Libertadores

Estudiantes e Vélez fizeram um jogo em altíssima rotação pela Libertadores, com os platenses rindo por último graças à goleada

O Estudiantes terminou o primeiro tempo em vantagem em La Plata e construiu os 4 a 1 em contragolpes na segunda etapa

Estudiantes e Vélez Sarsfield fizeram um duelo argentino pela Libertadores, que honrou a história de ambos os clubes no torneio continental. Foi uma partidaça, aberta e com muitas chances de gol. Até por isso, o placar no Estádio Uno acaba sendo cruel com os velezanos, que não jogaram para tomar de 4 a 1. Ainda assim, a goleada é um prêmio à agressividade dos pincharratas, que se deram melhor na primeira etapa e aproveitaram os espaços quando os visitantes tentavam buscar o prejuízo. Valeu o jogo divertido de se ver.

O Estudiantes abriu o placar diante de sua torcida logo aos seis minutos. Após uma cobrança de escanteio curta, Fernando Zuqui cruzou e Emmanuel Más desviou de cabeça. A sequência do primeiro tempo teria o Vélez com as rédeas da partida e mais presença ofensiva, mas o time da casa ainda respondia nos cruzamentos. A insistência do Fortín rendeu o empate aos 35, na sequência de uma cobrança de falta, em cabeçada de Lucas Janson que Mariano Andújar tentou salvar e não conseguiu. Porém, os pincharratas pressionaram no fim para reaver o prejuízo e marcaram o segundo num lance parecido, aos 42. A falta voou para a área e, depois de duas cabeçadas, Agustín Rogel concluiu às redes vazias.

O Estudiantes perdeu uma boa chance para o terceiro no fim do primeiro tempo, mas já marcou aos oito do segundo. Num contra-ataque, Leandro Díaz rolou para Gustavo del Prete bater com calma. Depois disso, o jogo se tornou uma trocação. Os velezanos não desistiram do resultado e tentavam pressionar. Andújar chegou a fazer uma defesaça, em bola que bateu na trave. Contudo, os visitantes também se expunham e viam os pincharratas explorarem os espaços. O quarto gol começou a amadurecer na reta final, com alguns lances desperdiçados. Isso até que, aos 43, o contragolpe fosse perfeito. Franco Zapiola iniciou a jogada com caneta e lançamento. Depois, estaria na área para arrematar a assistência de Mauro Boselli.

O duelo terminou com 30 finalizações, 12 delas no alvo, números consideráveis. Pela capacidade de criação dos times, mais de cinco gols poderiam ter saído – especialmente para diminuir o déficit do Vélez. Com o resultado, o Estudiantes assume a liderança do grupo que também conta com Red Bull Bragantino e Nacional de Montevidéu. Os brasileiros igualmente somaram três pontos, com o triunfo por 2 a 0 sobre os uruguaios.

https://www.youtube.com/watch?v=6bFIeBdfzJE

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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