudiantes em La Plata.

Um gol suado, encontrado no fim de um jogo em que o Athletico teve dificuldades ofensivas, mas também foi bravo para sobreviver aos períodos mais ameaçadores dos donos da casa para chegar à situação em que precisaria encaixar apenas um ataque. Com ótimas participações de David Terans e Vitinho, coube ao garoto Roque, a grande revelação do Furacão neste ano, ficar marcado como o responsável pelo gol que valeu a vaga na semifinal.

O Estudiantes mostrou suas intenções logo no começo do jogo. Teve duas chegadas nos seis minutos iniciais, uma defendida por Bento, outra para fora. Embora com mais posse de bola, e controlando parcelas da etapa inicial, o Athletico Paranaense pouco criou. Uma cobrança de falta de Khellven afastada por Mariano Andújar, após arrancada de Fernandinho, foi a única finalização ao alvo dos visitantes.

Também não é justo dizer que passou por tantos apuros até os 15 minutos que antecederam o intervalo. Esse foi um período mais complicado. O Estudiantes chegava com força pelas laterais, conseguia escanteios e ganhava na bola aérea. Rogel quase marcou após tentativa de Leonardo Godoy, e Bento fez boa defesa em um desvio por baixo de Morel. Na cobrança de escanteio, o zagueiro cabeceou quase na boca do gol, mas por cima do travessão.

Foram precisos 42 minutos para que saísse a primeira defesa de um goleiro no segundo tempo. Isso não significou marasmo, muito pelo contrário. O Athletico Paranaense conseguiu encaixar alguns contra-ataques no começo, especialmente em um passe de Cuello para Cannobio, que puxou para a perna esquerda e bateu de canhota, com desvio para escanteio. Em outro, Fernandinho recebeu na intermediária e acionou Cannobio, que não dominou muito bem.

Mas à medida em que o tempo passou, o Estudiantes foi crescendo. Zuqui mandou por cima, com desvio, e em uma cobrança de escanteio, após Rogel cabecear na trave, Luciano Lollo mandou o rebote para as redes. Morel estava na banheira, quase dentro do gol. Bento não chegaria de qualquer maneira, mas havia a presença do zagueiro do Estudiantes ali. Um lance difícil, que o árbitro Andrés Matonte considerou irregular. Gol anulado.

Aquela primeira defesa foi de Bento, em um chute fraco de Boselli, mas logo depois ele faria uma mais difícil, com uma batida rasteira de Morel de dentro da área. Foi o momento de maior perigo ao Athletico porque logo em seguida Mauro Méndez recebeu o lançamento nas costas da zaga, deixou a bola pingar e bateu rasteiro, para fora. Perdeu uma chance de ouro.

E que faria muita falta. No finalzinho, o Athletico conseguiu cercar a área do Estudiantes, e David Terans fez boa jogada pela esquerda. Deixou com Vitinho, que dominou, abriu e cruzou para o meio da pequena área. Vitor Roque se antecipou a Andújar e desviou de cabeça para as redes. Ainda houve alguns minutos de tensão, enquanto o assistente de vídeo checava o lance. Primeiro impedimento, depois se Roque havia desviado com o braço. Mas não desviou. Foi mais de ombro. E o Athletico Paranaense enfrentará o Palmeiras por uma vaga na final da Libertadores.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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