Copa América 2024

Chegou a hora? Pulisic e EUA mostram credenciais para surpreender na Copa América

Bolívia de Zago sofre, enquanto Estados Unidos, com Pulisic, pode surpreender na Copa América

Os anfitriões da Copa América 2024 mostraram suas credenciais em sua estreia neste domingo (23). Os Estados Unidos amassaram a Bolívia, venceram por 2 a 0 e trouxeram empolgação em jogo pela 1ª rodada do grupo C.

Com apoio da torcida no AT&T Stadium, a seleção norte-americana viu seu principal craque colocar a bola embaixo do braço e ser a engrenagem de um time que fez uma boa exibição, apesar de muitas vezes se poupando pela fragilidade do rival.

Christian Pulisic começou o show com poucos segundos no relógio com um golaço. Brilhou também ao dar a assistência do segundo.

Mais do que a participação direta em gols, foi um playmarker, tocou muito na bola e quase sempre que tocava na bola no ataque, causava alguma chance.

O Capitão América, como é chamado pela torcida, terminou os 90 minutos com quatro finalizações, dois dribles, três passes decisivos e ganhou cinco duelos no chão.

Em uma competição com Brasil, Argentina, Uruguai e até a Colômbia, em crescente, não dá para apontar os donos da casa como favoritos e nem próximo dos citados.

Mas uma boa vitória como a de hoje dá moral, mesmo que seja contra um adversário abaixo, vice-lanterna nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, apesar dos esforços do técnico brasileiro Antônio Carlos Zago.

Vale citar que o grupo dos EUA ainda tem Uruguai e Panamá, dupla de bom momento recente.

EUA dominam 1º tempo

A Bolívia não conseguiu jogar na etapa inicial. Isso não quer dizer que foi um jogaço dos anfitriões, longe disso, mas faltou qualidade para a seleção sul-americana.

Os americanos abriram o placar muito cedo, aos dois minutos, o que condicionou o andamento de um jogo pouco agitado.

Em jogada ensaiada e curta de escanteio, Pulisic recebeu de Weah e deu uma chapada linda, no ângulo, que foi para o fundo da rede mesmo com toque de Guillermo Viscarra.

O selecionado treinado por Gregg Berhalter foi levando a partida a banho-maria. Só fazia algo de mais interessante quando a bola passava nos pés de camisa 10 norte-americano, responsável pela assistência do segundo gol.

Com paciência, o jogador do Milan foi encontrado entre as linhas adversárias. Carregou por dentro e acionou Balogun, que levou para canhota e mandou uma batida rasteira indefensável.

Bolívia segue sem jogar, e placar não muda

Zago até mudou o time no intervalo e deu uma cara mais ofensiva aos bolivianos. Mas ainda era pouco. A qualidade ofensiva, abaixo, só rendeu chutes de fora da área, sem qualquer perigo.

Enquanto isso, Pulisic seguia desfilando técnica. Quase fez outro gol de placa ao sair da ponta esquerda, limpar dois e exigir defesa de Viscarra.

O capitão também criava para os colegas. Ricardo Pepi ganhou um presente na área, mas finalizou mal e o goleiro boliviano conseguiu afastar para linha de fundo.

O atacante do PSV voltaria a perder um gol inacreditável aos 44, na pequena área, após bom passe de Antonee Robinson – outro muito bem hoje.

Os EUA até ampliaram aos sete, quando McKennie fez boa jogada, acionou Weah – impedido -, que cruzou rasteiro para Balogun cravar. Já no campo o gol foi anulado.

Vale citar a boa entrada do meia Johnny, ex-Internacional e hoje no Betis, com ótimos passes para quebrar as linhas bolivianas.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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