Libertadores

Grêmio escapou do pior contra o Santos, com um pênalti e o empate no último lance da partida

O Santos conseguiu conter o embalo do Grêmio, que havia ganhado 12 de suas últimas 13 partidas por todas as competições, e ficou muito próximo de arrancar uma vitória em Porto Alegre, nesta quarta-feira, pelo jogo de ida das quartas de final da Libertadores, mas um pênalti marcado no último lance salvou os gaúchos da derrota.

O empate por 1 a 1 ainda não é o ideal ao Grêmio, mas deixa a situação um pouco melhor para a Vila Belmiro. Precisará, porém, entender como foi anulado pela marcação do Santos, muito boa ao longo de quase toda a partida, e extremamente perigoso nos contra-ataques.

Não foi um primeiro tempo dos mais inspirados. Especialmente do Grêmio. Deu apenas uma finalização, uma cabeçada de Kannemann, aos três minutos, por cima do gol de John Victor. O fato é que, apesar de ter chutado mais, o Santos também não foi tão perigoso assim. Até os 20 minutos, havia dado meio que ameaçado com dois chutes de longe de Jobson – um deles bem despretensioso, do meio-campo.

Marinho tentou arranjar um pênalti, mas o árbitro corretamente mandou o jogo seguir, e o Santos conseguiu abrir o placar, aos 35 minutos. Pará cruzou da direita, Vanderlei saiu mal do gol e Felipe Jonatan cabeceou a sobra. No meio do caminho, Kaio Jorge apareceu para desviar às redes.

A situação quase ficou imediatamente muito pior ao Grêmio quando o árbitro Juan Benítez deu cartão vermelho a Pinares por uma suposta falta em Pituca no meio-campo. Após a revisão do árbitro de vídeo, porém, o apitador não apenas recuou na expulsão como deu o amarelo ao jogador do Santos – o prenúncio de uma arbitragem confusa.

O Santos retornou do intervalo com um bom chute de Diego Pituca, defendido por Vanderlei, e o Grêmio finalmente conseguiu começar a exercer pressão. Matheus Henrique bateu da entrada da área, bem perto do gol de John Victor, e David Braz estava muito livre para completar a cobrança de escanteio da direita – mas acabou cabeceando muito mal.

O zagueiro tentou se redimir do erro com uma potente cobrança de falta de longe, que rendeu uma boa defesa de John, mas o Santos quase ampliou pouco depois. Diego Pituca bateu forte da esquerda. Vanderlei espalmou e a sobra ficou com Kaio Jorge, na entrada da área. Em boa situação, ele mandou para fora.

O Grêmio não conseguiu manter o ritmo depois desse lance. O jogo esfriou, o que estava perfeitamente aceitável ao Santos, muito satisfeito com a vitória magra em Porto Alegre. Ela quase ficou mais gorda, aos 46 minutos, quando Madson puxou contra-ataque pela direita e cruzou. No meio da área, Jean Mota decolou para cabecear a bola e a mandou para fora.

No último lance da partida, o Grêmio conseguiu evitar a derrota. O cruzamento de Ferreira pegou no braço de Vinicius, que pulou na lateral da grande área para tentar bloqueá-lo. Foi necessário muito tempo – e uma grande confusão – para o árbitro confirmar o pênalti, que é discutível, mas tem sido dado com frequência ao redor do mundo.

Diego Souza bateu bem demais, empatou o jogo e deixou tudo bem indefinido para o jogo de volta na Vila Belmiro.

 

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Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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